História
A história de Iperó começa pelo subsolo. No século XVI, os Sardinhas — pai e filho — iniciaram a mineração no morro de Araçoiaba e, descoberto o minério de ferro, construíram os primeiros fornos de fundição da América, embrião do que viria a ser a Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, uma das mais importantes experiências siderúrgicas do Brasil. No século XVII, o sertanista Braz Esteves, parente do fundador de Sorocaba, ergueu a Capela de Nossa Senhora da Conceição às margens do Rio Sarapuí; depois vieram os faxinais do tropeirismo, que preparavam as tropas nos arredores da feira de Sorocaba. O povoado moderno, porém, nasceu do trilho: em 1927 a Estrada de Ferro Sorocabana, negociando terras com a pioneira Rita Motta, construiu o leito que virou entroncamento ferroviário, e ao redor dele cresceu a Iperó de hoje. O distrito foi criado pelo Decreto-lei estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, subordinado a Boituva. A emancipação teve drama próprio: aprovada em plebiscito em fevereiro de 1964, foi vetada pelo governador Adhemar de Barros — e só sob protesto popular veio a Lei estadual nº 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, que criou o município com terras de Boituva e de Araçoiaba da Serra, instalado em 21 de março de 1965, com dois distritos: Iperó e Bacaetava, este desmembrado de Araçoiaba.