História
Antes das fazendas, os campos eram Kaingang. A ocupação europeia veio devagar e por interesse de pasto: entre 1825 e 1830 estabeleceu-se aqui um fazendeiro procedente de Curitibanos, e depois dele vieram gaúchos que fugiam da Guerra dos Farrapos, criadores de Lages, paranaenses e paulistas atraídos por terra barata e campo aberto. O tropeirismo fez o resto: por aqui passavam as tropas que subiam dos pampas, e com elas notícias, mercadorias e gente. A escala administrativa acompanhou: freguesia pela Lei Provincial n. 377, de 16 de junho de 1854, subordinada à vila de Curitibanos; vila autônoma pela Lei Provincial n. 923, de 30 de março de 1881, desmembrada da mesma Curitibanos; instalação em 3 de outubro de 1882. A comarca veio treze anos depois, em 1894. O século XX trouxe a ferrovia São Paulo–Rio Grande e, com ela, dois efeitos opostos que a memória local não esconde: vilarejos prósperos ao longo do rio do Peixe e famílias desalojadas sem indenização das terras cortadas pelos trilhos. O município chegou a ter dez distritos na década de 1930; foi se desfazendo deles à medida que os vizinhos se emanciparam.