História
A cidade mudou de nome, de município e de comarca antes de ter qualquer uma das três coisas em definitivo. O verbete do IBGE conta que o arraial primeiro se chamou Morrinhos, fundado por fazendeiros e comerciantes entre os quais o major Saint-Clair Fernandes Valadares e o coronel Martinho Joaquim Estrella, e que os moradores acabaram abandonando o sítio original — desprotegido, segundo o registro, e em decadência — para erguer nova capela no ponto alto da Fazenda Tamboril, na margem esquerda do rio Urucuia, por volta de 1800. O distrito de Morrinhos foi criado pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, dentro de Paracatu. Em 7 de setembro de 1923 a lei estadual nº 843 fez duas coisas de uma vez: trocou o nome para Arinos e transferiu o distrito de Paracatu para o então novo município de São Romão. A emancipação veio quase quarenta anos depois, pela lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a lei que redesenhou a divisão administrativa de Minas inteira, e cujo texto atualizado na Assembleia traz Arinos no item 40 e descreve, um a um, os limites do novo município com Unaí e vizinhos. A instalação foi em 1º de março de 1963, data que o TJMG ainda publica como feriado municipal da comarca. A comarca foi a última a chegar, em 5 de agosto de 1994, e o nome do fórum guarda outro personagem local, o coronel Manoel José de Almeida. Morrinhos continua no mapa municipal como povoado — o primeiro endereço da cidade sobreviveu ao nome que perdeu.