História
Porto Ferreira começou num ponto de travessia. Por volta de 1860, o caminho que ligava o litoral paulista a Uberaba chegava às barrancas do Mogi Guaçu e parava ali; quem resolvia o impasse era João Inácio Ferreira, mineiro nascido em 1815, que operava uma balsa para tropas, cargas e viajantes. Quando o dono das terras da margem direita fechou o tráfego pela sua propriedade, o balseiro desceu o rio, plantou o novo porto junto à foz do Rio Corrente e comprou terra dos dois lados — providência de quem entendia que o negócio era a passagem, não a margem. O povoado teve três nomes antes de fixar o quarto: Porto das Barcas, Porto de São Vicente Ferreira, Porto de João Ferreira e, enfim, Porto Ferreira. A trajetória administrativa é de desmembramentos sucessivos — freguesia pela Lei Provincial nº 3, de 9 de fevereiro de 1888, dentro do município de Belém do Descalvado; transferida para Pirassununga pela Lei estadual nº 110, de 1º de outubro de 1892; elevada a vila e desmembrada de Pirassununga pela Lei estadual nº 424, de 29 de julho de 1896, instalada no Natal daquele ano; e elevada a cidade pela Lei estadual nº 1.038, de 19 de dezembro de 1906. Desde então o município tem só o distrito sede: nunca se dividiu. O século XX trouxe o trem e o barro — o complexo ferroviário com estação, barracão de carga e viradouro de locomotivas, hoje Anfiteatro Isaltino Casemiro, e a primeira fábrica de cerâmica, dos anos 1920.