História
O território de Sátiro Dias faz parte de uma das mais antigas frentes de ocupação do sertão baiano. Em 1624, Guilherme Dias d'Ávila, herdeiro da Casa da Torre — o maior latifúndio da história do Brasil colonial —, fugindo da invasão holandesa, obteve a posse de uma sesmaria de seis léguas entre os rios Inhambupe e Itapicuru, terras então habitadas pelos índios cariris. Foi nesse domínio que, na primeira metade do século XIX, João da Cruz se estabeleceu e formou a fazenda do Junco. A fertilidade do solo atraiu novos moradores e deu origem ao povoado do Amparo do Junco; em 1884, Manoel José da Cruz, filho do fundador, ergueu uma cruz e uma capela, e o Padre Maximiano celebrou a primeira missa. Em 23 de junho de 1927 o arraial foi elevado a quarto distrito de Inhambupe, trocando o nome do Junco para Sátyro Dias, em homenagem ao médico e político nascido na região. Em 14 de agosto de 1958, o distrito se separou de Inhambupe e tornou-se o município de Sátiro Dias.