História
Antes de ser cidade, Pitangueiras foi pouso. Nas primeiras décadas do século XIX, as tropas de mulas que ligavam o Triângulo Mineiro e Goiás aos mercados de Campinas, Sorocaba e São Paulo desciam o caminho de Jaboticabal e atravessavam o rio Mogi-Guaçu em balsas; a cada noite paravam em pontos certos, e um deles ficava junto a um grupo de pitangueiras silvestres, a uma légua do rio, em meio a alagadiços. Do descanso dos tropeiros veio o nome. A fundação tem data e cartório: em 27 de julho de 1858, Manuel Félix, Ana Batista de Moraes e Joaquim Pinto de Moraes, o Joaquim Moço, registraram na Comarca de São Carlos do Pinhal a doação de 80 alqueires a São Sebastião, e no patrimônio do santo subiu uma capela de pau a pique coberta de sapé — o povoado de Santa Cruz das Pitangueiras. A freguesia veio pela Lei Provincial nº 138, de 7 de julho de 1881, ainda sob Jaboticabal; o município, pela Lei estadual nº 152, de 6 de julho de 1893, instalado em 13 de setembro daquele ano. O café do fim do século e a Estrada de Ferro Pitangueiras-Goyas trouxeram imigrantes, eletricidade e telefonia — e o território foi se repartindo: Viradouro, distrito anexado em 1906, emancipou-se em 1916; Ibitiúva, criado em 1919, é distrito até hoje; Taquaral, também de 1919, só virou município pela Lei estadual nº 8.550, de 30 de dezembro de 1993.