História
Barroso nasceu de uma fazenda e de uma capela. A referência mais antiga à Fazenda do Barroso é de 1715, quando Antônio da Costa Nogueira, vindo de Vermoim, em Portugal, se estabeleceu na região e construiu uma capela dedicada a Sant'Ana — para garantir o dote exigido de quem erguia capela particular, hipotecou o próprio sítio, por escritura pública de 5 de março de 1729. O primeiro capelão, o padre Manoel Valente de Vasconcelos, foi designado em 1734. A sesmaria da fazenda foi concedida em 10 de setembro de 1765 a João Luiz Coelho de Garre, herdeiro e testamenteiro do povoador, e no início do século XIX a propriedade passou ao capitão José Francisco Pires, cujo falecimento em 12 de setembro de 1835 dividiu os bens entre treze filhos. Foi um deles, Francisco Antônio Pires, quem constituiu o patrimônio da capela de Sant'Ana em 16 de dezembro de 1860, delimitando os terrenos da santa e dos moradores — e é aí que o arraial se forma, em torno do Patrimônio de Sant'Ana, com os viajantes dizendo "ter pousado no Barroso". A estrada de ferro chegou em 1879 e a paróquia foi criada em 17 de janeiro de 1884. A linhagem administrativa é longa e mudou de tutor três vezes: freguesia de Barroso pela Lei Provincial nº 2.086, de 24 de dezembro de 1874; distrito de Tiradentes na divisão de 1911; transferido para o município de Dores de Campos pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938; e finalmente município próprio pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembrado de Dores de Campos, instalado em 1º de janeiro de 1954 e constituído apenas do distrito-sede — que é como continua hoje. A comarca veio quase meio século depois da emancipação, instalada em 4 de setembro de 2002. Vale a distinção que a fonte permite fazer: a data da lei da cidade é 1953, a data da instalação da comarca é 2002, e as duas não se confundem.