História
A origem de Amélia Rodrigues remonta a uma sesmaria concedida em 1609 aos irmãos Luiz Vaz e Manoel Nunes Paiva e, por testamento de 1622, transferida ao Mosteiro de São Bento, em Salvador. Foram os beneditinos que ergueram o engenho São Bento de Inhatá, primeiro núcleo povoado da região, movido à lavoura da cana. Em 1702, no lugar depois conhecido como Marucá, levantou-se a capela de Nossa Senhora da Lapa, e em torno dela cresceu o povoado da Lapa, alimentado pelos canaviais do Recôncavo. O antigo arraial tornou-se sede de distrito de Santo Amaro em 1936, passou a chamar-se Traripe em 1944 e, finalmente, foi elevado a município pela Lei estadual nº 1.533, de 20 de outubro de 1961, quando recebeu o nome de Amélia Rodrigues — homenagem à educadora e poetisa nascida em Santo Amaro em 1861, cujo centenário se celebrava naquele mesmo ano.