História
A cidade nasceu de uma marcha e de um sinal. A sesmaria concedida por D. João VI a Antunes Cardia em 1818 originou o povoamento de Lençóis Paulista, e foi de lá — da vila apelidada Boca do Sertão — que partiram, por volta de 1850, José Theodoro de Souza e, depois, Joaquim Manuel de Andrade e Manoel Francisco Soares, sertanistas mineiros que abriram o Sertão do Paranapanema. No bairro distante de Santa Cruz, habitado pelos coroados, fincaram a cruz que dá nome ao lugar e a mantinham acesa à noite. O reconhecimento administrativo veio depressa para os padrões da época: distrito pela Lei Provincial nº 71, de 20 de abril de 1872; vila pela Lei Provincial nº 6, de 24 de fevereiro de 1876, desmembrada de Lençóis; cidade pela Lei estadual nº 1.038, de 19 de dezembro de 1906. Era então um território enorme, que foi sendo repartido: Óleo saiu em 1917, Chavantes em 1922, Bernardino de Campos em 1923 e, já em 9 de janeiro de 1990, pela Lei estadual nº 6.645, Espírito Santo do Turvo. Restaram a sede e três distritos — Caporanga, Clarínia e Sodrélia. A genealogia administrativa, porém, não determinou o mapa judiciário: dos quatro emancipados, só Espírito Santo do Turvo permaneceu na comarca.