História
A história de São João Evangelista começa numa fazenda e numa capela, não numa lavra. O verbete do IBGE registra que o Capitão Idelfonso da Rocha Freitas se fixou na região entre 1815 e 1820, atraído pela fertilidade do solo, e que mais tarde destacou de suas terras a área do futuro povoado; como em tantos municípios mineiros, a primeira edificação foi a capela, e em torno dela vieram as casas de pouso dos fazendeiros que chegavam para os Ofícios Divinos. A tradição local guardou os nomes dos primeiros moradores — Antônio Pedro Gonçalves, Valeriano e Manoel Coelho da Rocha, João Gualberto e José Pedro Gonçalves, Sebastião da Costa Rocha, Zeferino Monteiro de Carvalho, Cornélio José Pimenta, Arthur Borges do Amaral, Santos José Ribeiro, Raimundo e Clarimundo José Alves, Vicente e Honório Luiz da Rocha —, troncos de famílias que seguem radicadas no município. O município se desmembrou de Peçanha em 1911 e foi instalado solenemente em 1º de junho de 1912. Da comarca há duas versões oficiais, e esta ficha não esconde nenhuma: o Guia Judiciário do TJMG dá a instalação em 16 de dezembro de 1975, e o verbete do IBGE afirma que a Comarca de São João Evangelista foi criada em 8 de outubro de 1948 e instalada em 15 de novembro do mesmo ano, já então com dois municípios — a sede e Coluna, recém-criada. A busca na Assembleia Legislativa não encontrou lei mineira alguma de 8 de outubro de 1948: a série daquele ano salta da Lei nº 228, de 30 de setembro, para a Lei nº 229, de 12 de outubro. Tampouco há lei de 16 de dezembro de 1975, o que é coerente — comarca se cria por lei e se instala por ato do Tribunal. Fica, então, o registro dos dois marcos e a pendência entre eles.