História
O território que hoje é Bom Despacho entrou na história pelas costas do ouro. Quando as minas de Pitangui atraíram milhares de pessoas entre 1694 e 1702, o sertão a oeste virou rota de passagem e de fuga: a documentação municipal registra que, antes dos povoadores brancos, a região já era ocupada por quilombos entre os rios São Francisco e Lambari, e que a ocupação efetiva veio em 1758, com capitães do mato enviados para debelá-los, que se fixaram na Cruz do Monte, na Tabatinga. Em 1765 eram vinte e quatro casas de pecuária e lavoura de subsistência. O alferes português Luís Ribeiro da Silva, dono das terras desde 1772, doou-as ao patrimônio de Nossa Senhora do Bom Despacho, onde já havia capela — não foi fundador, foi doador, e a prefeitura corrige a tradição oral nesse ponto. A freguesia desmembrou-se de Pitangui em 1880 e passou a pertencer a Inhaúma, atual Santo Antônio do Monte, de onde saiu pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, que a elevou a vila; a instalação veio em 1º de junho de 1912 e a condição de cidade pela Lei estadual nº 893, de 10 de setembro de 1933. Moema, criada distrito em 1923, e Araújos, em 1938, emanciparam-se juntas pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953; Engenho do Ribeiro, criado distrito pela Lei estadual nº 336, de 1948, continua no município.