História
Paramirim nasceu no rastro do ouro. A ocupação do vale começou quando colonos e mineradores que subiam o Rio de Contas e as margens do rio Brumado alcançaram as minas de ouro do Morro do Fogo, no vale onde hoje se ergue a cidade — arraial que, por isso, ganhou o nome de Morro do Fogo. Da devoção religiosa nasceu a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Morro do Fogo, elevada à condição de vila em 16 de setembro de 1878 pela Lei provincial nº 1.849, com o título de Industrial Vila de Água Quente. A autonomia, porém, foi breve: a Resolução provincial nº 2.175, de 20 de junho de 1881, extinguiu a vila e a reanexou às Minas do Rio de Contas. Só com um ato estadual de 24 de março de 1890 a autonomia foi restaurada, com instalação formal em 23 de maio de 1891. O topônimo Paramirim é de origem tupi — "pará" (rio, mar) e "mirim" (pequeno), ou seja, "rio pequeno" —, homenagem ao curso d'água que corta o município. A expansão do gado e a busca do ouro nas serras dos atuais Paramirim, Érico Cardoso e Rio do Pires, no século XVIII, fixaram portugueses, paulistas e baianos no alto sertão da Serra Geral.