História
Buritis nasceu de uma passagem. O verbete do IBGE conta que o ponto escolhido para o núcleo, na região dos Chapadões do Paracatu, era caminho obrigatório de quem ia atrás do eldorado do sertão goiano, e que em 1739 Francisco Álvares de Carvalho se apossou ali da sesmaria em que abriu o Sítio do Buriti. Cândido José Lopes, o Major Filisbino, Raimundo Ferreira do Prado, José da Costa Coimbra e Vitalino Fonseca Melo aparecem no mesmo registro como os outros nomes do começo. O distrito é antigo e mudou de dono quatro vezes: criado por resolução de 31 de maio de 1815 e confirmado pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, ficou em Paracatu; pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, foi desmembrado de Paracatu para o novo município de São Romão; pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, saiu de São Romão para constituir o novo município de Unaí; e só pela lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a lei que redesenhou a divisão administrativa de Minas inteira, e cujo texto atualizado na Assembleia traz Buritis no item 95 do Anexo nº 1, com Serra Bonita — virou município próprio, desmembrado de Unaí. A instalação foi em 1º de março de 1963, data que o TJMG ainda publica como feriado municipal da comarca. Serra Bonita, o segundo distrito, é a antiga Joanópolis, justamente o pedaço que a lei de 1923 havia tirado do território. O terceiro distrito, São Pedro do Passa Três, aparece no quadro de 2001 — e o próprio verbete do IBGE deixa em branco o número e a data da lei que o criou. A comarca chegou por último, em 1994, trinta e um anos depois do município.