História
A história de Tarumirim cabe em três nomes e duas datas. O primeiro nome é Patrimônio do Cunha, dado ao núcleo que Antônio Cunha e seus irmãos abriram no vale do rio Caratinga e que cresceu com a chegada de outros moradores. O segundo é Tarumirim, que a Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, colocou no distrito criado naquele povoado — distrito instalado em 8 de junho de 1912, com divisas que o registro oficial descreve a partir da barra do córrego Vai e Volta com o rio Caratinga, subindo até a Ponte Alta, na sesmaria de Antônio Pedro da Silveira, pelas vertentes do ribeirão Santo Estêvão até o ribeirão do Bugre e daí ao rio Doce. Esses topônimos ainda estão no mapa judiciário: Vai-Volta é distrito da comarca e tem registro civil próprio, e o ribeirão Santo Estêvão é até hoje a divisa descrita entre Tarumirim e Inhapim. O terceiro nome é o do município, e vem de 1938: o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro daquele ano, refez o quadro territorial administrativo e judiciário de Minas Gerais, emancipou Tarumirim de Caratinga e descreveu o Município de Tarumirim sob o número 266 do seu Anexo nº 2, com limites voltados para Governador Valadares, Conselheiro Pena e Inhapim. As duas datas que ficam são 1911, quando o lugar ganhou nome, e 1º de janeiro de 1939, quando o novo quadro entrou em vigor em ato público, cidade por cidade, por ordem do artigo 6º do mesmo decreto-lei — cerimônia que, onde a cidade fosse sede de comarca, o Juiz de Direito presidia. Em 2026 a Prefeitura noticiou os 88 anos do município, contados de 1938. O calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca guarda cinco datas — 20 e 31 de janeiro, 4 e 5 de junho e 14 de setembro —, e o hospital da cidade se chama São Sebastião, cujo dia é 20 de janeiro; o Guia não nomeia os feriados, e a ficha não lhes atribui motivo.