História
Pederneiras nasceu de uma fuga e de uma pedra. Até 1840, o território entre os atuais municípios de Pederneiras, Iacanga, Arealva e Reginópolis era dos caingangues; foram as revoltas liberais de 1841-1842, com seu recrutamento forçado, que empurraram famílias paulistas e mineiras rio Tietê abaixo, pelo velho caminho das monções. Em 1848, Manoel dos Santos Simões e seus filhos registraram no vigário de Botucatu a posse das terras a que deram o nome de Fazenda Pederneiras, pela abundância de pedra-de-fogo. O povoado que cresceu ali passou por Lençóis — o município criado em 1865 — antes de andar com as próprias pernas: freguesia em 28 de fevereiro de 1889 (Lei provincial nº 22), vila em 22 de maio de 1891 com o curioso nome de São Sebastião da Alegria, instalada em 1º de julho de 1891, e de novo Pederneiras em 1895 (Lei estadual nº 316). A Lei estadual nº 1.038, de 19 de dezembro de 1906, elevou-a a cidade. O município já foi bem maior: em 1924, a Lei nº 2.026 desmembrou de uma vez os distritos de Iacanga, Soturna e Batalha (a atual Reginópolis) para formar o município de Iacanga, e em 1938 o distrito de Floresta passou a Itapuí. Restaram a sede e três distritos — Guaianás, Santelmo e Vanglória.