História
São José do Xingu carrega no nome a memória de uma troca deliberada. O núcleo se formou em torno da Fazenda Bang Bang, no rastro da política federal de colonização dos anos 1970 — incentivo fiscal, crédito facilitado e fazendas de pecuária extensiva abertas sobre a floresta de transição —, e o apelido não era metáfora: segundo os relatos que a prefeitura registra, as disputas da frente pioneira eram resolvidas com arma de fogo, e daí veio Povoado do Bang Bang. Virou São José do Bang Bang, e a conotação incomodava a comunidade. Na emancipação, pela Lei Estadual nº 5.904, de 20 de dezembro de 1991, ficou o santo e entrou a geografia: São José do Xingu. Antes disso, a região estava jurisdicionada por Luciara, o velho município ribeirinho do Araguaia. E o território que nasceu em 1991 não permaneceu inteiro: o Projeto de Assentamento e a Agrovila Santa Cruz do Xingu, que estiveram primeiro sob Luciara e depois sob São José do Xingu, se emanciparam pela Lei Estadual nº 7.232, de 28 de dezembro de 1999. Restaram a sede e o distrito de Santo Antônio do Fontoura, com cerca de 993 moradores — dois núcleos urbanos separados por estrada.