História
Guanhães é filha do ouro do Serro. Em 1752 João de Azevedo Leme, saído da Vila do Príncipe, achou ouro nos "Descobertos do Graypú", e em 1811 uma capela erguida em terras doadas por José Coelho da Rocha e outros posseiros fixou o arraial de São Miguel e Almas de Guanhães — nome do santo, das almas da lavra e do rio dos índios guanaãns. Depois vieram as lavras do Mexirico e do Candonga, esta explorada a partir de 1837 pela companhia inglesa The Candonga Gold Co. Limited. O distrito é de 1832; a vila de São Miguel de Guanhães, da Lei Provincial nº 2.132, de 25 de outubro de 1875; a cidade, da Lei nº 2.766, de 13 de setembro de 1881; e a comarca, instalada em 4 de maio de 1892, segundo o Guia Judiciário do TJMG. Em 1923 a Lei estadual nº 843 tirou o São Miguel do nome e ao mesmo tempo desmembrou Virginópolis. O século XX foi de perdas territoriais sucessivas: Senhora do Porto foi para Dom Joaquim em 1938 (e voltou à comarca, embora não ao município), Açucena saiu em 1943, Braúnas em 1953 e Dores de Guanhães em 1962. A última mudança foi de acréscimo: a Lei municipal nº 1.937, de 7 de agosto de 2001, criou o distrito de Taquaral de Guanhães. O calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca ainda guarda os dois marcos — 29 de setembro, dia de São Miguel, e 25 de outubro, data da lei da vila.