História
Espírito Santo do Pinhal nasceu de uma briga de terras. A fundação, em 1849, veio depois de disputas com tiroteios e ameaças entre pretendentes às terras da Fazenda do Pinhal, antiga sesmaria coberta de araucárias — as árvores que deram nome a tudo. A escalada institucional foi rápida: freguesia pela Lei Provincial nº 3, de 24 de março de 1860, subordinada a Mogi Mirim; vila pela Lei Provincial nº 17, de 9 de abril de 1877, com terras desmembradas de Mogi Guaçu e Mogi Mirim; cidade pela Lei Provincial nº 14, de 10 de março de 1883. Em 1902 o município entrou para a história política paulista ao participar da Revolta de Ribeirãozinho, movimento conservador que pretendia restaurar a monarquia e coroar Dom Luiz de Orleans e Bragança — um lampejo monarquista em plena República Velha. O século XX mexeu duas vezes no nome: o Decreto-lei estadual nº 9.775, de 30 de novembro de 1938, reduziu a cidade a "Pinhal", e só em 17 de dezembro de 1974 uma lei estadual devolveu a denominação completa. Perdeu também um pedaço: o distrito de Santo Antônio do Jardim, criado em 1915, emancipou-se pela Lei estadual nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953.