História
A origem de Ibitinga é um deslocamento forçado. Depois da Revolução Liberal de 1842 em Minas Gerais, sufocada pelas forças imperiais, famílias mineiras desceram para os Campos de Araraquara à procura de terra nova. Os Landim rumaram para o sul e pararam na cachoeira de Wamicanga, povoado que a febre palustre e os conflitos com indígenas quase liquidaram; partiram de novo, para o nordeste, até a confluência dos córregos Saltinho e São Joaquim, onde dividiram o chão entre o clã. A Miguel Landim coube a faixa entre o córrego São Joaquim e o córrego Água Quente, e ali se formou, por volta de 1860, o povoado da Capela da Água Quente. Em 1870, Miguel e sua mulher, Ana Custódio de Jesus, doaram o patrimônio à Mitra Diocesana — o ato que funda a vila. A Lei Provincial nº 105, de 21 de abril de 1885, criou o distrito de Ibitinga, subordinado a Araraquara; o Decreto nº 66, de 4 de julho de 1890, elevou-o a vila, desmembrado de Araraquara, com instalação em 6 de agosto. O município cresceu para depois encolher: criou os distritos de Tabatinga (Lei estadual nº 1.267) e Nova Europa (Lei estadual nº 1.409, de 30 de dezembro de 1913) e perdeu os dois de uma vez pela Lei estadual nº 2.085, de 18 de dezembro de 1925, que os juntou no novo município de Tabatinga. Restou o distrito de Cambará, criado pelo Decreto nº 6.510, de 22 de junho de 1934 e rebatizado Cambaratiba pelo Decreto-lei estadual nº 14.334, de 1944. Em 1987 o território virou Área de Proteção Ambiental e, pela Lei estadual nº 8.199, de 1992, Ibitinga foi classificada estância turística.