História
Abaeté é o município que se desfez para formar a região. Antes dos criadores, os índios abaetés; a partir de 1730, sesmeiros chegando para criar gado bovino e cavalar, com cartas do Governo Real distribuídas desde 1737; depois, a notícia de diamante nos rios, que atraiu gente e, por volta de 1840, fez o arraial. O distrito nasceu pela lei provincial nº 1.186, de 21 de julho de 1864, e a vila pela lei provincial nº 1.635, de 15 de setembro de 1870, com sede num lugar que se chamava Marmelada — Nossa Senhora do Patrocínio do Marmelada —, instalada em 11 de janeiro de 1873. A elevação a cidade veio pela lei provincial nº 2.416, de 5 de novembro de 1877, e essa data sobreviveu num lugar inesperado: 5 de novembro está no calendário de feriados municipais que o TJMG publica para a comarca em 2026. A comarca foi instalada em 13 de janeiro de 1892. Daí em diante a história é de subtração. Em 1911 o município tinha cinco distritos. A lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, arrancou três deles — Santo Antônio dos Tiros, Canoas (o antigo Abaeté Diamantino) e São José do Canastrão — para criar o município de Tiros. O decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, devolveu território criando os distritos de Biquinhas e Paineiras, mas o decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, levou Morada Nova e Biquinhas para formar outro município, o de Morada Nova de Minas. A lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou o distrito de Cedro do Abaeté — e a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, a lei da Divisão Administrativa do Estado, elevou Cedro do Abaeté e Paineiras a município, com o sinal "(x)" que a própria lei reserva, na legenda do seu Anexo nº 1, aos "municípios criados por esta lei". No item 2 desse anexo, Abaeté aparece reduzido ao distrito-sede — e assim permaneceu até hoje.