História
A ocupação de Nazaré remonta aos primeiros tempos da colonização do Recôncavo: por volta de 1573, colonizadores portugueses — em especial Fernão Cabral de Ataíde — ergueram na margem direita do rio Jaguaripe um engenho e uma capela, núcleo do futuro povoado. O caminho fluvial do Jaguaripe fez da localidade entreposto de mandioca, fumo, pesca e louça, e o comércio da farinha lhe rendeu o nome afetuoso de "Nazaré das Farinhas". A elevação à categoria de cidade veio em 10 de novembro de 1849, pela Resolução Provincial nº 368, que criou a "Constitucional Cidade de Nazaré". Na primeira metade do século XIX, o porto nazareno foi um dos maiores centros de escoamento de gêneros agrícolas, louças e minérios destinados a Salvador — importância que levou Rui Barbosa a chamá-la de "porta do Sudoeste", pela posição de passagem entre o Recôncavo e o interior baiano.