História
Juruti é o município paraense que morreu duas vezes e voltou as duas. A freguesia missionária dos Munduruku virou município por Lei Provincial de 9 de abril de 1883, instalado em 9 de março de 1885 — para ser extinto já em 1900, pela Lei nº 729, de 3 de abril, que repartiu seu território entre Faro e Óbidos. A Lei estadual nº 1.295, de 8 de março de 1913, o recriou; o Decreto estadual nº 6, de 4 de novembro de 1930, confirmado pelo Decreto nº 78 do mesmo ano, o extinguiu de novo, desta vez entregando o território à administração direta do estado. Só a Lei estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, devolveu a Juruti a condição de município, que não perdeu mais. Antes de tudo isso, em 1833, quando o Império dividiu o Pará em termos e comarcas para executar o Código de Processo Criminal, a freguesia foi posta no Termo de Faro — ou seja, a primeira dependência judiciária da história local já era de outra cidade, um padrão que o século XXI conserva em outras roupas. A sede, erguida originalmente mais para dentro, foi transferida para a beira do Amazonas em 1859, onde está até hoje.