História
A cidade nasceu de uma subida de rio. Em princípios do século XVIII, um membro da família Martins e Ramos, de Itu, subiu explorando a margem direita do Tietê até dar com um vale fechado entre cinco serras — as que depois se chamariam Japi, Guaxatuba, Guaxinduva, Cristais e Taguá — e ali se fixou, atraído pelo clima ameno, pelo solo fértil e pela água farta. Plantou cana e montou engenho; a aguardente que saiu dali sustentou a economia por décadas e deu ao lugar o apelido que sobreviveu a tudo. Cerca de um século depois, uma família de lavradores doou terreno para uma capela de São Benedito, que desabou num temporal; outra foi erguida ali, até que, em 1856, a comunidade levantou com recursos próprios a Matriz de Nossa Senhora da Piedade. Administrativamente, o percurso foi lento e todo amarrado a Itu: distrito por Decreto de 9 de dezembro de 1830; vila desmembrada de Itu pela Lei Provincial nº 12, de 24 de março de 1859, instalada em 24 de julho daquele ano; cidade pela Lei estadual nº 1.038, de 19 de dezembro de 1906. Os distritos vieram muito depois — Bonfim de Bom Jesus pela Lei estadual nº 8.092, de 1964, e Jacaré pela Lei estadual nº 4.954, de 1985 — e é em Jacaré, o mais novo dos três, que hoje funcionam o Fórum e a subseção da OAB.