História
A história de Irecê começa numa lagoa da caatinga: a Lagoa das Caraíbas, em terras vendidas em 1807 a Filipe Alves Ferreira e Antônio Teixeira Alves, região antes percorrida pelos índios aimorés. O povoado de Caraíbas virou distrito de paz em 1906, já com o nome novo — Irecê —, sugerido em 1896 pelo tupinólogo Teodoro Sampaio. A emancipação veio em 2 de agosto de 1926, pela Lei estadual nº 1.896, assinada pelo governador Góes Calmon, criando a Vila de Irecê. Durou pouco: em 8 de julho de 1931, o Decreto nº 7.479 extinguiu o município por falta de renda e o devolveu a Morro do Chapéu. A autonomia só foi restaurada em 31 de maio de 1933, pelo Decreto nº 8.452, de Juracy Magalhães. Da segunda metade do século XX em diante, o feijão plantado nos solos de massapê do platô transformou o município ressuscitado no maior polo produtor do país e no eixo de toda uma região que herdou seu nome.