Cidade de MG

São João Evangelista

São João Evangelista tem 15.315 habitantes (Censo 2022) em 478 km² no centro-nordeste de Minas, a 279 km de Belo Horizonte. É sede de comarca de primeira entrância do TJMG, de vara única, instalada segundo o Guia Judiciário em 16 de dezembro de 1975, no Fórum Paulo Tomaz Borges. Respondem a ela três municípios — São João Evangelista, Coluna e Paulistas — e dois distritos judiciários. O município tem presídio (PRSJE, 8ª RISP), e por isso a execução penal de quem está recolhido nele corre na Vara Única, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. O juiz das garantias é o da Vara Única de Santa Maria do Suaçuí, em par recíproco (PC 1.818/2026), e o rodízio não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal em Governador Valadares, com competência delegada CONSERVADA — a ação previdenciária se ajuíza aqui, ao contrário do que ocorre em Peçanha e em Santa Maria do Suaçuí. Vara do Trabalho em Guanhães.

UF
MG
Porte
micro
População
15.315 hab.

Para questões judiciais em São João Evangelista (MG), o juízo competente é da Comarca de São João Evangelista — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de São João Evangelista começa numa fazenda e numa capela, não numa lavra. O verbete do IBGE registra que o Capitão Idelfonso da Rocha Freitas se fixou na região entre 1815 e 1820, atraído pela fertilidade do solo, e que mais tarde destacou de suas terras a área do futuro povoado; como em tantos municípios mineiros, a primeira edificação foi a capela, e em torno dela vieram as casas de pouso dos fazendeiros que chegavam para os Ofícios Divinos. A tradição local guardou os nomes dos primeiros moradores — Antônio Pedro Gonçalves, Valeriano e Manoel Coelho da Rocha, João Gualberto e José Pedro Gonçalves, Sebastião da Costa Rocha, Zeferino Monteiro de Carvalho, Cornélio José Pimenta, Arthur Borges do Amaral, Santos José Ribeiro, Raimundo e Clarimundo José Alves, Vicente e Honório Luiz da Rocha —, troncos de famílias que seguem radicadas no município. O município se desmembrou de Peçanha em 1911 e foi instalado solenemente em 1º de junho de 1912. Da comarca há duas versões oficiais, e esta ficha não esconde nenhuma: o Guia Judiciário do TJMG dá a instalação em 16 de dezembro de 1975, e o verbete do IBGE afirma que a Comarca de São João Evangelista foi criada em 8 de outubro de 1948 e instalada em 15 de novembro do mesmo ano, já então com dois municípios — a sede e Coluna, recém-criada. A busca na Assembleia Legislativa não encontrou lei mineira alguma de 8 de outubro de 1948: a série daquele ano salta da Lei nº 228, de 30 de setembro, para a Lei nº 229, de 12 de outubro. Tampouco há lei de 16 de dezembro de 1975, o que é coerente — comarca se cria por lei e se instala por ato do Tribunal. Fica, então, o registro dos dois marcos e a pendência entre eles.

Economia

Aqui o dinheiro é do leite. A Pesquisa da Pecuária Municipal de 2023 aponta 24.797 mil litros produzidos no município, avaliados em R$ 62,98 milhões — 98,1% de todo o valor da produção de origem animal, que somou R$ 64,19 milhões, com ovos de galinha (R$ 900 mil) e mel de abelha (29,1 toneladas, R$ 306 mil) no resto. O rebanho bovino é de 25.685 cabeças: mais bovinos que gente. Depois do leite vem a madeira. A silvicultura rendeu R$ 6,9 milhões em 2023, sendo 70.852 metros cúbicos de madeira de eucalipto em tora para papel e celulose (R$ 3,83 milhões), 2.550 toneladas de carvão vegetal de eucalipto (R$ 2,68 milhões) e 3.750 metros cúbicos de lenha. A lavoura é a menor das três frentes: R$ 3,16 milhões em 2023, com cana-de-açúcar (R$ 1,14 milhão), milho em grão (R$ 882 mil), banana em cacho (R$ 713 mil), feijão (R$ 348 mil) e mandioca (R$ 46 mil). O PIB de 2023 foi de R$ 292,7 milhões. Para quem litiga, o desenho é legível: contrato de fornecimento e de padronização de leite, quota e preço de laticínio, financiamento rural e penhor de safra, acidente e vínculo no trato do gado e no corte de eucalipto, arrendamento e parceria agrícola, inventário e divisão de fazenda, e o passivo ambiental do carvão. Com o campus do IFMG na cidade, some a isso o contencioso de estágio, bolsa e moradia estudantil.

Panorama jurídico

Em São João Evangelista um juiz faz tudo, menos uma coisa. A comarca é de primeira entrância e de vara única — Anexo I, item I.2.III, número 157, um cargo (JPE-157), e o Guia Judiciário confirmando Entrância: Primeira —, de modo que cível, criminal, família, infância, violência doméstica, Tribunal do Júri e execução penal estão todos na mesma Vara Única, sem resolução de competência a consultar: o artigo 10, § 1º, da LC 59/2001 só manda distribuir competência por resolução onde houver mais de um Juiz de Direito. A exceção é a fase de investigação. Desde 25 de agosto de 2025 o inquérito aberto aqui tem prisão, cautelares, quebra de sigilo, produção antecipada de prova e audiência de custódia decididos pelo juiz da Vara Única de Santa Maria do Suaçuí, em par recíproco desenhado pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — e a recíproca vale, o juiz de São João Evangelista é o das garantias de lá. O que não muda de juiz é o homicídio: o artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 exclui os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e as infrações de menor potencial, e o Júri, pelo artigo 74 da LC 59/2001, funciona na sede da comarca, em sessão ordinária bimestral. A execução penal é local porque o corpo do preso está aqui: com o Presídio de São João Evangelista dentro da cidade, o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 fixa na Vara Única a execução de todo condenado nele recolhido, qualquer que seja a comarca da condenação — e obriga o juízo a declinar e remeter os autos a cada transferência. No previdenciário a comarca está do lado bom da linha: conserva a competência federal delegada pelo Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria PRESI nº 170/2026, enquanto Peçanha, a 26 km, e Santa Maria do Suaçuí, que é o par das garantias, deixaram de tê-la. A Justiça Federal é a de Governador Valadares; a do Trabalho, a de Guanhães. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio desta cidade está nos nomes das ruas, e eles podem ser conferidos documento contra documento. O verbete do IBGE guarda os sobrenomes dos primeiros moradores do arraial; o Guia Judiciário do TJMG, que não conversa com o IBGE, publica os endereços das serventias — e o Registro Civil das Pessoas Naturais da sede fica na Rua Cel. Antônio Borges do Amaral, 154, enquanto o Registro Civil de Nélson de Sena fica na Rua Cel Antônio Borges do Amaral, 182, o mesmo sobrenome do Arthur Borges do Amaral que a tradição local lista entre os fundadores. O Registro de Imóveis e o Tabelionato de Notas dividem o número 331 da Rua Dr. Nelson de Sena, que é também o nome de um dos distritos do município. O fórum leva o nome de Paulo Tomaz Borges e fica na Rua Benedito Valadares, 77, na mesma via em que estão a Prefeitura, no número 40, e a Câmara, no 458 — três poderes em uma rua. E o calendário oficial da comarca guarda a memória em datas: entre os feriados municipais que o TJMG publica para 2026 estão o 1º de junho, dia em que o município foi instalado solenemente em 1912, e o 27 de dezembro, do evangelista que dá nome à cidade.

Curiosidades

Quatro coisas que os documentos desta comarca revelam e que ninguém adivinha. A primeira é a mais útil: São João Evangelista e Santa Maria do Suaçuí são juízes das garantias uma da outra, as duas de vara única e de primeira entrância, e ainda assim estão em lados opostos no previdenciário — esta conserva a competência federal delegada, aquela a perdeu. O motivo é físico: a Unidade Avançada de Atendimento do TRF6 instalada em Santa Maria do Suaçuí em 31 de julho de 2026 publica a própria jurisdição, que alcança Peçanha e outros sete municípios e não alcança São João Evangelista, Coluna nem Paulistas; dezenove dias depois saiu a portaria que refez a lista. A segunda: o município tem quatro distritos no IBGE e a comarca tem dois — Bom Jesus da Canabrava é distrito administrativo e não distrito judiciário, distinção que na tabela do Guia só se enxerga pela estrutura das células, nunca pelo texto. A terceira: a lista oficial de comarcas que substituem esta quando ela vaga tem cinco posições, e a lista inversa tem duas terceiras colocadas e nenhuma quinta, além de dar a Virginópolis 42 km numa tabela e 54 km na outra. A quarta é de teclado: o nome do santo termina em LISTA, e um filtro de cabeçalho que procurava essa palavra já jogou fora a linha inteira da Subseção de Governador Valadares no anexo federal — a mesma linha que diz que esta comarca conserva a delegação.

Educação e cidadania

Onde bater a porta, em São João Evangelista, para cada coisa. Processo estadual de qualquer matéria, Tribunal do Júri, execução penal e — porque a comarca conserva a competência federal delegada — também a ação previdenciária contra o INSS: Vara Única, Fórum Paulo Tomaz Borges, Rua Benedito Valadares, 77, Centro, CEP 39705-000, telefones (33) 3412-3850, 3412-3851 e 3412-3852, e-mail seg1secretaria@tjmg.jus.br. Acordo e conciliação, inclusive antes de haver processo: CEJUSC, 1º andar do mesmo prédio, cejusc.seg@tjmg.jus.br, (33) 9156-0065. Cálculo de custas, guia e depósito: Contadoria/Tesouraria, segcontadoria@tjmg.jus.br. Assunto de prédio, pauta e atendimento: Administração do Fórum, segadm@tjmg.jus.br. Quem mora em Coluna ou em Paulistas responde a esta comarca, e em Coluna o TJMG mantém a Sala do Fórum Digital e a Sala do CEJUSC Digital, na Avenida Prefeito Herculano de Oliveira Lopes, 178. Escritura, inventário extrajudicial, procuração e protesto: Tabelionato de Notas e Protesto e Registro de Imóveis, os dois na Rua Dr. Nelson de Sena, 331, (33) 3412-1143 e (33) 3412-2694; certidão de nascimento, casamento e óbito, na Rua Cel. Antônio Borges do Amaral, 154. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Guanhães, vt.guanhaes@trt3.jus.br, (33) 98416-1029 — a 37 km, porque não há Vara do Trabalho aqui. Crime federal e o que não é delegado: Subseção Judiciária de Governador Valadares. Sala da advocacia no próprio fórum: OAB/MG, subseção de Guanhães, (33) 3412-1323, das 12 às 17 horas, guanhaes@oabmg.org.br. Visita e informação sobre preso: Presídio de São João Evangelista, Rua Dom Pedro II, s/nº, Centro, (33) 3412-1961 e (33) 3412-1009. Prefeitura na Rua Benedito Valadares, 40, (33) 3412-1511, portal sje.mg.gov.br; Câmara no 458 da mesma rua, (33) 8466-1067. Agora o que esta página NÃO tem, e por quê. Não há aqui endereço de Ministério Público, de delegacia da Polícia Civil, de zona eleitoral nem de unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais em São João Evangelista. Nos três primeiros casos o obstáculo é de leitura: os portais do MPMG, da PCMG e do TRE-MG não entregaram o dado em consulta direta em 20 de setembro de 2026. No caso da Defensoria o obstáculo é de registro: a relação oficial de unidades não inclui o município, e a página da unidade mais próxima — Guanhães — lista como municípios contemplados apenas Dores de Guanhães, Guanhães e Senhora do Porto. Nenhuma dessas ausências significa que o serviço não exista ou não atenda: significa que a fonte oficial não o publicou, e é preferível dizer isso a escrever um endereço que talvez não exista. Por fim, o aviso que vale para toda a página: este é um site de advocacia particular, não é canal oficial de tribunal, presídio, secretaria ou qualquer órgão público, e nada aqui substitui a consulta ao fórum.

Segurança e fronteira

Para a família de quem está preso em São João Evangelista, três informações bastam e nem sempre chegam. A primeira: o presídio e o juízo que decide a pena ficam na mesma cidade. O Presídio de São João Evangelista (PRSJE), na Rua Dom Pedro II, no Centro, integra a 8ª Região Integrada de Segurança Pública, sediada em Governador Valadares, e enquanto o preso estiver nele progressão, remição, saída temporária e livramento são decididos pela Vara Única, a poucas quadras, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014. A segunda: isso vale para quem foi condenado em qualquer comarca, porque em Minas a execução acompanha o local do recolhimento, e não o da sentença. A terceira, que é a que dói: transferência muda o juiz. Removido o preso para Governador Valadares, para Guanhães ou para qualquer outra unidade, o juízo declina da competência e remete os autos imediata e diretamente, com prazo de trinta dias quando há incidente instruído pendente — e ninguém avisa a família. A guia de recolhimento e o registro no SEEU são o rastro para descobrir onde o processo foi parar. A relação do Depen-MG usada aqui é o retrato de março de 2025 preservado em janeiro de 2026, porque o portal do Depen está suspenso pela vedação eleitoral; capacidade, regime e e-mail da unidade não constam dela.

Dados do município

Gentílico
evangelistano
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Guanhães
Área (km²)
478.183
População (Censo 2022)
15.315
Densidade demográfica (hab/km²)
32.03

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em São João Evangelista

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de São João Evangelista tem indústria e agroindústria — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para São João Evangelista como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — São João Evangelista/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de São João Evangelista
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Classificação
Primeira entrância. O critério do artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001 é aritmético e não comporta analogia: primeira entrância é a comarca com uma única vara instalada; entrância especial exige cinco ou mais varas e 130 mil habitantes; o resto é segunda. São João Evangelista figura no item I.2.III do Anexo I, Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o número 157, com um cargo de Juiz de Direito (JPE-157), e o Guia Judiciário do TJMG devolve, no alto da ficha da comarca, Entrância: Primeira. As duas fontes convergem, e é nelas que a classificação se apoia — não na coluna de entrância do anexo da portaria do juiz das garantias, que erra de forma documentada.
Instalação
O Guia Judiciário registra como data de instalação da comarca o dia 16 de dezembro de 1975. O verbete do IBGE afirma outra coisa: que a Comarca de São João Evangelista foi criada em 8 de outubro de 1948 e instalada em 15 de novembro do mesmo ano, então com dois municípios — o da sede e o de Coluna, recém-criado. As duas informações são de fonte oficial e não se anulam: a data do Guia é a da instalação que vigora, e a de 1948 é anterior a ela. O que esta ficha não faz é escolher uma explicação sem prova — ver a ressalva e a pendência abaixo.
Ressalva
Não foi localizada lei estadual que crie a comarca em 8 de outubro de 1948. A série de leis mineiras de 1948 na Assembleia Legislativa passa da Lei nº 228, de 30 de setembro, para a Lei nº 229, de 12 de outubro, sem nenhum diploma naquele dia, e nenhuma das leis de 12 a 30 de outubro de 1948 cita São João Evangelista. Também não há lei estadual de 16 de dezembro de 1975 (a série vai de 12 para 17 de dezembro), o que é coerente com a regra da própria LC 59/2001: comarca se cria por lei, mas se instala por ato do Tribunal. Portanto a data do Guia é data de ato do TJMG, e a de 1948 permanece sem o número de lei que a sustente.
Estrutura
Uma vara para tudo. O Guia Judiciário lista quatro blocos de órgão no Fórum Paulo Tomaz Borges, e a segunda página da consulta vem sem nenhum órgão adicional, o que fecha a lista: a Vara Única (sigla V.única, seg1secretaria@tjmg.jus.br), a Administração do Fórum (segadm@tjmg.jus.br), com a Direção do Foro e a Sala da Administração no térreo, a Contadoria/Tesouraria (segcontadoria@tjmg.jus.br), que abriga também a Distribuição de Feitos, e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania — CEJUSC (cejusc.seg@tjmg.jus.br), no 1º andar, com telefone próprio (33) 9156-0065. O prefixo dos endereços eletrônicos é seg, e não sje: em Minas o prefixo do e-mail da vara não se deduz do nome da cidade e tem de ser copiado como está. No PJe, a Vara Única recebeu todas as classes cíveis da Justiça comum e dos Juizados Especiais Cíveis em 4 de fevereiro de 2019 (Aviso Conjunto nº 4/CGJ/2018) e as classes da Lei nº 8.069/1990 em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); a página de implantações não registra os feitos criminais, e esta ficha não afirma qual sistema os processa.
Competência das varas
Não há resolução de competência a procurar, e isso é resposta, não lacuna. O artigo 10, § 1º, da LC 59/2001, na redação da Lei Complementar nº 174, de 7 de junho de 2024, só manda o órgão competente do Tribunal de Justiça fixar por resolução a distribuição de competência das unidades judiciárias nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito. Em comarca de vara única a competência é inteira da vara que existe: cível, criminal, família, infância, Tribunal do Júri, violência doméstica e execução penal, sem divisão por resolução e sem dúvida sobre quem preside o Júri.
Endereço
Fórum Paulo Tomaz Borges — Rua Benedito Valadares, 77, Centro, São João Evangelista - MG, CEP 39705-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios respondem ao Fórum Paulo Tomaz Borges: São João Evangelista, Coluna e Paulistas. É o que diz o item 287 do Anexo II da LC 59/2001 e é o que a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário confirma, com uma distinção que só se lê na estrutura da tabela — as linhas de município ocupam duas colunas, as de distrito ocupam duas células estreitas. Pela estrutura: municípios são Coluna (62 km da sede da comarca), Paulistas (29 km) e São João Evangelista; distritos judiciários são Nélson de Sena (19 km) e São Geraldo do Baguari (30 km). Coluna é o extremo da comarca, e é lá que o TJMG mantém a Sala do Fórum Digital e a Sala do CEJUSC Digital — Unidade Coluna, na Avenida Prefeito Herculano de Oliveira Lopes, 178, CEP 39770-000. A distância à capital que a mesma tabela publica por linha não serve de referência: ela dá 326 km para Coluna e 303 km para Nélson de Sena, contra 279 km da sede, números que não se confirmam pela distância à comarca.
Distrito judiciário e administrativo
O município tem quatro distritos no IBGE — São João Evangelista, Bom Jesus da Canabrava, Nelson de Sena e São Geraldo do Baguari — e a comarca tem dois. Bom Jesus da Canabrava é distrito administrativo e não aparece como distrito judiciário na consulta do Guia; nem por isso está fora da jurisdição, porque o município inteiro responde à comarca. A diferença importa para quem procura serventia: o Guia lista Registro Civil com Atribuição Notarial em Nélson de Sena e em São Geraldo do Baguari, e nenhum em Bom Jesus da Canabrava.
Juizado especial
A consulta própria de Juizados do Guia Judiciário não devolve nenhuma unidade em São João Evangelista, e a ficha da comarca a inclui no Grupo Jurisdicional JESP de Itabira. Como a Vara Única recebeu no PJe, em 2019, também as classes dos Juizados Especiais Cíveis, a causa de pequeno valor tramita na própria vara — o que a ficha registra pelos atos, sem inferir divisão interna de acervo.
Substituição comarca vaga
A consulta de substituição de comarcas vagas devolve duas tabelas, e elas não se espelham. Na que diz quem substitui São João Evangelista quando a comarca vaga: Peçanha em 1º (26 km), Guanhães em 2º (37 km), Virginópolis em 3º (42 km), Sabinópolis em 4º (58 km) e Conceição do Mato Dentro em 5º (121 km). Na que diz onde São João Evangelista substitui: Peçanha em 1º (26 km), Virginópolis em 2º (54 km), Guanhães e Sabinópolis ambos em 3º (37 km e 58 km) e Conceição do Mato Dentro em 4º (120 km). A mesma dupla aparece com duas quilometragens diferentes (Virginópolis a 42 e a 54 km; Conceição do Mato Dentro a 121 e a 120 km), há dois terceiros lugares e não há quinto. As duas listas ficam registradas como estão. E nenhuma delas é o par do juiz das garantias: Santa Maria do Suaçuí, que é o par, não aparece em nenhuma das duas.
Tribunal juri
O Júri é daqui e se reúne aqui. O artigo 74 da LC 59/2001 é literal: o Tribunal do Júri funciona na sede da comarca e se reúne em sessão ordinária mensalmente em Belo Horizonte e bimestralmente nas demais comarcas — de modo que o calendário natural do Júri de São João Evangelista é de seis reuniões ordinárias por ano, e o artigo 76, § 2º, dispensa a convocação quando não há processo preparado para julgamento. A competência é a do artigo 77 (crimes dolosos contra a vida e os conexos), o órgão existe em cada comarca por força do artigo 9º, § 3º, e não desce a distrito judiciário: o artigo 3º, § 1º, retira expressamente do distrito as competências do Júri e das execuções penais. Logo o homicídio ocorrido em Coluna, em Paulistas, em Nélson de Sena ou em São Geraldo do Baguari é julgado por Conselho de Sentença reunido na Rua Benedito Valadares, 77. Como a comarca é de vara única, presidir o Júri é atribuição do juiz da Vara Única — não há distribuição entre varas a conferir.
Execução penal
São João Evangelista tem unidade prisional, e em Minas isso decide a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a do condenado solto ao juízo da comarca do endereço residencial. Como o Presídio de São João Evangelista (PRSJE) fica na Rua Dom Pedro II, no Centro da cidade, quem está recolhido nele — venha de Peçanha, de Guanhães, de Governador Valadares ou de qualquer outra comarca — tem progressão, regressão, remição, livramento condicional e falta disciplinar decididos pela Vara Única de São João Evangelista. O contrário é igualmente verdadeiro e é o que a família raramente sabe: transferido o preso, o juízo declina da competência e remete os autos imediata e diretamente (artigo 3º), ressalvados os incidentes já instruídos sobre benefícios, integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas, com prazo de trinta dias para a remessa (artigo 4º); e, se for preciso ouvir quem já foi transferido, ouve e decide o juízo declinado (artigo 3º, § 2º). Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). Regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento de quem mora na comarca ficam na Vara Única. A tramitação é pelo SEEU, o Sistema Eletrônico de Execução Unificado do CNJ.
Estrutura da execução
Presídio não gera vara especializada, e a distinção tem base legal dupla. O artigo 10, § 3º, da LC 59/2001, na redação da LC 174/2024, torna obrigatória a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária; e o artigo 311 da mesma lei, na redação da LC 135/2014, manda o Tribunal de Justiça instalar vara de execução penal na comarca sempre que nela se instalar penitenciária, prevendo no parágrafo único, para o caso de não haver vara a instalar, a designação de Juiz de Direito Substituto ou de juiz titular para responder pelos feitos. As duas regras se acionam por penitenciária. O que existe em São João Evangelista é presídio, e a diferença entre os dois nomes é de regime de cumprimento, não de tamanho: por isso a comarca executa pela vara que tem, sem direito a unidade especializada, e a fiscalização das unidades prisionais cabe ao Juiz Corregedor Permanente.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. O desenho de São João Evangelista é o mais simples dos que a tabela tem, e é recíproco: a Vara Única de São João Evangelista funciona como juiz das garantias da Vara Única de Santa Maria do Suaçuí, e a Vara Única de Santa Maria do Suaçuí funciona como juiz das garantias da Vara Única de São João Evangelista — as duas linhas estão na 6ª Região do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, ambas classificadas como primeira entrância. Na prática, o inquérito aberto aqui tem prisão em flagrante, preventiva, medidas cautelares, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia decididos pelo juiz de Santa Maria do Suaçuí, e a recíproca vale para os inquéritos de lá; a secretaria que processa continua sendo a da vara em que o procedimento foi distribuído, pelo artigo 7º, § 1º, da Resolução. Oferecida a denúncia, o feito volta ao juízo competente para instruir e julgar.
Juiz das garantias vigência
O par foi conferido contra o texto original, não contra o consolidado. A Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, publicada no Diário do Judiciário Eletrônico de 26 de agosto de 2025, já trazia, na 6ª Região do seu anexo, as mesmas duas linhas recíprocas entre a Vara Única de São João Evangelista e a Vara Única de Santa Maria do Suaçuí; a Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu esse anexo, manteve as duas. Ou seja: a reforma de junho de 2026 mexeu em ciclos de outras regiões e não tocou neste par.
Juiz das garantias exclusoes
O que não vai ao juiz das garantias é justamente o que mais interessa a esta comarca. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do instituto os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e a competência originária de tribunal. Em uma comarca de vara única isso significa que o inquérito de homicídio de São João Evangelista não sai da cidade: fica com o juízo do Júri, que é o próprio juiz da Vara Única. E há marco temporal: pelo artigo 3º da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, o instituto não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025; pelo parágrafo único, inquérito em andamento na implantação em que já houvesse ato de conteúdo decisório vai ao juiz substituto legal depois do oferecimento da denúncia.
Juiz das garantias microrregiao
Para o caso de impedimento do plantonista há uma segunda camada. O artigo 6º da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 manda a substituição ser feita pelo plantonista da mesma ou de outra microrregião, conforme a escala do Anexo II, e considera impedido o plantonista que receber auto de prisão em flagrante de competência da própria unidade (§ 1º), caso em que remete o feito ao substituto da sua microrregião para a custódia e os demais atos decisórios (§ 2º). São João Evangelista está na Microrregião XIX, com Conceição do Mato Dentro, Guanhães, Peçanha, Rio Vermelho, Sabinópolis, Serro e Virginópolis — oito comarcas —, pareada com a Microrregião XIII, que tem quatro: Capelinha, Diamantina, Itamarandiba e Santa Maria do Suaçuí. As microrregiões não têm o mesmo tamanho, e o par de garantias da comarca mora na microrregião vizinha, não na própria.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Guanhães
E-mail
Sala local
Sala da OAB no Fórum Paulo Tomaz Borges — Rua Benedito Valadares, 77, São João Evangelista - MG, telefone (33) 3412-1323, das 12 às 17 horas
Estrutura
São João Evangelista não é sede de subseção: a relação oficial de salas da OAB/MG traz uma única linha para a cidade, e ela está sob a subseção de Guanhães, com o rótulo Comarca de São João Evangelista. O endereço publicado é Rua Benedito Valadares, 77 — exatamente o do Fórum Paulo Tomaz Borges no Guia Judiciário —, o que significa que a sala funciona dentro do fórum. A mesma subseção mantém sala no fórum de Guanhães, sala na Justiça do Trabalho e parlatório junto ao presídio de Guanhães.
Ressalva
Duas observações sobre a fonte. O documento é de 18 de fevereiro de 2021, e o e-mail que ele publica para a sala de São João Evangelista é de provedor comercial — não reproduzido aqui. Em compensação, o endereço da sala coincide linha a linha com o endereço do fórum no Guia Judiciário, o que é raro: na própria subseção de Guanhães o documento dá para a sala do fórum a Avenida Milton Campos, 2639, que não coincide com o endereço que o Guia registra para o Fórum Doutor Brito. O número ordinal da subseção não consta do documento, a consulta de subseções do portal da OAB/MG não responde a leitura direta e a ficha da comarca no Guia Judiciário não traz bloco da Ordem dos Advogados do Brasil.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6) — não há vara federal em São João Evangelista, mas a comarca conserva a competência federal delegada: a ação previdenciária contra o INSS é ajuizada no fórum da cidade.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Guanhães (TRT-3) — vt.guanhaes@trt3.jus.br, (33) 98416-1029.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
O município tem unidade prisional: o Presídio de São João Evangelista (PRSJE), na Rua Dom Pedro II, s/nº, Centro, telefones (33) 3412-1961 e (33) 3412-1009. A unidade consta da relação do Depen-MG/Sejusp organizada por Região Integrada de Segurança Pública, na 8ª RISP, a de Governador Valadares — a mesma dos presídios de Aimorés, Conselheiro Pena, Guanhães, Mantena, Peçanha e Tarumirim, do Presídio de Governador Valadares e da Penitenciária Francisco Floriano de Paula. A leitura foi feita pelo endereço, não pelo nome: o bloco diz São João Evangelista no fim da linha de endereço, e é isso que fixa a execução penal na comarca. A relação não publica capacidade nem regime, e o e-mail da unidade está protegido por script na página — por isso não é reproduzido aqui.
Efeito juridico
Presídio, não penitenciária. A nomenclatura marca regime de cumprimento e tem consequência de estrutura: as regras de instalação obrigatória de vara de execução penal (artigo 10, § 3º, e artigo 311 da LC 59/2001) se acionam por penitenciária, de modo que a comarca executa pela Vara Única. E a consequência prática para quem procura o advogado é a do artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014: enquanto o corpo estiver no PRSJE, o processo de execução está na Rua Benedito Valadares, 77; removido o preso, o processo vai atrás dele.

Instituições de ensino

Federal
Instituto Federal de Minas Gerais — Campus São João Evangelista (IFMG)
Contexto
O campus é a maior instituição federal do município e um dos motivos pelos quais São João Evangelista recebe população de fora da comarca. O portal oficial do campus anuncia 460 vagas no processo seletivo de 2027, cursos técnicos e superiores e a Semana da Família Rural, em 2026 na 30ª edição.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Governador Valadares — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe São João Evangelista, Coluna e Paulistas na Subseção Judiciária de Governador Valadares, ao lado de Aimorés, Alpercata, Cantagalo, Coroaci, Divinolândia de Minas, Frei Lagonegro, Gonzaga, Itanhomi, José Raydan, Mantena, Peçanha, Resplendor, Rio Vermelho, Santa Maria do Suaçuí, São José do Jacuri, São Pedro do Suaçuí, Tarumirim, Virginópolis e outros. Aqui a Justiça Federal segue a geografia administrativa: a região intermediária do IBGE também é Governador Valadares, e a RISP do presídio também. Não é o que ocorre na comarca vizinha de Guanhães, cuja Justiça Federal é Ipatinga — a jurisdição federal se confere município a município, nunca por vizinhança.
Competência delegada
São João Evangelista CONSERVA a competência federal delegada, e por isso a ação previdenciária contra o INSS de quem mora aqui continua a ser ajuizada no fórum da cidade. A lista está no Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação dada pela Portaria PRESI nº 170, de 19 de agosto de 2026: na linha da Subseção de Governador Valadares, a coluna das comarcas que mantêm a competência delegada traz Aimorés, Conselheiro Pena, Mantena, Resplendor, Rio Vermelho, São João Evangelista, Tarumirim e Virginópolis; a coluna das que deixaram de possuí-la traz Governador Valadares, Galileia, Itanhomi, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí. A leitura foi feita pela grade da tabela, e a conferência é obrigatória justamente porque comarcas irmãs caem em lados opostos: Santa Maria do Suaçuí, que é o par do juiz das garantias desta comarca, e Peçanha, que é a comarca mais próxima e a primeira substituta em caso de vacância, perderam a delegação. Vizinhança não decide previdenciário.
Unidade avancada de atendimento
O que separa São João Evangelista de Peçanha e de Santa Maria do Suaçuí é uma Unidade Avançada de Atendimento do TRF6, e a jurisdição dela é pública. A UAA de Santa Maria do Suaçuí, vinculada à Subseção de Governador Valadares, foi criada em 12 de fevereiro de 2026 pela Resolução PRESI nº 28/2026 e instalada em 31 de julho de 2026 pela Portaria PRESI nº 153/2026, na Rua Uberaba, 918, bairro Parque das Esmeraldas, CEP 39780-000, Santa Maria do Suaçuí. A tabela de jurisdição publicada na página da unidade alcança Santa Maria do Suaçuí, Peçanha, José Raydan, São Sebastião do Maranhão, Cantagalo, Frei Lagonegro, São José do Jacuri, São Pedro do Suaçui e Virgolândia — e não alcança São João Evangelista, Coluna nem Paulistas. A cronologia fecha: a UAA foi instalada em 31 de julho de 2026, e a portaria que retirou a delegação de Peçanha e de Santa Maria do Suaçuí é de 19 de agosto de 2026.
Ressalva
A jurisdição da UAA não explica todas as perdas da subseção. Das cinco comarcas que deixaram de ter competência delegada em Governador Valadares, só Peçanha e Santa Maria do Suaçuí constam da tabela da única UAA instalada na subseção; Governador Valadares é a própria sede, com vara federal, e Galileia e Itanhomi não aparecem naquela tabela. Esta ficha registra o que a fonte diz da sua comarca e não generaliza o mecanismo.
Acervo anterior
Em dois degraus, porque só um deles está provado. O que se lê na fonte é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas na Justiça estadual antes de 2020 permanecem no juízo estadual até o trânsito em julgado. A regra sobre o acervo já formado nas comarcas que perdem a delegação por instalação de UAA é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não está publicado e não foi lido — de modo que esta ficha não descreve o destino desse acervo. Para São João Evangelista a questão é, por ora, teórica: a comarca conserva a delegação.
Histórico
Minas Gerais saiu do Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021, e hoje o estado é jurisdição exclusiva dele.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Guanhães
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Lei de criação
Lei nº 8.432, de 11/06/1992, e Resolução Administrativa nº 26, de 04/02/2010
Abrangência
Açucena, Água Boa, Angelândia, Braúnas, Cantagalo, Capelinha, Carmésia, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Divinolândia de Minas, Dom Joaquim, Dores de Guanhães, Ferros, Frei Lagonegro, Gonzaga, Guanhães, José Raydan, Materlândia, Morro do Pilar, Paulistas, Peçanha, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santa Efigênia de Minas, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, São José do Jacuri, São Pedro do Suaçuí, São Sebastião do Maranhão, Senhora do Porto e Virginópolis
Contexto
A reclamação trabalhista do evangelistano não é julgada na cidade: vai à Vara do Trabalho de Guanhães, a 37 km, que cobre 31 municípios — e, ao contrário da Justiça Federal, cobre os três municípios da comarca de uma só vez. A Justiça do Trabalho em Minas não segue o desenho da comarca, e aqui a coincidência é parcial: a mesma vara de Guanhães recebe Peçanha, Santa Maria do Suaçuí, Sabinópolis, Rio Vermelho e Virginópolis, comarcas que na Justiça Estadual nada têm a ver umas com as outras, e alcança de Capelinha e Água Boa, no Jequitinhonha, a Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar, na Serra do Cipó. Para o trabalhador do leite, da carvoaria e do corte de eucalipto da região, é esse o endereço.

Segurança Pública

Panorama
Município de 478 km² e quatro distritos administrativos, com sede a 279 km da capital, presídio a poucas quadras do fórum e comarca de vara única. A pauta criminal é a de uma cidade pequena com unidade prisional dentro: além do que se investiga aqui, chega o acervo de execução penal de quem foi condenado em outras comarcas e está recolhido no PRSJE. O juiz que julga é o mesmo que executa, que preside o Júri e que responde pela infância — e, por força do rodízio, não é o mesmo que decide a prisão no inquérito.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e estão fora do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — o que significa que, nesses casos, a medida protetiva de urgência é decidida pelo próprio juízo da comarca, e não pelo juiz de Santa Maria do Suaçuí.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de São João Evangelista
Endereço
Rua Benedito Valadares, 40, Centro, São João Evangelista - MG, CEP 39705-000
Telefone
Horário de funcionamento
Segunda a sexta, 7h às 17h (fechado para almoço das 11h às 13h)
Site
www.sje.mg.gov.br
Ressalva
O portal oficial do município é o sje.mg.gov.br. Os domínios saojoaoevangelista.mg.gov.br, com e sem www, não completam conexão — quem procurar pelo nome inteiro da cidade não encontra a prefeitura. O e-mail institucional está ofuscado por script no rodapé e não foi lido.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de São João Evangelista
Endereço
Rua Benedito Valadares, 458, Centro, São João Evangelista - MG, CEP 39705-000
Telefone
Horário de funcionamento
Segunda a sexta, 8h às 16h
Site
camarasaojoaoevangelista.mg.gov.br
Ressalva
O rodapé oficial grafa a rua como Benedito Valdares, sem o a — o nome da via é Benedito Valadares, como a prefeitura, o fórum e o Guia Judiciário registram. O telefone publicado tem oito dígitos, no formato anterior ao nono dígito dos celulares, e é reproduzido como está na fonte. O domínio é camarasaojoaoevangelista.mg.gov.br, e não mg.leg.br.

Cartórios

Estrutura
A consulta de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário lista, na sede: Registro Civil das Pessoas Naturais de São João Evangelista, na Rua Cel. Antônio Borges do Amaral, 154, Centro, CEP 39705-000, telefone (33) 98853-5153; Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de São João Evangelista, na Rua Dr. Nelson de Sena, 331, sala 09, CEP 39705-000, telefones (33) 3412-2694 e (33) 98816-9902; e Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos de São João Evangelista, na Rua Dr. Nelson de Sena, 331, loja 01, telefone (33) 3412-1143. Nos demais municípios e distritos da comarca há Registro Civil com Atribuição Notarial: em Coluna, Rua Arsino Lopes, 94 (A), CEP 39770-000, (33) 3435-1215; em Paulistas, Rua Padre Sampaio, 239, CEP 39765-000, (33) 99826-6239; em Nélson de Sena, Rua Cel Antônio Borges do Amaral, 182, (33) 3412-1531; e em São Geraldo do Baguari, Rua São Sebastião, 238, CEP 39704-000, (33) 98858-2650.
Contexto
Escritura pública, inventário e partilha extrajudiciais, procuração, reconhecimento de firma e protesto de título resolvem-se no Tabelionato e no Registro de Imóveis da sede, os dois no mesmo endereço. Nos distritos e nos dois outros municípios da comarca a serventia é de registro civil com atribuição notarial, de competência mais estreita.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional