História
A história de Alvinópolis é a de uma fazenda que virou freguesia e de uma freguesia que trocou de nome. O verbete do IBGE conta que em 1676 Caetano Leonel de Abreu Lima e sua mulher deixaram Vila Rica pela Fazenda do Rio do Peixe, e que entre 1696 e 1697 um grupo chefiado pelo sertanista Paulo Moreira da Silva desceu o Rio Gualaxo do Norte e parou no vale — não por ouro, mas por terra boa. Em 1745 Paulo Moreira ergueu na fazenda a capela de Nossa Senhora do Rosário, e o arraial tomou o nome da capela e do dono da terra. A freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira aparece em 1832 e é confirmada pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. Antes disso, no mesmo ano, o Decreto estadual nº 365, de 5 de fevereiro de 1891, havia elevado a povoação a vila com o nome novo, Alvinópolis, desmembrada de Mariana e com quatro distritos vindos dela: Alvinópolis, Fonseca, São Sebastião do Sem Peixe e Saúde. A vila foi instalada em 21 de abril de 1891; a comarca, em 1º de abril de 1892; a cidade, pela Lei estadual nº 23, de 24 de maio de 1892. Em 1923 a Lei estadual nº 843 encurtou São Sebastião do Sem Peixe para Sem Peixe. A grande perda veio pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que tirou Saúde e Sem Peixe para formar o município de Dom Silvério e, no mesmo ato, criou o distrito de Major Ezequiel com terras da sede e do Sem Peixe. Em 1982, a Lei estadual nº 8.285 criou o distrito de Barretos de Alvinópolis, desmembrado de Fonseca. O desenho municipal de hoje é esse — e a comarca, ironia da divisão judiciária, reencontrou no fórum os dois municípios que o mapa levou: Dom Silvério e Sem-Peixe respondem a Alvinópolis. Um aviso de método: o verbete do IBGE embaralha as datas de 1891, porque dá a freguesia por lei de setembro e a vila por decreto de fevereiro do mesmo ano, e esta ficha reproduz o que ele diz sem harmonizar o que a fonte não harmoniza.