História
Alagoa nasceu do ouro e ficou pelo queijo. Por volta de 1730, em terras dos índios Cataguás, o sertanista Simão da Cunha Gago e o padre Joaquim Mendes de Carvalho fundaram a povoação e ergueram uma capela filial da Matriz de Aiuruoca; o nome, conta a memória local, vem de uma grande lagoa que os bandeirantes teriam esvaziado à procura de ouro e pedras preciosas. Em 1752 levantou-se a igreja, construída por mãos escravizadas, e em 1758 o lugar virou curato. A freguesia veio em 1855, por abaixo-assinado que apontava quatro mil almas no curato e mais de cinquenta casas no arraial. A trajetória administrativa é das mais andarilhas de Minas: distrito de Aiuruoca, passou ao recém-criado município de Itanhandu pela Lei estadual 843, de 1923, e ao de Itamonte pelo Decreto-lei 148, de 1938, até emancipar-se pela Lei estadual 2.764, de 30 de dezembro de 1962, instalando-se como município em 1963.