História
A história de Aimorés começa num litígio de fronteira. O território estava em disputa entre Minas e o Espírito Santo, e o verbete do IBGE registra o efeito disso na papelada: "são frequentes os atos ou termos em duplicata, criando seus distritos". O distrito nasceu com o nome de Barra do Manhuaçu, pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, sobre a antiga povoação de Natividade da Barra do Manhuaçu, com parte do território transferido do Espírito Santo — e a transferência só foi ratificada pelo Laudo Arbitral firmado pelos dois estados em 30 de novembro de 1914. O desbravamento havia começado entre 1856 e 1860, com posseiros vindos da Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, que subiram o rio Pocrane e desceram o Manhuaçu até a confluência com o rio Doce. Em 1915 duas leis mudaram tudo: a Lei nº 663, de 18 de setembro, criou o distrito de Aimorés, o termo e — no artigo 4º — a comarca; e o nome Aimorés substituiu Natividade, em homenagem aos botocudos do grupo aimuré. O município veio pela Lei nº 673, de 5 de setembro de 1916, desmembrado do de Rio José Pedro, depois chamado Ipanema, com cinco distritos e, entre eles, Resplendor, adquirido de Caratinga pela mesma lei. A instalação do município foi em 24 de fevereiro de 1917; a elevação a cidade, pela Lei nº 893, de 10 de setembro de 1925. Resplendor se emancipou pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938 — e hoje é a comarca com que Aimorés troca o juiz das garantias. Conceição do Capim e Expedicionário Alício vieram em 1948, Mundo Novo de Minas e São Sebastião da Vala em 1962, e Santo Antônio do Rio Doce, o mais novo, em 1995.