História
A cidade nasceu de uma pousada. Em 1870, o coronel Antônio Marçal Nogueira de Barros reuniu fazendeiros para levantar um pouso no caminho entre Caconde e Casa Branca, junto ao rio Pardo, e no mesmo ano ergueu-se ali uma capela sob a invocação de São José. O povoado formado à volta dela virou objeto de disputa administrativa que hoje soa cômica e então valia imposto: criado distrito em 16 de abril de 1874 sob Casa Branca, transferido para Caconde em 8 de maio de 1877, devolvido a Casa Branca em 14 de abril de 1880. A emancipação veio pela Lei provincial nº 49, de 20 de março de 1885 — o registro do IBGE data a instalação da vila em 8 de maio de 1885, e o histórico da Prefeitura a coloca em 8 de maio do ano seguinte, divergência que esta ficha registra em vez de resolver por conta própria. O episódio que projetou o lugar veio em 11 de agosto de 1889: republicanos prenderam o subdelegado de polícia e o chefe liberal, tomaram o edifício da Casa de Câmara e Cadeia e hastearam bandeira revolucionária — três meses antes do 15 de novembro. A tropa vinda da capital retomou a cidade no dia seguinte, mas o gesto rendeu, pelo Decreto nº 179 de 29 de maio de 1891, a elevação a cidade com nome novo: Rio Pardo, apelidada Cidade Livre do Rio Pardo. Durou oito dias, até o Decreto nº 207, de 6 de junho. No ano seguinte veio a autonomia judiciária.