História
A ocupação de Una está ligada à expansão da lavoura cacaueira que, a partir de Ilhéus, avançou pelo litoral sul da Bahia ao longo do século XIX, abrindo fazendas na Mata Atlântica às margens dos rios que descem para o Atlântico. O nome do município vem do tupi "una", que significa "preto" ou "escuro" — referência às águas de coloração escura do rio Una, que corta o território. A emancipação política ocorreu em 2 de agosto de 1890, quando o povoado se desligou de Ilhéus e ganhou autonomia municipal. Ao longo dos séculos XIX e XX, a formação social de Una foi marcada pela chegada de imigrantes de origens diversas — alemães, austríacos, poloneses, russos, japoneses e belgas —, atraídos pela fronteira agrícola do cacau e da borracha, deixando traços culturais que se somaram à matriz cabocla e afro-brasileira do sul baiano. O território abriga hoje os distritos de Una (sede), Colônia, Comandatuba, Pedras de Una e Vila Brasil.