História
Teutônia foi planejada antes de ser povoada. A ideia veio do comerciante atacadista Carlos Schilling, que em 1856 levou uma primeira expedição de colonos alemães à região, então parte de Taquari e ocupada por indígenas guaianazes, e em 1858 comprou terras devolutas para o seu projeto — no mesmo ano a Câmara de Vereadores de Taquari oficializou a Colônia Teutônia e começou a venda de lotes de cinquenta mil braças quadradas. Para bancar o empreendimento Schilling fundou, com sócios, uma empresa colonizadora, que em 1861 comprou mais terra para o acesso à colônia e em 1862 nomeou o agrimensor Lothar de la Rue como diretor. Os primeiros colonos chegaram em 1865 e 1866, vindos da antiga zona colonial de São Leopoldo, de Santa Catarina, da Alemanha — Pomerânia, Saxônia, Boêmia, Silésia — e de uma colônia de suíços e alemães da província argentina de Corrientes, que durante a Guerra do Paraguai percorreu os núcleos gaúchos e escolheu Teutônia. Em 1868, com a saída de La Rue, Carlos Arnt assumiu a direção, e a chegada de 41 imigrantes westfalianos deu novo impulso — origem do nome do vizinho Westfália. A colônia cresceu por picadas: a Glück Auf, "Boa Sorte", hoje Bairro Canabarro, tinha 48 lotes já em 1858; seguiram-se a Picada Hermann, a Boa Vista, a Frank, a Schmidt, a Clara e a Welp, e por volta de 1878 viviam ali 2.241 pessoas em 386 famílias. O distrito de Boa Vista de Teutônia foi criado pelo Ato Municipal nº 62, de 25 de dezembro de 1918, em Estrela; o nome encurtou para Teutônia em 1938; e a Lei Estadual nº 7.542, de 5 de outubro de 1981, criou o município, com as áreas dos extintos distritos de Canabarro e Languiru, instalado em 31 de janeiro de 1983.