História
Barra Velha nasceu do óleo de baleia. No início do século XIX, as águas calmas da enseada vizinha — que por isso ficou conhecida como Armação — abrigavam os cetáceos que os pescadores açorianos caçavam para abastecer de óleo o Rio de Janeiro, e a tradição local registra que a produção do português Joaquim Alves da Silva impressionou D. Pedro I a ponto de lhe render a doação das terras onde a povoação cresceu. O distrito foi criado pela Lei Provincial n.º 510, de 27 de abril de 1861, subordinado a Parati — o município vizinho que em 1943 seria rebatizado Araquari. A emancipação veio duas vezes: a Lei estadual n.º 271, de 3 de dezembro de 1956, criou o município, mas o Supremo Tribunal Federal anulou a criação no julgamento da Representação n.º 2.961, em 6 de maio de 1957, e Barra Velha voltou a ser distrito; só a Lei estadual n.º 778, de 7 de dezembro de 1961, refez a emancipação, com instalação em 30 de dezembro do mesmo ano. Em 1965 a cidade ganhou o distrito de São João do Itaperiú, que se emancipou em 1992 — e permaneceu no foro barra-velhense. A comarca chegou em 1986, um quarto de século depois do município.