História
Registro começou como posto fiscal. No período colonial, o ouro extraído no Alto Ribeira descia o rio em canoas e parava num porto onde um agente da Coroa registrava a carga para cobrar o dízimo antes que o metal seguisse a Iguape, onde era fundido. Do ato administrativo veio o topônimo: Porto de Registro, depois só Registro. Com o esgotamento do ouro, o lugar ficou pequeno e dependente do rio como única via, até que a imigração japonesa mudou o rumo. A colonização nipônica do Vale do Ribeira começou em 1913 e ganhou escala quando a empresa colonizadora japonesa — autorizada a funcionar no Brasil pelo Decreto nº 13.325, de 11 de dezembro de 1918 — recebeu terras devolutas do governo brasileiro para distribuí-las aos recém-chegados. Testaram arroz, café, cana, fumo, feijão, junco, abacaxi, laranja e bicho-da-seda; acertaram com a banana e o chá preto. Administrativamente, o povoado virou distrito de Iguape em 1934 e município pelo Decreto-lei nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, desmembrado de Iguape, Xiririca e Miracatu, instalado em 1º de janeiro de 1945 com dois distritos — o segundo, Sete Barras, emancipou-se em 1959 pela Lei estadual nº 5.285.