História
A ocupação de Piracicaba remonta a 1766, quando o capitão-general da capitania de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou Antônio Corrêa Barbosa de estabelecer uma povoação junto ao rio Piracicaba. O povoador fixou-se à margem direita do salto, em local já habitado por posseiros e pelos indígenas Paiaguás, a cerca de noventa quilômetros da foz. A fundação oficial do povoado, então termo da Vila de Itu, é registrada em 1º de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. O topônimo provém do tupi-guarani e remete ao ponto em que o peixe encontra obstáculo na subida do rio, em referência às quedas que interrompiam a piracema.
A evolução administrativa acompanhou o crescimento populacional e econômico da região. Em 1774 o núcleo tornou-se freguesia, desligando-se de Itu, e em 10 de agosto de 1822 foi elevado a vila, recebendo o nome de Vila Nova da Constituição. A condição de cidade veio em 24 de abril de 1856. Em 1877, por proposição do vereador Prudente de Moraes, que mais tarde seria o primeiro presidente civil do Brasil, restabeleceu-se oficialmente a denominação Piracicaba, já consagrada pelo uso popular. A trajetória ligou-se desde cedo à lavoura canavieira e aos engenhos instalados às margens do rio.