História
Poucas cidades brasileiras podem apontar no mapa o lugar onde ficavam e dizer que ele está debaixo d'água. Jacundá começou como povoado ribeirinho no Tocantins, parada de quem navegava o rio, e chegou a sediar a segunda circunscrição judiciária do município de Baião, ao qual pertencia. Em 1915, cem moradores assinaram abaixo-assinado e conseguiram vincular o povoado a Marabá. Vieram os ciclos: borracha, caucho, castanha-do-pará e, no fim dos anos 1930, o diamante extraído às margens do rio na localidade de Foz do Riacho; por Jacundá passava ainda um trecho da Estrada de Ferro do Tocantins. A emancipação veio pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrando o território de Itupiranga, com instalação em 31 de março de 1962. A virada foi a barragem: a construção da hidrelétrica de Tucuruí inundou 900 quilômetros quadrados do município, submergindo cachoeiras, canais, garimpos de diamante, vilarejos e a própria sede municipal. A cidade foi remanejada para a Vila Arraias, no km 88 da PA-150, junto com as famílias atingidas — e é ali, longe do rio que lhe deu origem, que Jacundá funciona hoje.