Cidade de MG

São João do Paraíso

São João do Paraíso tem 23.910 habitantes (Censo 2022) em 1.925 km² do Norte de Minas, no Alto Rio Pardo, a 758 km de Belo Horizonte. É sede de comarca do TJMG de primeira entrância, instalada em 19 de dezembro de 2009, com Vara Única no Fórum Renato Azeredo; respondem a ela o próprio município e Ninheira. O Júri é da comarca e o juiz da Vara Única o preside. Não há unidade prisional no município: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 a execução penal acompanha o preso, e só fica aqui a de quem responde solto, pela residência. O juiz das garantias é o da Vara Única de Taiobeiras, em par recíproco fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — e os crimes dolosos contra a vida estão fora desse rodízio. Justiça Federal em Janaúba; Justiça do Trabalho em Monte Azul.

UF
MG
Porte
pequena
População
23.910 hab.

Para questões judiciais em São João do Paraíso (MG), o juízo competente é da Comarca de São João do Paraíso — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história daqui começa numa sesmaria e numa seca. As terras do Conde da Ponte iam até a divisa da Bahia e cobriam boa parte da bacia do rio Pardo; no começo do século XVIII já estavam arrendadas em fazendas, e em 1833 nasceu na região o distrito de São João da Raposa, ligado ao município de Rio Pardo. O salto veio com duas datas próximas: em 1888, um terreno doado por Raimundo Meireles, descendente dos primeiros povoadores, permitiu erguer a capela de Nossa Senhora da Saúde à margem do rio São João; em 1890, a grande seca empurrou retirantes para as terras férteis dali, e o arraial virou praça de comércio com nome novo — São João do Paraíso. Pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, o distrito foi criado com essa denominação, ainda sob Rio Pardo, onde permaneceu nas divisões territoriais de 1911, 1936 e 1937. A emancipação veio pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o ato que fixou a divisão administrativa e judiciária de Minas para o quinquênio 1944-1948 e que desmembrou o município de Rio Pardo de Minas. Em 1948 a Lei nº 336 criou o distrito de Vereda do Paraíso, que chegou a figurar no quadro de 1960 e de 1988 e depois sumiu — criado e nunca instalado, segundo o próprio IBGE. A comarca é o capítulo mais recente: prevista na Lei Complementar estadual nº 59, de 2001, e instalada apenas em 19 de dezembro de 2009.

Economia

A economia é de lavoura pequena e rebanho modesto, num território grande. A Produção Agrícola Municipal de 2023 registra R$ 21,5 milhões em lavouras, e a liderança surpreende para o Norte de Minas: café arábica, com R$ 8,7 milhões — mais do que a cana-de-açúcar (R$ 5,6 milhões), o feijão (R$ 2,9 milhões) e a mandioca (R$ 1,5 milhão) somados dois a dois. É café de serra, na ponta norte da área cafeeira mineira, e não o café do Sul de Minas. A pecuária é pequena para a área do município: 13.046 bovinos em 2023, num território de 1.925 km². O PIB municipal de 2023 foi de R$ 343,6 milhões. O desenho jurídico que daí decorre é reconhecível — contrato de parceria e de arrendamento rural, vínculo e acidente de trabalho na colheita do café e no corte da cana, financiamento agrícola, divisão e demarcação de terra, usucapião rural e inventário de imóvel de família — com uma particularidade processual: a parte cível e criminal fica no fórum da cidade, mas a reclamação trabalhista tem de ir para Monte Azul.

Panorama jurídico

Três recortes diferentes incidem sobre o mesmo município, e nenhum coincide com o outro. No Tribunal de Justiça, São João do Paraíso é sede de comarca de primeira entrância com Vara Única e alcança Ninheira, pelo item 286 do Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59/2001. Na Justiça Federal, responde à Subseção de Janaúba. Na Justiça do Trabalho, à Vara do Trabalho de Monte Azul. O Juizado Especial é do grupo jurisdicional de Montes Claros. E é em Janaúba, não aqui, que se ajuíza a ação contra o INSS: o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, põe São João do Paraíso entre as comarcas que deixaram de ter competência federal delegada, ao contrário de Espinosa e Monte Azul, que a conservam — o processo já em curso, porém, fica no fórum daqui. Para a defesa criminal, o que organiza a resposta é a divisão de papéis entre dois juízes: o da Vara Única daqui instrui e julga a ação penal, preside o Júri e decide a execução de quem responde solto; o da Vara Única de Taiobeiras, como juiz das garantias do par recíproco da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, decide a prisão, a liberdade, as cautelares, a quebra de sigilo e a audiência de custódia enquanto a investigação corre — e deixa de atuar quando a denúncia é oferecida. A exceção pesa mais do que a regra em um escritório de Júri: pelo artigo 3º, inciso II, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, o crime doloso contra a vida não entra nesse rodízio, e o inquérito de homicídio fica inteiro com o juiz daqui, do flagrante ao plenário. E, como não há presídio no município, o preso e a execução dele saem da comarca — o que faz do acompanhamento da guia de recolhimento e do declínio de competência uma tarefa permanente, e não um detalhe de cartório. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio daqui está no nome e na água. São João da Raposa virou São João do Paraíso quando a seca de 1890 mostrou que estas terras, na margem do rio São João, eram o oposto do sertão que os retirantes deixavam para trás — o topônimo é um julgamento comparativo, feito por quem chegava. A capela de Nossa Senhora da Saúde, de 1888, é o marco fundador, e o calendário de feriados municipais que o TJMG publica para a comarca guarda o santo do nome: entre as datas de 2026 estão 24 e 29 de junho, dias de São João e de São Pedro, além de 4 e 5 de junho. A toponímia do município repete a palavra sem cansar — Boa Sorte do Paraíso, Mandacaru do Paraíso, Barrinha do Paraíso, e o desaparecido distrito de Vereda do Paraíso, criado em 1948 e nunca instalado. O Fórum Renato Azeredo, aberto em 2009, é a instituição mais nova desse conjunto e a que mudou a vida prática do município — até então era preciso viajar para ser julgado.

Curiosidades

Quatro coisas que enganam quem procura esta cidade pelos portais. A primeira é o nome: existe São João do Paraíso no Maranhão, e "Paraíso" puxa também São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, que é outra comarca, de outra região judiciária, e aparece na mesma tabela do juiz das garantias pareada com Guaxupé. O que identifica esta é o código 3162708 do IBGE e o código 0627 do TJMG. A segunda é a fila de substituição da comarca vaga: o Guia Judiciário chama Rio Pardo de Minas em primeiro lugar, a 120 km, e Taiobeiras em segundo, a 72 km — a comarca mais próxima não é a primeira da fila. A terceira é que a comarca par no juiz das garantias e a comarca vizinha no Trabalho são cidades diferentes: as garantias vêm de Taiobeiras, a reclamação trabalhista vai para Monte Azul, a Justiça Federal fica em Janaúba e o Juizado Especial é do grupo de Montes Claros. A quarta é a idade do fórum: numa região em que as comarcas vizinhas foram instaladas nos anos 1970, esta abriu as portas em dezembro de 2009, embora a lei estadual já a previsse desde janeiro de 2001.

Educação e cidadania

Mapa prático de quem precisa da Justiça em São João do Paraíso. Processo estadual, Tribunal do Júri e execução penal de quem responde solto: Fórum Renato Azeredo, Rua Dr. Osório Adrião da Rocha, 282, Centro, telefones (38) 3832-1142 e (38) 3832-1504; Vara Única pelo endereço ssk1secretaria@tjmg.jus.br; CEJUSC por cejusc.ssk@tjmg.jus.br. Audiência de custódia e decisões da fase de inquérito, salvo crime doloso contra a vida: juiz das garantias na Vara Única de Taiobeiras. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Monte Azul, vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272. Benefício previdenciário e crime federal: Subseção Judiciária de Janaúba. Registro civil, imóveis e protesto: as três serventias listadas no bloco de cartórios, duas na sede e uma em Ninheira. Prefeitura na Praça Artur Trancoso, 08, (38) 3832-1135. Três advertências honestas. Esta ficha não publica Ministério Público, subseção da OAB, zona eleitoral nem delegacia de Polícia Civil desta comarca, porque os portais desses órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 19 de setembro de 2026, e a ausência aqui não significa ausência do serviço na cidade. A relação de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não traz unidade em São João do Paraíso, e as duas unidades mais próximas listadas, Salinas e Janaúba, não incluem o município entre os contemplados — quem precisa de defensor deve procurar a própria unidade ou o fórum para saber a quem a comarca está afeta hoje. E este site é de advocacia particular: não é canal oficial de nenhum órgão público, tribunal, presídio ou secretaria.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em São João do Paraíso, a primeira coisa a saber é que ele não vai ficar em São João do Paraíso. Não há unidade prisional no município na relação do Depen-MG/Sejusp lida para esta ficha, e as unidades mais próximas da 11ª Região Integrada de Segurança Pública ficam em Taiobeiras e em Salinas, com outras espalhadas por Janaúba, Porteirinha, Monte Azul, Manga, Januária e Montes Claros. A partir do momento em que o preso é levado para uma dessas unidades, a execução vai junto: pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 quem decide progressão, remição, falta grave e livramento é o juízo da comarca onde ele estiver recolhido, e pelo artigo 3º o processo é remetido de novo a cada transferência. Duas consequências práticas. A primeira é que a resposta para "quem julga a pena dele" muda com o ônibus, e ninguém avisa a família — quem responde é a guia no SEEU, não o fórum da cidade. A segunda é que o pedido de transferência de volta para uma unidade próxima da família tem endereço certo: o juízo da execução do lugar onde ele está, e não a Vara Única daqui. O que permanece nesta comarca é a execução de quem responde solto — regime aberto, prestação de serviços, sursis e livramento de quem mora no município ou em Ninheira, pelo parágrafo único do mesmo artigo 1º. A audiência de custódia de quem é preso em flagrante aqui é do juiz das garantias de Taiobeiras, salvo quando o crime é doloso contra a vida.

Dados do município

Gentílico
paraisense
Mesorregião
Norte de Minas
Microrregião
Salinas
Região intermediária (IBGE)
Montes Claros
Área (km²)
1925.575
População (Censo 2022)
23.910
Densidade demográfica (hab/km²)
12.42

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para São João do Paraíso como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — São João do Paraíso/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de São João do Paraíso
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Código TJMG
0627
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra a instalação da comarca em 19 de dezembro de 2009 — data recente para o padrão mineiro e quase trinta e um anos depois da comarca vizinha de Taiobeiras, instalada em 1978. O dado importa porque o texto original da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, já arrolava São João do Paraíso entre as comarcas de primeira entrância (item III, nº 177, com um Juiz de Direito): a comarca esteve quase nove anos prevista em lei antes de ter fórum aberto. Não é, portanto, caso de comarca criada e ainda por instalar — a instalação aconteceu e está documentada.
Classificação
Primeira entrância. O artigo 8º, inciso II, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 classifica assim a comarca com uma única vara instalada, e o Guia Judiciário do TJMG imprime "Entrância: Primeira" no cabeçalho da consulta. O Anexo I, item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte —, na redação dada pela Lei Complementar nº 174, de 7 de junho de 2024, traz São João do Paraíso como item 156, com um cargo de Juiz de Direito (JPE-156). Em Minas só existem primeira entrância, segunda entrância e entrância especial: quem procurar "entrância intermediária" não vai achar.
Estrutura
Uma vara para tudo. O Guia Judiciário lista no Fórum Renato Azeredo a Vara Única (ssk1secretaria@tjmg.jus.br), a Direção e a Administração do Fórum, a Contadoria/Tesouraria e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.ssk@tjmg.jus.br). Cível, criminal, infância, família, fazenda, Júri e execução penal correm todos no mesmo cartório e diante do mesmo juiz. A consulta de Juizados Especiais não devolve unidade própria na comarca, que o Guia vincula ao Grupo Jurisdicional JESP de Montes Claros.
Endereço
Fórum Renato Azeredo — Rua Dr. Osório Adrião da Rocha, 282, Centro, São João do Paraíso - MG, CEP 39540-000
Telefone
Jurisdição
Dois municípios, e só dois. O item 286 do Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59/2001 dá à comarca São João do Paraíso e Ninheira, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário confirma a mesma dupla, medindo 30 km entre Ninheira e a sede. Perguntado diretamente por Ninheira, o Guia responde que a localidade "não é uma Comarca" e "pertence à Comarca de São João do Paraíso" — o teste que separa, em Minas, comarca instalada de nome que só existe na lei. Quem mora em Ninheira é citado, preso, denunciado e julgado no Fórum Renato Azeredo.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a ordem oficial de substituição do Guia Judiciário não segue a régua da distância: primeiro Rio Pardo de Minas, a 120 km; depois Taiobeiras, a 72 km; em terceiro Espinosa, a 169 km; em quarto Porteirinha, a 160 km. A comarca mais próxima é a segunda da fila. Na mão inversa, São João do Paraíso é a 2ª substituta de Rio Pardo de Minas, a 3ª de Taiobeiras e a 5ª de Espinosa e de Porteirinha.
Juizado especial
O Guia Judiciário não registra Juizado Especial autônomo em São João do Paraíso e inclui a comarca no Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais de Montes Claros. A ficha reproduz o registro e não infere a quem cabe cada causa de pequeno valor dentro do fórum.
Tribunal juri
Tem Júri, e o Júri é aqui. O artigo 9º, inciso V e § 3º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 põe o Tribunal do Júri em cada comarca do estado, e o artigo 3º, § 1º, na redação da Lei Complementar nº 174/2024, proíbe que a competência do Júri desça a distrito judiciário. Em comarca de vara única quem preside o Conselho de Sentença é o juiz da Vara Única, que acumula toda a competência criminal. O homicídio praticado em Ninheira, em Boa Sorte do Paraíso ou na zona rural do município é levado a plenário no Fórum Renato Azeredo, a 758 km da capital — e não se regionaliza, não sobe para Montes Claros e não vai para Salinas.
Execução penal
Aqui está a diferença que a família precisa entender. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso: o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344, de 15 de abril de 2014, do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramitar no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido, e o parágrafo único manda a execução de quem está solto para o juízo da comarca do endereço residencial. São João do Paraíso não aparece com unidade prisional na relação do Depen-MG/Sejusp lida para esta ficha — logo, o paraisense condenado ao regime fechado ou semiaberto é levado para fora da comarca e a execução dele vai junto, decidida por um juiz que não é o daqui. Fica na Vara Única de São João do Paraíso a execução de quem responde solto na comarca: regime aberto, penas restritivas de direitos, suspensão condicional da pena e livramento condicional de quem reside no município ou em Ninheira. A guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º), e a cada transferência de unidade o juízo declina da competência e remete os autos imediata e diretamente (artigo 3º), ressalvados habeas corpus e os incidentes já instruídos sobre benefícios, medidas urgentes de saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas, que têm trinta dias para seguir (artigo 4º). Na prática: progressão, remição e livramento de quem está preso mudam de juiz sem aviso à família a cada transferência, e o rastro é a guia no SEEU, o sistema de execução do CNJ.
Juiz das garantias
O juiz das garantias de São João do Paraíso é o juiz da Vara Única de Taiobeiras, a 72 km. No interior mineiro o instituto não virou vara: a Resolução do Órgão Especial nº 1.109, de 22 de agosto de 2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026, o implantou em regime de regionalização e substituição predefinida entre juízos, e o artigo 5º, inciso I, manda a comarca de vara única compor com outra comarca da mesma região. Quem fecha o par é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025: na 6ª Região, a Vara Única de São João do Paraíso é juiz das garantias da Vara Única de Taiobeiras, e a Vara Única de Taiobeiras é juiz das garantias da Vara Única de São João do Paraíso — par recíproco entre duas comarcas de primeira entrância, sem cadeia de três e sem juiz auxiliar especial. O que o juiz de Taiobeiras decide, pelo artigo 2º da Resolução, é o inquérito, as cautelares, a prisão e a liberdade, a quebra de sigilo, a produção antecipada de prova, a homologação de acordo de não persecução penal e as audiências de custódia das prisões feitas nesta comarca; oferecida a denúncia, o feito volta ao juiz da Vara Única daqui, e a secretaria que processa nunca sai do fórum de São João do Paraíso (artigo 7º, § 1º). A exclusão que muda tudo está no artigo 3º, inciso II: crimes dolosos contra a vida ficam fora. O inquérito de homicídio desta comarca não vai para Taiobeiras — fica com o juízo do Júri daqui, que é o mesmo juiz da Vara Única. Também estão fora a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares. O regime não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, artigo 3º), e os inquéritos distribuídos antes da implantação permanecem no juízo original, sem que os atos anteriores gerem impedimento ou suspeição (artigo 9º, §§ 2º e 3º, da Resolução nº 1.109/2025, na redação da Resolução nº 1.155/2026). Para o caso de impedimento do plantonista, o Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/2025 põe São João do Paraíso na Microrregião XXIII, com Espinosa, Monte Azul, Porteirinha, Rio Pardo de Minas e Taiobeiras, em substituição recíproca com a Microrregião XXXIX (Jaíba, Januária, Manga e Montalvânia).
Sistema processual
A página de implantações do PJe do TJMG registra para a Vara Única duas datas: 19 de agosto de 2019 para todas as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis e suas Turmas Recursais (Aviso Conjunto nº 7/CGJ/2019) e 15 de maio de 2020 para as classes cíveis do Estatuto da Criança e do Adolescente (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020). Os feitos criminais não constam dessa página e a ficha não afirma em que sistema eles correm. A execução penal tramita no SEEU.
Ressalva
No Guia Judiciário, a Administração do Fórum de São João do Paraíso aparece com o mesmo endereço eletrônico da Contadoria/Tesouraria (sskcontadoria@tjmg.jus.br), diferentemente do padrão das comarcas vizinhas, em que a administração tem caixa própria. A ficha reproduz o que o Guia publica e não deduz um endereço administrativo separado.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Janaúba (SJMG/TRF6) — não há vara federal em São João do Paraíso.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Monte Azul (TRT-3) — vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo aplicativo e site Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
São João do Paraíso não aparece com unidade prisional própria. A relação de unidades do Depen-MG/Sejusp, organizada por Região Integrada de Segurança Pública, não traz nenhum estabelecimento cujo endereço termine neste município — e o município está na área da 11ª RISP, cujas unidades mais próximas são o Presídio de Taiobeiras (a 72 km) e o Presídio de Salinas, além dos presídios de Janaúba, Porteirinha, Monte Azul, Manga, Januária, Itacarambi, São Francisco, São João da Ponte e Bocaiúva, da Penitenciária de Francisco Sá e das duas unidades de Montes Claros. A consequência jurídica está no bloco da comarca: sem presídio aqui, o preso desta comarca cumpre pena em outro município e a execução penal dele passa a correr no juízo daquela comarca, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014. A relação não publica capacidade nem regime, e os endereços eletrônicos das unidades estão protegidos por script na página, de modo que a ficha não os reproduz.
Ressalva
A relação do Depen-MG foi lida em cópia arquivada de 22 de janeiro de 2026, com conteúdo datado de 26 de março de 2025, porque o portal está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026. Cidade ausente de uma relação congelada em 2025 não é prova de que nunca houve nem de que não venha a haver unidade — e nenhum ato oficial localizado vincula esta comarca a uma unidade de destino determinada, de modo que para onde o preso daqui é levado permanece NAO_CONFERIDO.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Janaúba — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A Justiça Federal do paraisense fica em Janaúba, não em Montes Claros nem em Salinas. A tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais, atualizada em 27 de maio de 2026 conforme o Anexo II da Resolução Conjunta Presi/COGER nº 3, de 31 de março de 2026, lista São João do Paraíso na Subseção de Janaúba — é o recorte do Alto Rio Pardo, que a Justiça Federal separa do restante da microrregião de Salinas, essa sim ligada a Montes Claros. Benefício previdenciário negado pelo INSS, FGTS, tributo federal e crime de competência da União do morador desta comarca correm em Janaúba.
Competência delegada
A subseção responde onde fica a vara federal; ela não responde onde se ajuíza a ação contra o INSS. Quem responde é o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF da 6ª Região, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026 — e nele São João do Paraíso está nominalmente na coluna das comarcas que DEIXARAM de possuir competência federal delegada, com Janaúba, Manga, Montalvânia, Rio Pardo de Minas, Porteirinha e Taiobeiras. Na Subseção de Janaúba conservam a delegação apenas Espinosa e Monte Azul — e Monte Azul é justamente a cidade da Vara do Trabalho desta comarca, o que produz um mapa desconfortável: o morador daqui vai a Monte Azul reclamar verba trabalhista, mas não pode ajuizar ali a ação previdenciária, que é dos montazulenses. Taiobeiras, o par de garantias desta comarca, também perdeu. Consequência prática para quem mora em São João do Paraíso ou em Ninheira: a ação previdenciária ou assistencial — aposentadoria rural, benefício por incapacidade, salário-maternidade, BPC/LOAS — não se ajuíza no Fórum Renato Azeredo, e sim perante a Justiça Federal em Janaúba, com recurso ao TRF da 6ª Região. O que a perda não alcança é o processo que já existe: o acervo já formado permanece no juízo estadual, pelo artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta. O critério é o do artigo 15, inciso III, e § 2º da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021: deslocamento real de até 70 quilômetros entre a sede da comarca e a da vara federal mais próxima. E o gatilho da cessação é um ato datado — a instalação de Unidade Avançada de Atendimento do TRF6 —, não a distância por si.
Contexto
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção. São João do Paraíso aparece sem asterisco — onde o Oficial não vai, citação e intimação federais seguem pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória ao juízo estadual, isto é, ao Fórum Renato Azeredo.
Histórico
Minas Gerais saiu da jurisdição do Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226, de 2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Monte Azul
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Catuti, Espinosa, Gameleiras, Indaiabira, Jaíba, Janaúba, Mamonas, Mato Verde, Monte Azul, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Santo Antônio do Retiro, São João do Paraíso, Serranópolis de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo
Contexto
A Justiça do Trabalho desenha outro mapa. A relação de jurisdição para atermação virtual do TRT-3 põe São João do Paraíso e Ninheira — a comarca inteira — sob a Vara do Trabalho de Monte Azul, com mais dezoito municípios do Alto Rio Pardo e do norte. Taiobeiras, que é a comarca par no rodízio do juiz das garantias, não vai para Monte Azul: reclama em Araçuaí. Quem trabalha na lavoura de café, na cana ou no comércio daqui ajuíza a reclamação trabalhista numa cidade que, na Justiça Estadual, nada tem a ver com esta comarca.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.925 km² com quatro distritos e sede a 758 km de Belo Horizonte, numa comarca de duas cidades e uma vara só. O desenho impõe uma pauta criminal de sertão extenso — patrimônio e entorpecentes na sede, conflito de terra, de posse e de divisa na zona rural larga — julgada por um único juiz que acumula o Júri, a infância, a violência doméstica e o resíduo de execução penal de quem responde solto. Sem unidade prisional no município, o preso provisório e o condenado em regime fechado saem da comarca, e com eles sai o processo de execução.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e estão expressamente fora da competência do juiz das garantias, por força do artigo 3º, inciso III, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025: o inquérito de violência doméstica não vai para Taiobeiras.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de São João do Paraíso
Endereço
Praça Artur Trancoso, 08, Centro, São João do Paraíso - MG, CEP 39540-000
Telefone
Site
www.sjparaiso.mg.gov.br

Cartórios

Estrutura
A consulta de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário relaciona três serventias na comarca. Na sede, o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de São João do Paraíso, na Rua Joaquim Antônio Ribeiro, 273, Centro, CEP 39540-000, telefone (38) 99997-9941; e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de São João do Paraíso, na Rua Vicente Gomes, 275, Centro, CEP 39540-000, telefone (38) 3832-1280. Em Ninheira funciona o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua Domingos José de Matos, 228, Centro, CEP 39553-000, telefone (38) 3832-8123. Certidão de nascimento, casamento e óbito de quem mora em Ninheira sai lá mesmo, sem ir à sede.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
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Disque denuncia
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Singularidades institucionais

Fórum de 2009 numa região de comarcas dos anos 1970

O texto original da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, já arrolava São João do Paraíso entre as comarcas de primeira entrância, mas o Guia Judiciário do TJMG só registra a instalação em 19 de dezembro de 2009 — quase nove anos de espera, e trinta e um depois da vizinha Taiobeiras, instalada em 1978. Até ali, quem morava aqui era julgado fora.

Comarca de duas cidades num município de quatro distritos

O Anexo II da LC 59/2001 dá à comarca apenas São João do Paraíso e Ninheira, a 30 km, e o Guia Judiciário confirma a dupla. O IBGE, por sua vez, lista quatro distritos dentro do município — a sede, Boa Sorte do Paraíso, Mandacaru do Paraíso e Barrinha do Paraíso. Distrito judiciário não tem Júri nem execução penal, pelo artigo 3º, § 1º, da mesma lei.

A ordem de substituição da comarca vaga ignora a distância

Pela consulta oficial de substituição de comarcas vagas, quem assume em primeiro lugar é Rio Pardo de Minas, a 120 km, e só em segundo Taiobeiras, a 72 km — que é justamente a comarca do juiz das garantias. Espinosa, a 169 km, vem antes de Porteirinha, a 160 km.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

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Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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