História
Santo Amaro da Purificação nasceu do ciclo da cana-de-açúcar que moldou o Recôncavo Baiano a partir do século XVI, quando os engenhos ergueram a economia colonial nas margens dos rios que descem para a Baía de Todos os Santos. Freguesia próspera e ponto de escoamento do açúcar, foi elevada à condição de vila ainda no período colonial e à categoria de cidade em 1837, consolidando-se como uma das mais importantes localidades do interior baiano. Ao longo do século XIX, quando o açúcar perdeu força, a região reinventou-se no cultivo do fumo, que sustentou uma pujante indústria de charutos famosa pela qualidade e responsável por movimentar a economia local por décadas. Essa trajetória de engenhos, senzalas e fábricas de charuto deixou marcas profundas na cultura, na religiosidade e na formação social de Santo Amaro, cidade que carrega no sobrenome — Purificação — a devoção que organiza seu calendário festivo desde os tempos coloniais.