História
Além Paraíba nasceu de uma travessia. Em 1784 o governo da capitania mandou levantar o inventário geográfico da região, então ocupada pelos puris, cropós e croatos, e desse trabalho saiu o Registro do Porto do Cunha, ponto de passagem de pessoas e mercadorias entre as margens mineira e fluminense do Paraíba do Sul. Por volta de 1818 o padre Miguel Antônio de Paiva ergueu em Porto Novo do Cunha a primeira capela, e o casario cresceu em torno dela. O distrito de São José d'Além Paraíba é de 14 de julho de 1832; a vila, da Lei Provincial nº 2.678, de 30 de novembro de 1880, desmembrada dos municípios de Mar de Espanha e Leopoldina e instalada em 22 de janeiro de 1882; a cidade, da Lei Provincial nº 3.100, de 28 de setembro de 1883 — data que o calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca ainda guarda. A comarca veio depois, instalada em 25 de maio de 1892. O que mudou o tamanho da cidade foram os trilhos: a Estrada de Ferro Central do Brasil e a Estrada de Ferro Leopoldina cruzaram aqui, e em 1890 uma linha de bondes ligou Porto Novo a São José e à Vila Laroca, o antigo Limoeiro, pondo Além Paraíba entre as primeiras cidades brasileiras a ter esse transporte. Em 1923 a Lei estadual nº 843 trocou o nome de São José d'Além Paraíba por Além Paraíba. Vieram então as perdas territoriais que explicam o mapa judiciário de hoje: o Decreto-lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrou de uma vez Santana de Pirapetinga e Volta Grande, esta levando consigo os distritos de Água Viva, Estrela e São Luís; e a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, emancipou o distrito do Aventureiro como Santo Antônio do Aventureiro. Desde então o município tem dois distritos — a sede e Angustura — e a comarca ficou com os filhos que o município perdeu.