História
A ocupação não indígena da terra que viraria São José do Rio Claro começou em 1953, por iniciativa do deputado Anízio José Moreira e de Tarley Rossi Vilela, e ganhou corpo em 1954, quando Jacinto Borges e Anísio Castilho abriram a Gleba Massapé — nome de solo, típico de projeto de colonização. O povoado foi rebatizado em homenagem a São José e ao rio Claro, e o crescimento acelerou a partir de 1966, com a chegada de novas frentes de ocupação ao Médio Norte. Um traço distingue essa história da dos vizinhos do ciclo da soja: a partir de 1972, foi a borracha — os seringais cultivados — que se tornou o centro da economia local, décadas depois de o látex ter feito e desfeito fortunas na Amazônia. O distrito foi criado em 4 de junho de 1976, pela Lei Estadual nº 3.784, subordinado a Diamantino, e três anos bastaram para a emancipação: a Lei Estadual nº 4.161, de 20 de dezembro de 1979, criou o município, instalado em 2 de maio de 1981. A história depois se repetiu em espelho: em 19 de dezembro de 1991, a Lei Estadual nº 5.982 desmembrou de São José do Rio Claro o município de Nova Maringá, instalado em 1º de janeiro de 1993 — o filho emancipado que, no mapa judiciário, continua sob a jurisdição da comarca da cidade-mãe.