História
A história administrativa de Piedade é a de um município que cresceu por desmembramento e depois encolheu pelo mesmo caminho. No século XIX, famílias vindas de Sorocaba se fixaram na margem esquerda do rio Pirapora, logo abaixo da confluência com o Ribeirão do Cotianos; o pioneiro foi Vicente Garcia, que recebeu de um tropeiro, entre 1831 e 1835, a imagem de Nossa Senhora da Piedade e ergueu para ela a capela benta em 20 de maio de 1840. A Lei nº 16, de 3 de março de 1847, elevou o povoado a freguesia, ainda subordinada a Sorocaba; a Lei nº 8, de 24 de março de 1857, criou a vila, desmembrada de Sorocaba e instalada em 22 de setembro daquele ano; a Lei estadual nº 1.038, de 1906, deu-lhe foros de cidade. O território então engordou — recebeu o distrito de Pilar em 1934 e o de Santa Catarina, depois rebatizado Tapiraí, em 1938 — e logo se desfez dos dois, que viraram municípios autônomos, o segundo em 1959. Entre uma coisa e outra chegou a colônia japonesa, no início da década de 1930, que ali encontrou altitude, umidade e verão ameno para reproduzir a horticultura e a fruticultura de clima temperado. Foi ela que redesenhou a economia da cidade e deixou a marca institucional que atravessou as gerações: a associação cultural fundada em 1947 e a festa anual do caqui.