História
Poucas cidades brasileiras foram extintas tantas vezes quanto Curuçá — e voltaram todas as vezes. A origem é uma fazenda jesuítica do século XVII, com feitoria de pesca dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Em 1757, na esteira da política pombalina que converteu aldeias missionárias em povoações civis, virou Vila Nova d'El-Rei; a Carta Régia de 6 de junho de 1758 a extinguiu no ano seguinte. O século XIX refez o caminho: a Lei Provincial nº 167, de 21 de novembro de 1850, restaurou a vila, agora com o nome indígena de Curuçá, reinstalada em 7 de janeiro de 1853 — não sem antes os moradores protestarem contra a supressão anterior numa representação assinada por 82 cidadãos, em 1833, ano em que a turbulência da Cabanagem destruiria o arquivo da câmara local. A Lei nº 236, de 14 de maio de 1895, elevou a vila a cidade. Veio então a terceira morte: o Decreto Estadual nº 6, de 4 de novembro de 1930, extinguiu o município, recriado pelo Decreto Estadual nº 1.136, de 28 de dezembro de 1933. A última mudança de fronteira foi em 13 de dezembro de 1991, quando a Lei Estadual nº 5.699 desmembrou o distrito de Terra Alta.