História
Antes de Monte Alegre havia Gurupatuba. O nome vem da aldeia indígena às margens do rio homônimo, de onde os religiosos da Piedade — franciscanos da província portuguesa da Piedade, que catequizavam a margem esquerda do Amazonas ainda antes de 1710 — transferiram população para o sítio elevado em que hoje se assenta a cidade. Constituída freguesia sob a invocação de São Francisco de Assis, a povoação foi elevada a vila em 27 de fevereiro de 1758 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o governador irmão do Marquês de Pombal, que trocou os nomes indígenas por topônimos portugueses em todo o Grão-Pará: Gurupatuba virou Monte Alegre, batismo tirado, como registra o IBGE, do próprio relevo. A elevação a cidade veio muito depois, pela Lei Provincial nº 970, de 15 de março de 1880. O século XX começou com o município reduzido ao distrito-sede e prosseguiu em vaivém territorial: pelo Decreto Estadual nº 6, de 4 de novembro de 1930, Monte Alegre incorporou o extinto distrito de Almeirim, devolvido vinte dias depois pelo Decreto Estadual nº 16; pela Lei Estadual nº 78, de 27 de dezembro de 1930, recebeu o extinto município de Prainha, que se emancipou de novo pela Lei Estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935. Restou ainda o distrito de Maicuru, extinto e anexado à sede pelo Decreto-lei Estadual nº 3.131, de 1938. Desde 1960 o município é constituído apenas do distrito-sede — e é curioso que Almeirim e Prainha, as duas parcelas que se soltaram, sejam hoje justamente municípios atendidos pela subseção da OAB de Monte Alegre.