Cidade de PA

Igarapé-Miri

Capital Mundial do Açaí · Princesinha do Baixo Tocantins

Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins paraense, tem 64.831 habitantes e é o maior produtor de açaí do Brasil — 260 mil toneladas em 2024, mais que o dobro do segundo colocado, segundo a Produção Agrícola Municipal do IBGE. Daí o apelido de "Capital Mundial do Açaí", de uso corrente e não de lei. É sede de comarca própria do TJPA, de 2ª entrância, organizada em Vara Única: um só juízo responde pelo cível, pelo criminal, pelo Tribunal do Júri e pela execução penal do município. Não há unidade prisional na cidade — os presos são custodiados em Abaetetuba ou Cametá —, o que faz da localização do preso e da definição do juízo da execução um problema prático constante para as famílias.

UF
PA
Porte
média
População
64.831 hab.

Para questões judiciais em Igarapé-Miri (PA), o juízo competente é da Comarca de Igarapé-Miri — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista especializado em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

Igarapé-Miri nasceu da madeira e da fé. Ainda no fim do século XVII, os portugueses instalaram nas terras ribeirinhas da região uma Fábrica Nacional de extração e aparelhamento de madeiras — a mais produtiva das fábricas da Província do Grão-Pará, segundo o registro histórico guardado pelo próprio município —, e foi em torno dela que colonos começaram a se fixar. Em 1710 o governador Cristóvão da Costa Freire concedeu a João Mello Gusmão uma sesmaria de duas léguas na área, confirmada por D. João V em 1714, o que gerou revolta entre posseiros e agricultores já estabelecidos e obrigou o sesmeiro a vender a maior parte das terras. Uma delas foi comprada por Jorge Valério Monteiro, que ergueu ali a capela de Nossa Senhora Sant'Ana; a devoção cresceu, e a pastoral de 29 de dezembro de 1752, do bispo D. Frei Miguel de Bulhões, transformou a capela em paróquia colada. A Lei Provincial nº 113, de 16 de outubro de 1843, elevou a freguesia a vila e criou o município, desmembrado de Belém, instalado em 26 de julho de 1845 como Vila Sant'Ana de Igarapé-Miri. A lei estadual nº 438, de 23 de maio de 1896, fez dela cidade e encurtou o nome — é dessa data que a cidade conta a idade, tendo completado 130 anos em 2026. O município ainda seria extinto pelo decreto estadual nº 6, de 4 de novembro de 1930, e recriado pelo decreto estadual nº 78, de 27 de dezembro do mesmo ano, com Moju como distrito até ser desmembrado na década seguinte. Sobre a extinção de 1930 há divergência entre as fontes oficiais: o registro histórico do município diz que o território foi anexado a Abaetetuba, enquanto a Formação Administrativa do IBGE aponta Belém. A divisão territorial de 1937-38 desenhou os quatro distritos que até hoje organizam a vida local: a sede, Anapu, Maiauatá e Meruú.

Economia

A economia de Igarapé-Miri mudou de eixo duas vezes em cinquenta anos. Até os anos 1970 o município vivia da cana: eram 54 engenhos produzindo açúcar e cachaça em 1975, reduzidos a nove em 1983 e praticamente extintos na década de 1990. O colapso empurrou trabalhadores rurais para a periferia da sede — o bairro Cidade Nova cresceu desse êxodo — e coincidiu com um segundo choque: a usina hidrelétrica de Tucuruí, a partir de 1983, alterou o regime do rio e a pesca do mapará, enquanto as fábricas de palmito, chegadas do Sudeste depois do esgotamento da juçara na Mata Atlântica, derrubavam açaizeiros em idade produtiva. A virada veio da própria população: no início dos anos 1990, lideranças rurais organizaram o Projeto Mutirão e a associação AMUT, fundada em maio de 1990, para reocupar as várzeas e manejar o açaizal em vez de cortá-lo. Deu certo em escala nacional. Pela Produção Agrícola Municipal do IBGE, Igarapé-Miri foi em 2024 o maior produtor de açaí do Brasil: 260 mil toneladas colhidas em 52 mil hectares, no valor de R$ 1,53 bilhão — à frente de Cametá (157,8 mil t), Anajás, Acará e Abaetetuba, todos paraenses. Foi também o primeiro colocado em 2023, com colheita bem maior, de 422 mil toneladas, o que mostra a volatilidade de safra que atravessa a renda das famílias ribeirinhas. Os demais números do IBGE completam o desenho: a agropecuária representou 29,00% do valor adicionado bruto municipal em 2021, contra 5,85% da indústria; o PIB alcançou R$ 1,02 bilhão em 2023, com PIB per capita de R$ 15,7 mil. A contrapartida é a dependência do setor público, que responde por 45,75% do VAB, e um IDHM de 0,547 (2010) — dos mais baixos da região.

Panorama jurídico

Igarapé-Miri é sede de comarca própria do Tribunal de Justiça do Pará, classificada na 2ª entrância e supervisionada pela Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior. O TJPA a organiza como "Comarca de Vara Única de Igarapé-Miri", e essa é a informação que mais importa para quem procura o próprio processo: existe um único juízo na cidade, e é ele que responde pelo cível, pela família, pela infância, pela violência doméstica, pelo crime, pelo Tribunal do Júri e pela execução penal. Pela Resolução nº 20/2016, o tribunal situou a comarca na 3ª Região Judiciária, dentro da Região Judiciária da Alça Viária, ao lado de Abaetetuba, Barcarena, Moju e Tailândia. A competência do júri é exercida pelo mesmo juízo, na forma do art. 74, § 1º, do Código de Processo Penal: em março de 2025 a Seção de Direito Penal do TJPA negou desaforamento na Ação Penal nº 0800064-07.2024.8.14.0022 e manteve em Igarapé-Miri o julgamento de acusado de homicídio cometido no município. Fora da esfera estadual, o mapa se espalha: a Justiça Federal é a da Seção Judiciária do Pará, em Belém; a trabalhista, as duas Varas do Trabalho de Abaetetuba; e a advocacia responde à Subseção da OAB/PA de Abaetetuba, já que a cidade não tem subseção própria. O acervo da vara única passava de seis mil processos já em 2021, quando o juízo instituiu jornadas anuais de conciliação em parceria com a Coordenadoria de Juizados Especiais do TJPA, com pautas de consumo, alimentos e termos circunstanciados de ocorrência.

Patrimônio

O patrimônio de Igarapé-Miri é feito de água e de engenharia colonial. A peça central é o Canal de Igarapé-Miri, aberto entre 1821 e 1823 por iniciativa de Sebastião Freire da Fonseca, o "Carambolas", natural de Mazagão, que traçou em linha reta a ligação entre os rios Igarapé-Miri e Moju para substituir o furo natural obstruído e encurtar a viagem a remo até Belém. As escavações começaram nas duas margens e, quando faltavam pouco mais de cem metros, uma enchente violenta do Moju — o chamado Fenômeno das Águas Vivas — derrubou o paredão de terra em 23 de novembro de 1823 e matou dezoito trabalhadores escravizados que abriam a passagem. No lugar do desabamento formou-se uma pequena queda d'água. O canal virou rota obrigatória do comércio fluvial do Baixo Tocantins e foi retratado por viajantes europeus: Edouard Riou desenhou tanto a vegetação do canal quanto a Vila Sant'Ana em 1867, e André SchWebel registrara a freguesia de Sant'Ana já em 1756. Na cidade, o prédio mais antigo é a Igreja Matriz de Sant'Ana, herdeira direta da capela erguida no século XVIII. Nos rios Meruú, Maiauatá e Anapu, os portos de açaí e os centros de formação comunitária compõem um patrimônio vivo, menos monumental e mais cotidiano, ligado ao manejo da várzea.

Curiosidades

Igarapé-Miri se chama "Capital Mundial do Açaí" sem que nenhuma lei lhe tenha dado o título — mas a estatística oficial sustenta a parte verificável da fanfarra: pela Produção Agrícola Municipal do IBGE, nenhum outro município brasileiro produziu mais açaí em 2024, e a colheita local foi maior que o dobro da do segundo colocado. O curioso é que essa liderança nasceu de uma derrota: foi o fim dos engenhos de cana e a devastação dos açaizais pelas fábricas de palmito que empurraram os trabalhadores rurais a se organizarem para manejar a palmeira em pé, em vez de derrubá-la pelo palmito. A cidade também coleciona um segundo apelido de outra época, "Princesinha do Baixo Tocantins", e um título nobiliárquico: Antônio Gonçalves Nunes, advogado formado pela Faculdade de Direito de Olinda em 1844, deputado provincial e presidente da Assembleia do Grão-Pará, recebeu em decreto de 3 de março de 1883 o baronato de Igarapé-Miri — e era dono, no rio Maiauatá, do engenho a vapor São Domingos. Há ainda a divergência de grafia que sobrevive nos documentos: o barão foi criado como "Barão de Igarapé-Mirim", com o "m" final que o município acabou perdendo. Em 23 de maio de 2026 a cidade completou 130 anos de emancipação.

Educação e cidadania

A rede pública municipal e estadual cobre da educação infantil ao ensino médio, com escolas espalhadas pelas vilas e comunidades ribeirinhas — parte delas alcançável só por barco, o que faz do transporte escolar fluvial um tema permanente da administração local. Em 2026 a prefeitura divulgou que o município alcançou o melhor IDEB do Baixo Tocantins. No campo da cidadania, o município é razoavelmente servido para o porte: há Defensoria Pública estadual na Travessa Quintino Bocaiúva, na mesma via do fórum, com agendamento também pelo Disque Defensoria 129; Promotoria de Justiça na Rua Lauro Sodré; e cartório da 06ª Zona Eleitoral, com sede na própria cidade, na Rua Dep. Graciano Almeida. A prefeitura atende no Complexo Administrativo Agenor da Costa Quaresma, na Cidade Nova, das 8h às 14h, e a Câmara Municipal funciona na Rua Major Lira Lobato, com ouvidoria e portal da transparência próprios. Para quem tem familiar preso, o caminho de informação começa nos canais da SEAP-PA e na Defensoria — porque a custódia costuma ocorrer fora do município. Este portal é de uma advocacia particular e não é canal oficial do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria ou da SEAP-PA.

Segurança e fronteira

Igarapé-Miri tem uma única delegacia de polícia, não especializada, com plantão de 24 horas na Av. Sesquicentenário, na Cidade Nova, subordinada à 4ª RISP — Superintendência Regional do Baixo Tocantins, sediada em Abaetetuba. O policiamento ostensivo é do 66º Pelotão, fração do 31º Batalhão da Polícia Militar, que cobre Abaetetuba e Igarapé-Miri. Tudo o que é especializado fica na cidade vizinha: não há Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município — as mais próximas são as de Abaetetuba, Cametá e Barcarena —, nem unidade do Corpo de Bombeiros, atendida pelo 15º GBM de Abaetetuba. Para a defesa criminal, três consequências práticas se repetem. A primeira é probatória: em município de várzea, com comunidades alcançadas só por barco, perícia, cumprimento de mandado e condução de testemunha dependem de deslocamento fluvial e de maré, e o atraso que em cidade de estrada seria banal vira aqui tese de excesso de prazo e de constrangimento ilegal. A segunda é de competência: como não há vara especializada, os casos da Lei Maria da Penha correm na mesma Vara Única que julga o júri e a execução. A terceira é a mais imediata para as famílias — não existe unidade prisional em Igarapé-Miri. Quem é preso na cidade é transferido para Abaetetuba, e o parente muitas vezes descobre tarde para onde. Localizar o preso, confirmar qual juízo passou a responder pela execução e regularizar a visita são os primeiros passos de qualquer defesa na comarca.

Dados do município

Mesorregião
Nordeste Paraense
Microrregião
Cametá
Área (km²)
1996.79
População (Censo 2022)
64.831
Densidade demográfica (hab/km²)
32.47
IDH-M
0.547

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Igarapé-Miri

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Igarapé-Miri tem energia — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária é do Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Órgãos e instituições — Igarapé-Miri/PA

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Igarapé-Miri
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA)
Entrancia
2ª Entrância
Corregedoria
Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior (CJCI)
Regiao Judiciaria
3ª Região Judiciária, integrante da Região Judiciária da Alça Viária pela Resolução nº 20/2016 do TJPA, ao lado de Abaetetuba, Barcarena, Moju e Tailândia — agrupamento feito para lotação e movimentação de magistrados.
Estrutura
Igarapé-Miri é sede de comarca própria do TJPA, organizada em VARA ÚNICA. O tribunal a identifica oficialmente como "Comarca de Vara Única de Igarapé-Miri": um só juízo concentra o cível, o criminal, a família, a infância e juventude, a violência doméstica e os feitos de menor potencial ofensivo. Não há, na comarca, varas especializadas por matéria.
Endereco Forum
Travessa Quintino Bocaiuva, s/n, Centro, Igarapé-Miri - PA, CEP 68430-000
Telefone Forum
Telefone Tribunal
E-mail
Horário de atendimento
8h às 14h
Jurisdição
A jurisdição da comarca alcança apenas o território do município de Igarapé-Miri — sede urbana, as vilas de Anapu, Maiauatá e Meruú e a extensa zona de várzeas, ilhas e rios que responde pela maior parte da população rural. Os municípios vizinhos têm comarcas próprias (Abaetetuba, Moju, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba), de modo que o processo de quem mora em Igarapé-Miri corre no fórum da própria cidade.
Tribunal Do Juri
Como a comarca é de vara única, é o mesmo juízo que preside o Tribunal do Júri local, na forma do art. 74, § 1º, do Código de Processo Penal. O TJPA trata a competência como "Vara do Tribunal do Júri de Igarapé-Miri": em março de 2025, a Seção de Direito Penal do tribunal negou pedido de desaforamento na Ação Penal nº 0800064-07.2024.8.14.0022, mantendo em Igarapé-Miri o julgamento de acusado de homicídio praticado no município.
Execucao Penal
Não há estabelecimento penal da SEAP-PA em Igarapé-Miri. Enquanto o condenado permanece na comarca, a execução tramita perante a Vara Única, nos termos do art. 65 da Lei de Execução Penal. Recolhido o preso a unidade situada em outra comarca, a competência executória acompanha o estabelecimento — critério que o TJPA fixou na Resolução nº 016/2007-GP e aplica na solução de conflitos de competência entre juízos paraenses.

OAB — Subseção

Nome
Subseção de Abaetetuba — OAB/PA
Endereço
Rod. Dr. João Miranda, nº 1428, Santa Rosa, Abaetetuba - PA, CEP 68440-000
Estrutura
Igarapé-Miri não possui subseção própria da OAB/PA. A advocacia local está vinculada à Subseção de Abaetetuba, que atende das 8h às 12h e das 14h às 17h e cuja área de abrangência oficial reúne Acará, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Moju e Vila dos Cabanos (Barcarena). Abaetetuba concentra, assim, a estrutura de apoio à advocacia de todo o corredor do Baixo Tocantins ligado pela PA-151.

Serviços federais na fronteira

Panorama
Os serviços federais de balcão ficam em Belém: Superintendência da Polícia Federal, unidades da Receita Federal e as varas da Seção Judiciária do Pará. O INSS atende por agendamento pelo telefone 135 e pelo aplicativo Meu INSS, caminho relevante num município de forte presença de segurado especial — ribeirinhos, extrativistas e agricultores familiares do açaí, cuja comprovação de atividade rural é tema recorrente de litígio previdenciário.
Incra
O INCRA mantém seis Projetos de Assentamento Agroextrativista (PAE) no município, todos em ilhas de várzea: PAE Ilha do Buçu, PAE Ilha Jarimbu, PAE Ilha Itaboca, PAE Ilha Anapu, PAE Ilha Mauba e PAE Ilha Pindobal Grande. Como o INCRA é autarquia federal, disputas sobre a condição de assentado, sobre parcelas e sobre benfeitorias nesses PAE tendem à competência da Justiça Federal (art. 109, I, da Constituição Federal), e não da comarca — distinção que costuma confundir quem procura o fórum da cidade.

Estabelecimentos penais

Panorama
A relação oficial de unidades penitenciárias do interior da SEAP-PA não inclui nenhum estabelecimento em Igarapé-Miri. As unidades de referência do Baixo Tocantins ficam nas comarcas vizinhas: a Unidade de Custódia e Reinserção de Abaetetuba (UCR Abaetetuba) e a Unidade de Reinserção de Regime Semiaberto de Abaetetuba (URRS Abaetetuba), ambas na Rua Sete de Setembro, s/n, bairro São Lourenço, Abaetetuba, telefone (91) 3601-2061; e a Unidade de Custódia e Reinserção de Cametá (UCR Cametá), na Rua Euclides Figueredo, s/n, Matinha, telefone (91) 3781-2056. Há ainda a UCR Mocajuba, na PA-151. Abaetetuba é o destino usual: em operação policial realizada em Igarapé-Miri, a SEGUP-PA registrou que os presos foram encaminhados à central de triagem de Abaetetuba, sob custódia da SEAP. Para a família miriense isso significa, na prática, deslocamento — e uma pergunta que precisa ser respondida cedo: em qual unidade o preso está, porque é isso que define a qual juízo pedir progressão de regime, remição, saída temporária ou regularização de visita.

Ministério Público Estadual

Estadual
Promotoria de Justiça de Igarapé-Miri (MPPA), de cargo único, classificada na 2ª entrância e integrante da Região Administrativa 6 — Região Tocantins, com sede administrativa em Abaetetuba. Endereço: Rua Lauro Sodré, 825, Centro, CEP 68430-000. Telefones (91) 3755-1127 e (91) 3755-2711. E-mail mpigarapemiri@mppa.mp.br.

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Pará mantém unidade em Igarapé-Miri, vinculada à Regional do Tocantins, na Travessa Quintino Bocaiúva, s/n, Centro — a mesma via do fórum —, com atendimento pelo telefone (91) 97400-7560. O agendamento também pode ser feito pelo Disque Defensoria 129. É a porta de entrada de quem não tem condições de contratar advogado, inclusive para acompanhamento de execução penal de parente recolhido em unidade de outra comarca.

Justiça Federal

Subsecao
Seção Judiciária do Pará (SJPA/TRF1), com sede em Belém. Igarapé-Miri não pertence a nenhuma subseção do interior.
Telefone
E-mail
Jurisdição
Pelo quadro oficial de jurisdições do TRF da 1ª Região, Igarapé-Miri está na faixa atendida diretamente pela sede da Seção Judiciária do Pará, em Belém — e não nas subseções de Castanhal, Marabá, Santarém, Tucuruí ou Altamira. É em Belém, portanto, que tramitam as causas previdenciárias, os feitos tributários federais e os crimes de competência federal envolvendo moradores do município, inclusive os que digam respeito a comunidades e territórios tradicionais (art. 109 da Constituição Federal).

Justiça do Trabalho

Vara
1ª e 2ª Varas do Trabalho de Abaetetuba (TRT da 8ª Região)
Endereço
1ª VT: Travessa D. Pedro II, 668, Bairro Central, Abaetetuba - PA, CEP 68440-000 · 2ª VT: Rod. Dr.
Telefone
E-mail
Jurisdição
Igarapé-Miri não tem Vara do Trabalho. As duas varas de Abaetetuba, com jurisdição idêntica, respondem por Abaetetuba, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju e Muaná.

Justiça Eleitoral

Zona
06ª Zona Eleitoral — sede Igarapé-Miri
Endereço
Rua Dep. Graciano Almeida, nº 10, Baixa Verde, Igarapé-Miri - PA
E-mail
Atendimento
O cartório eleitoral funciona das 8h às 13h. A 06ª Zona abrange apenas o município de Igarapé-Miri. Atendimento também pelo Disque-Eleitor 148 e pelos canais do TRE-PA.

Segurança Pública

Policia Militar
O policiamento ostensivo cabe ao 31º Batalhão de Polícia Militar, que abrange Abaetetuba e Igarapé-Miri, sob o Comando de Policiamento Regional IX. A fração local é o 66º Pelotão de Igarapé-Miri, telefone (91) 98412-3688.
Corpo Bombeiros
Não há unidade do Corpo de Bombeiros Militar no município: o atendimento é do 15º Grupamento Bombeiro Militar, sediado em Abaetetuba.
Delegacia Da Mulher
Igarapé-Miri não tem Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher — a delegacia local é a única e não é especializada. As DEAM mais próximas ficam em Abaetetuba, Cametá e Barcarena. Isso importa no processo: casos da Lei 11.340/2006 são registrados na delegacia comum e processados na Vara Única, sem juízo especializado em violência doméstica na comarca.
Panorama
A geografia impõe o desenho do policiamento e do processo penal. Com quase 2 mil km² e densidade de 32,5 habitantes por km², boa parte do território é de várzea, ilhas e rios, e o acesso a comunidades como Meruú, Maiauatá e Anapu se faz por via fluvial — o que alonga prazos de perícia, de cumprimento de mandado e de condução de testemunhas. A estrutura especializada (DEAM, bombeiros, batalhão) está concentrada em Abaetetuba, a comarca vizinha que funciona como polo regional de segurança pública do Baixo Tocantins.
Policia Civil
Nome
Delegacia de Polícia Civil de Igarapé-Miri (DPIGM)
Endereço
Av. Sesquicentenário, 1630, Cidade Nova, Igarapé-Miri - PA
Telefone
Funcionamento
Plantão 24 horas
Vinculacao
Delegacia não especializada, vinculada à 4ª RISP — Superintendência Regional do Baixo Tocantins, com sede em Abaetetuba (Av. Sete de Setembro, 123, Buritizal).

Prefeitura Municipal

Endereço
Complexo Administrativo Agenor da Costa Quaresma — Av. Eládio Corrêa Lobato (antiga Av.
Telefone
E-mail
Site
igarapemiri.pa.gov.br
Atendimento
8h às 14h

Câmara Municipal

Endereço
Rua Major Lira Lobato, 100, Cidade Nova, Igarapé-Miri - PA, CEP 68430-000
Telefone
E-mail
Site
camaramiriense.pa.gov.br
Atendimento
8h às 14h

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia Civil
197
Defesa Civil
199
Central Mulher
180
Disque Denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista especializado em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional