Cidade de MG

Carmópolis de Minas

Carmópolis de Minas tem 18.003 habitantes (Censo 2022) em 400 km² no Oeste de Minas, a 129 km de Belo Horizonte pela medida do TJMG, e é sede de comarca de primeira entrância instalada em 25 de julho de 2008 — comarca de um município só, sem distrito nenhum, desenho minoritário em Minas. Vara única no Fórum Dr. José Vasconcelos, na Praça do Carmo: é ela que preside o Tribunal do Júri, que julga a violência doméstica, que responde pela execução penal de quem cumpre pena solto na cidade e que pode receber a ação previdenciária contra o INSS, porque a comarca conserva a competência federal delegada — enquanto Cláudio, Carmo do Cajuru, Carmo da Mata, Itaúna e a própria Divinópolis a perderam. O juiz das garantias é o de Passa Tempo, a 23 km, em par recíproco, e o preso carmopolitano cumpre pena fora do município, porque aqui não há unidade prisional: a execução dele segue o corpo, comarca a comarca, a cada transferência. A Vara do Trabalho fica em Itaúna e a Justiça Federal, em Divinópolis. Não há unidade da Defensoria Pública na cidade.

UF
MG
Porte
micro
População
18.003 hab.

Para questões judiciais em Carmópolis de Minas (MG), o juízo competente é da Comarca de Carmópolis de Minas — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história do nome é boa e é oficial: antes de ser Carmópolis, o lugar era Japão. O verbete do IBGE recolhe a tradição de que bandeirantes rumo ao sertão goiano deixaram gente plantando trigo por ali e, ao voltarem anos depois, foram recebidos com pão feito em casa; a exclamação "já há pão" encurtou até virar topônimo. A freguesia de Japão nasceu pela Lei provincial nº 1.144, de 24 de setembro de 1862, com quatro léguas no sentido leste-oeste e cinco no norte-sul, abrangendo as fazendas de Catucá e Água Preta, subordinada ao município de Oliveira; a igreja-matriz já vinha de antes, com obra iniciada em 1807. A Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito, que nas divisões territoriais de 1933, 1936 e 1937 continuava dentro de Oliveira. A emancipação veio tarde, com a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que ao mesmo tempo desmembrou o município de Oliveira, trocou o nome de Japão por Carmópolis de Minas e deixou o novo município constituído apenas do distrito-sede — configuração que nunca mudou. A instalação do município é de 1º de janeiro de 1949. A comarca, essa, levou mais sessenta anos: consta do Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 2001, desde o texto original, e só foi instalada em 25 de julho de 2008, segundo o Guia Judiciário. Por sete anos, portanto, a comarca existiu na lei e não existiu no mapa — e é por isso que o ato que a instalou vale ser procurado por quem for atrás de processo antigo: antes de 2008, o feito de Carmópolis de Minas tramitou em outro fórum.

Economia

O município é um caso de monocultura de alto valor. O valor da produção agrícola de 2023, medido pelo IBGE, soma R$ 72.888 mil, e o tomate responde por R$ 65.142 mil disso — quase noventa por cento. Milho em grão (R$ 2.189 mil), café arábica (R$ 1.868 mil) e abacate (R$ 1.310 mil) vêm muito atrás. O PIB municipal de 2023 é de R$ 541.381 mil, e a densidade de 45 habitantes por quilômetro quadrado, em 400 km², descreve um território rural povoado, não vazio. Para a prática jurídica isso importa mais do que parece. Lavoura de tomate é cultura intensiva em mão de obra sazonal, em defensivo agrícola e em irrigação — o que puxa três tipos de litígio bem conhecidos: reclamação trabalhista de safrista, que aqui é ajuizada em Itaúna e não na comarca; autuação ambiental e sanitária; e disputa de água e de divisa na zona rural. Também explica por que comarca de um município só não é comarca de pouco movimento: concentração de renda agrícola em área pequena produz contrato, penhora, execução fiscal e inventário em volume desproporcional à população.

Panorama jurídico

Carmópolis de Minas é o exemplo mais didático de Minas de como as camadas da Justiça recortam o mesmo território de maneiras que não conversam. Na Justiça Estadual, a comarca é de um município só: quem mora aqui tem juiz natural dentro da cidade, e ninguém de fora responde neste fórum. Na Justiça do Trabalho, o município é um entre seis atendidos pela Vara do Trabalho de Itaúna, criada pela Lei federal nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989, ao lado de Itaguara, Itatiaiuçu, Passa Tempo e Piracema. Na Justiça Federal, está na Subseção de Divinópolis, com quarenta e tantos municípios, e sem cobertura dos Oficiais de Justiça da subseção — o que significa citação pelos Correios ou carta precatória ao fórum estadual. E no juiz das garantias forma par recíproco dentro de uma quinta divisão, a 4ª Região do TJMG, tendo Passa Tempo como contraparte. Cinco desenhos, cinco conjuntos de vizinhos. O ponto que mais rende para quem litiga é o previdenciário. A ação contra o INSS de quem mora aqui pode ser proposta na Vara Única de Carmópolis de Minas, porque a comarca conserva a competência federal delegada no Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026 — e isso não se descobre na tabela de subseções, que é a página que todo mundo consulta e que não responde essa pergunta. A prova de quanto esse dado é traiçoeiro está na mesma linha da tabela: Bom Despacho, Itaguara, Luz, Oliveira e Passa Tempo conservam, como Carmópolis de Minas; Cláudio, Carmo do Cajuru, Carmo da Mata, Itapecerica, Itaúna, Formiga, Arcos, Bambuí, Abaeté, Dores do Indaiá, Iguatama, Lagoa da Prata, Martinho Campos, Pompéu e a própria Divinópolis deixaram de ter. São comarcas do mesmo porte, do mesmo ciclo de garantias e vizinhas de estrada, respondendo o oposto. O critério que o Anexo III invoca é a régua de distância do artigo 15, III, e § 2º, da Lei nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentada pela Resolução CJF nº 603/2019 e alterada pela Resolução CJF nº 705/2021 — 70 km de centro urbano a centro urbano, com deslocamento real. Ajuizar no juízo errado, aqui, é perder tempo de graça nos dois sentidos.

Patrimônio

O patrimônio institucional da cidade cabe em um endereço: a Praça do Carmo. No número 190 funciona o Fórum Dr. José Vasconcelos, com a Vara Única, a Direção do Foro, a Distribuição de Feitos, a Contadoria/Tesouraria, a Sala dos Oficiais de Justiça e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania; na sala 01 do mesmo prédio está a única sala da subseção da OAB/MG, aberta de 12 às 18h. A cem passos, na Praça Nossa Senhora do Carmo, 115, está o 1º Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos, que acumula o Registro Civil das Pessoas Naturais — de onde saem as certidões de nascimento, casamento e óbito que instruem quase todo processo. A igreja-matriz, cuja construção o verbete do IBGE data de 1807 e atribui ao padre Domingos da Costa Guimarães, é o edifício mais antigo documentado da cidade e antecede em mais de um século a emancipação. Duas ausências completam o retrato e são fato, não lacuna: não há Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral listados no fórum pelo Guia Judiciário — a lista tem quatro blocos e nenhum dos dois —, e não há parlatório da OAB, porque não há presídio.

Curiosidades

Duas curiosidades, e as duas são jurídicas. A primeira é que Carmópolis de Minas conserva a competência federal delegada e Divinópolis, sede da própria subseção federal que a jurisdiciona, não conserva — o que é logicamente inevitável, porque a delegada existe justamente para quem está longe da vara federal, e ninguém está mais perto dela do que a cidade onde ela fica. Ler a tabela do Anexo III sem entender isso produz impressão de erro: a sede da subseção aparece dentro da coluna das comarcas que deixaram de ter competência delegada, ao lado das vizinhas próximas. A segunda é o desenho do socorro de plantão. O Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 põe Carmópolis de Minas na Microrregião LV, com Carmo da Mata, Cláudio, Itaguara, Oliveira e Passa-Tempo. Só que a LV não tem par: ela integra um ciclo de três microrregiões, previsto no inciso III do § 3º do artigo 6º da portaria. O juiz das garantias da Microrregião LI cobre a XV, o da XV cobre a LV e o da LV cobre a LI. O sentido é único: quem socorre Carmópolis de Minas, quando o plantonista fica impedido, é a Microrregião XV — Arcos, Bambuí, Formiga, Iguatama, Itapecerica, Lagoa da Prata, Piumhi, Santo Antônio do Monte e São Roque de Minas — e não a LI, que é quem a LV socorre. Trocar o sentido do ciclo remete o auto de prisão em flagrante para o lado errado da roda.

Educação e cidadania

Quem mora em Carmópolis de Minas e precisa de orientação jurídica tem um itinerário curto e um mapa confuso, e vale saber de antemão qual porta é qual. Para causa criminal, execução penal de quem está solto, família, sucessão, cível, infância e violência doméstica, a porta é a Vara Única, no Fórum Dr. José Vasconcelos, Praça do Carmo, 190, telefones (37) 3333-3550 e 3333-3551. Para conciliação antes do processo, o CEJUSC funciona no mesmo prédio. Para benefício previdenciário negado pelo INSS, a porta também é o fórum daqui, porque a comarca conserva a competência federal delegada — e não Divinópolis, que é onde correm os demais processos federais. Para reclamação trabalhista, inclusive a atermação feita sem advogado, a porta é a Vara do Trabalho de Itaúna, vt.itauna@trt3.jus.br, telefone (37) 98411-1749. Para causa de pequeno valor não há Juizado Especial autônomo na comarca: o Guia Judiciário registra Grupo Jurisdicional JESP de Divinópolis, e a orientação concreta deve ser pedida na própria distribuição do fórum. Para quem não pode pagar advogado, a Defensoria Pública de Minas Gerais não tem unidade na cidade, e a orientação que a própria instituição publica para municípios nessa situação é procurar o fórum da localidade — que, sendo comarca de um município só, é este mesmo. E há uma informação que muda a vida de quem tem parente preso: não adianta procurar o fórum de Carmópolis de Minas para pedir progressão ou livramento de quem está recolhido, porque o processo de execução está na comarca da unidade prisional e muda de comarca a cada transferência. O primeiro passo, nesse caso, é descobrir em que unidade o preso está hoje.

Segurança e fronteira

Sem unidade prisional no município, a execução penal de Carmópolis de Minas se divide em dois mundos. O condenado solto que mora na cidade responde aqui, na Vara Única, por força do parágrafo único do artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG: regime aberto, pena restritiva de direitos, suspensão condicional da pena e livramento condicional são acompanhados no fórum da Praça do Carmo. O condenado preso, ao contrário, nunca está aqui — e o processo dele vai para a comarca da unidade em que estiver recolhido, pelo caput do mesmo artigo. Isso tem uma consequência que a família raramente sabe e que vale escrever com todas as letras: quando o preso é transferido de unidade, o processo de execução muda de comarca com ele. O artigo 3º da portaria obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente", ficando com o juízo anterior só os incidentes já instruídos sobre benefícios, integridade física ou saúde, falta disciplinar e soma ou unificação de penas, com trinta dias para remeter o que tiver pendência (artigo 4º). Quem decide progressão, remição e livramento passa a ser outro juiz, em outra cidade, sem que ninguém comunique a família — e o pedido protocolado no juízo antigo se perde em declinatória. O flagrante feito na cidade segue caminho próprio: a audiência de custódia é do juiz das garantias, que aqui é o de Passa Tempo, a 23 km, pelo artigo 2º, V, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 e pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. Só que há duas exceções grandes: homicídio e violência doméstica não vão para Passa Tempo em nenhuma fase, porque o artigo 3º, II e III, da Resolução os exclui da competência do juiz das garantias. Em uma comarca de vara única isso significa que o mesmo juiz que julgará o homicídio também decide a preventiva e o inquérito dele — e que a medida protetiva de urgência é decidida em Carmópolis de Minas, não em Passa Tempo.

Dados do município

Gentílico
carmopolitano
Mesorregião
Oeste de Minas
Microrregião
Oliveira
Área (km²)
400.01
População (Censo 2022)
18.003
Densidade demográfica (hab/km²)
45.01

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Carmópolis de Minas como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Carmópolis de Minas/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Carmópolis de Minas
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário registra a instalação da comarca em 25 de julho de 2008 — é comarca nova, das mais recentes do Oeste de Minas, instalada e em funcionamento, e não é caso de comarca criada em lei e por instalar. O texto original da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, já a trazia como comarca de primeira entrância no Anexo I (item 51, com um cargo de Juiz de Direito) e no Anexo II (item 74, com um único município), sete anos antes da instalação efetiva. Entre 2001 e 2008, portanto, a comarca existia na lei e não existia na estrutura.
Classificação
Primeira entrância, e aqui as três fontes possíveis concordam — o que é menos comum do que parece. O Guia Judiciário devolve "Entrancia: Primeira". O texto atualizado da LC 59/2001 põe Carmópolis de Minas no item I.2.III do Anexo I, Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o número 45, com um cargo de Juiz de Direito de código JPE-45 (a numeração mudou: no texto original de 2001 a comarca era o item 51 e o cargo, JPE-51). E o artigo 8º, II, da mesma lei define primeira entrância pela aritmética — comarca "com apenas uma vara instalada" —, o que fecha com a vara única. A coluna de entrância do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 também diz Primeira, mas essa coluna não é fonte: já foi medida errando a entrância do par recíproco nos dois sentidos em outras comarcas mineiras.
Estrutura
Vara única, provada por quatro caminhos independentes. O Guia Judiciário devolve quatro blocos de órgão no Fórum Dr. José Vasconcelos — Administração do Fórum, Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), Contadoria/Tesouraria e Vara Única —, e quatro está longe do corte de dez blocos por página, de modo que a página 2 vazia aqui não é truncamento: é fim de lista. A página de implantações do PJe da comarca nomeia a unidade como "Vara Única". O Anexo Único da PC 1.818/PR/2026 grafa "Vara Única" na coluna da vara. E o Anexo I da LC 59/2001 prevê um cargo só. Dentro do fórum, a Vara Única responde pelo e-mail crm1secretaria@tjmg.jus.br, com gabinete na sala 102 e secretaria na sala 301; o CEJUSC atende em cejusc.crm@tjmg.jus.br; a Administração do Fórum e a Contadoria/Tesouraria dividem o mesmo endereço eletrônico, crmcontadoria@tjmg.jus.br, exatamente como o Guia publica. Há ainda Direção do Foro, Sala dos Oficiais de Justiça (sala 207) e Distribuição de Feitos (sala 201). Sendo vara única, não incide o § 1º do artigo 10 da LC 59/2001, que só manda o Tribunal distribuir competência por resolução "nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito": não há resolução de competência para procurar, porque não há o que repartir.
Endereço
Fórum Dr. José Vasconcelos — Praça do Carmo, 190, Centro, Carmópolis de Minas - MG, CEP 35534-000
Telefone
Telefone setores
Jurisdição
Um município, e só ele. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve uma linha única — "Carmópolis de Minas (Comarca)" —, sem nenhum município agregado e sem nenhum distrito, e o item 73 do Anexo II da LC 59/2001, no texto atualizado, repete a mesma lista de um nome só. É comarca de município único, desenho minoritário em Minas: quem mora aqui tem o juiz natural dentro da própria cidade e não divide pauta com vizinho nenhum. O outro lado da moeda é que a comarca não recebe processo de fora, e todo o resto da vida jurídica do carmopolitano — trabalho, Justiça Federal, Defensoria — é decidido em cidade alheia, como os blocos seguintes mostram.
Substituição comarca vaga
Quando a comarca fica vaga, a consulta própria do Guia Judiciário devolve duas tabelas, e elas respondem perguntas diferentes — as colunas dizem qual é qual: "Substitui" e "Substituída". A primeira tabela é a fila de quem assume Carmópolis de Minas: Cláudio (1º, 45 km), Passa Tempo (2º, 23 km), Oliveira (3º, 38 km) e Carmo do Cajuru (4º, 60 km). Repare que a ordem não é por distância — o primeiro da fila fica quase o dobro mais longe do que o segundo. A segunda tabela é o inverso: diz que comarcas Carmópolis de Minas assume, e com que posição na fila de cada uma. Carmópolis de Minas é a 1ª substituta de Passa Tempo (23 km), a 2ª de Cláudio (46 km), a 2ª de Oliveira (36 km) e a 4ª de Carmo do Cajuru (61 km). Os dois ordinais "2º" da segunda tabela não são defeito nem repetição: são posições em filas de comarcas diferentes, e é por isso que não existe "3º" ali — ninguém põe Carmópolis de Minas em terceiro lugar.
Ressalva
O que de fato não fecha nas duas tabelas de substituição de comarca vaga é a quilometragem: o mesmo par sai com medidas diferentes conforme o sentido em que é lido. Cláudio aparece com 45 km numa tabela e 46 km na outra; Oliveira, com 38 km e 36 km; Carmo do Cajuru, com 60 km e 61 km. Só Passa Tempo repete 23 km nos dois sentidos. A ficha registra as duas medidas e não reconcilia. Nenhuma das duas filas, aliás, é a ordem do juiz das garantias: Passa Tempo é o par recíproco de garantias e ocupa o 2º lugar na fila de substituição desta comarca, atrás de Cláudio — quando as duas coisas coincidem em alguma comarca, é coincidência.
Juizado especial
Não há Juizado Especial autônomo: a consulta de Juizados do Guia Judiciário devolve "sua consulta não retornou nenhum resultado", e o cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP de Divinópolis. A ficha reproduz o registro e não infere a quem cabe cada causa de pequeno valor dentro do fórum.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da própria comarca, e em Carmópolis de Minas a resposta é a mais simples que existe em Minas: há uma vara só, logo é o juiz da Vara Única que preside o Conselho de Sentença, no Fórum Dr. José Vasconcelos, na Praça do Carmo. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 diz que em cada comarca haverá um Juiz de Direito e Tribunal do Júri; o artigo 3º, § 1º, proíbe que a competência do Júri desça a distrito judiciário — e aqui isso é abstrato, porque o município não tem distrito. Não existe o problema das comarcas de duas varas, onde é preciso achar a resolução do Órgão Especial para saber qual delas julga homicídio: com vara única não há repartição possível. O homicídio cometido em Carmópolis de Minas é investigado, instruído e julgado aqui.
Execução penal
Carmópolis de Minas não tem unidade prisional, e em Minas isso não afasta a execução penal da comarca — só muda quais condenados ela alcança. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramitar no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a execução de quem está solto para o juízo com competência para execuções penais da comarca do endereço residencial. Logo: o carmopolitano preso está sempre fora, e o processo de execução vai para onde ele está; o carmopolitano em regime aberto, em livramento condicional, cumprindo pena restritiva de direitos ou em suspensão condicional da pena responde aqui, na Vara Única, porque mora aqui — ainda que tenha sido condenado a centenas de quilômetros. E cada transferência de unidade prisional muda o juízo outra vez: o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente", ficando com ele apenas os incidentes já instruídos e pendentes de decisão sobre benefícios, medidas urgentes de integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas — com prazo de trinta dias para remeter os autos que tenham pendência (artigo 4º), e com a regra de que, se o preso já foi transferido e é preciso ouvi-lo, quem ouve e decide é o juízo declinado (artigo 3º, § 2º). Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória sai imediatamente após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). Tramitação pelo SEEU, do CNJ. A família que mora em Carmópolis de Minas precisa saber disto: a progressão, a remição e o livramento do seu preso não serão decididos no fórum da praça — serão decididos na comarca da unidade onde ele estiver, e passarão a ser decididos em outra a cada remoção, sem que ninguém avise.
Execução penal estrutura
O § 3º do artigo 10 da LC 59/2001, na redação da Lei Complementar nº 174, de 7 de junho de 2024, obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária "onde houver penitenciária". É regra de estrutura, não de competência, e não é acionada aqui: sem penitenciária no município, a execução penal que couber a Carmópolis de Minas é da vara que existe. Ao Juiz Corregedor Permanente cabe, pelo mesmo parágrafo, a fiscalização das unidades prisionais existentes nas comarcas respectivas.
Juiz das garantias
Em Carmópolis de Minas o juiz das garantias é o juiz de Passa Tempo, e o de Passa Tempo tem por juiz das garantias o de Carmópolis de Minas: par recíproco perfeito, entre as duas comarcas mais próximas do desenho — 23 km pela própria medida do TJMG. A base é a Resolução do Órgão Especial nº 1.109, de 22 de agosto de 2025, em vigor desde 25 de agosto de 2025 e alterada pela Resolução do Órgão Especial nº 1.155/2026 (DJe de 17/6/2026); o artigo 5º, I, manda que comarca de vara única componha o regime "mediante composição com outras comarcas da mesma região". Quem faz o par é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 (DJe de 15/6/2026), que substituiu por inteiro o Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025: na 4ª Região, a linha de Carmópolis de Minas aponta "Vara Única de Passa Tempo", e a linha de Passa Tempo aponta "Vara Única de Carmópolis de Minas". Na prática, o inquérito aberto aqui é distribuído à Vara Única de Carmópolis de Minas, mas quem decide prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova e a audiência de custódia do flagrante é o juiz de Passa Tempo — e a secretaria continua sendo a de Carmópolis de Minas, porque o artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025 diz que o processamento se dá na secretaria da unidade a que o procedimento foi distribuído. O juiz muda, o cartório não. Cabem ainda ao juiz das garantias a homologação de acordo de não persecução penal e de colaboração premiada formalizados na investigação, o processamento da transação penal e a decisão sobre arquivamento (artigo 2º, II a IV). Com a denúncia, tudo volta: oferecida a denúncia ou a queixa, a ação penal é processada e julgada pelo juiz da unidade competente (artigo 2º, parágrafo único, e artigo 7º, III).
Juiz das garantias exclusoes
O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui sete matérias da competência do juiz das garantias, e a primeira é a que mais importa numa comarca de vara única: os crimes dolosos contra a vida (inciso II). Homicídio, portanto, não vai para Passa Tempo em nenhuma fase — o inquérito fica com o juízo do Júri da própria comarca, que aqui é o mesmo juiz de sempre. Também estão fora os crimes de competência originária de tribunal (Lei nº 8.038/1990), a violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo dos artigos 60 e 61 da Lei nº 9.099/1995, os crimes militares, os procedimentos das varas criminais colegiadas da Lei nº 12.694/2012 e as audiências de custódia não referidas no inciso V do artigo 2º. Marco temporal: o instituto não se aplica às ações penais cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (artigo 3º da PC 1.709/2025), e a Resolução nº 1.155/2026 acrescentou que inquéritos e feitos criminais distribuídos antes da implantação — e as ações penais deles decorrentes — permanecem no juízo original (artigo 9º, § 2º), que ato decisório anterior não gera presunção de impedimento ou suspeição (§ 3º) e que, em processo remetido a substituto legal depois de 25 de agosto de 2025, quem começou a colheita de prova em audiência conduz o feito até o julgamento (artigo 9º-A).
Juiz das garantias microrregiao
Para o caso de o plantonista ficar impedido — o que acontece quando lhe cai nas mãos flagrante de competência da sua própria unidade (artigo 6º, § 1º, da PC 1.709/2025) —, o Anexo II da mesma portaria põe Carmópolis de Minas na Microrregião LV, ao lado de Carmo da Mata, Cláudio, Itaguara, Oliveira e Passa-Tempo. E aqui o desenho não é par: a Microrregião LV integra um dos quatro ciclos de três do artigo 6º, § 3º. Pelo inciso III desse parágrafo, o juiz das garantias da Microrregião LI funciona como juiz das garantias da Microrregião XV, o da XV funciona como o da LV e o da LV funciona como o da LI. Em palavras: quem socorre a Microrregião LV é a Microrregião XV — Arcos, Bambuí, Formiga, Iguatama, Itapecerica, Lagoa da Prata, Piumhi, Santo Antônio do Monte e São Roque de Minas —, e a LV socorre a Microrregião LI — Boa Esperança, Campo Belo, Campos Gerais, Candeias e Guapé. Não há reciprocidade, e quem inverter o sentido remete o feito para o lado errado da roda. A audiência de custódia, por fim, obedece à Resolução do Órgão Especial nº 1.042, de 5 de julho de 2023, e à Portaria Conjunta nº 1.488, de 27 de julho de 2023 (artigo 8º da Resolução nº 1.109/2025).
Processo eletronico
A página de implantações do PJe da comarca registra duas datas para a Vara Única: 22 de abril de 2019, para todas as classes processuais de natureza cível da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis e respectivas Turmas Recursais (Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2018), e 15 de maio de 2020, para as classes cíveis do Estatuto da Criança e do Adolescente (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020). O criminal não consta dessa página, e a ficha não afirma em que sistema ele tramita.
Feriados forenses
O Guia Judiciário publica quatro feriados municipais para a comarca em 2026: 4 e 5 de junho, 16 de julho e 27 de dezembro. O 27 de dezembro coincide com a data da Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que criou o município; o 16 de julho é o dia de Nossa Senhora do Carmo no calendário católico, nome que também está na praça onde funciona o 1º Tabelionato. A ficha registra as datas como a fonte as publica e não afirma o fundamento legal de cada uma.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Carmópolis de Minas
E-mail
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG registra a subseção de Carmópolis de Minas com um espaço só: a sala no Fórum, na Praça do Carmo, 190, Centro, sala 01, telefone (37) 3333-1209, atendimento de 12 às 18h, e-mail carmopolisdeminas@oabmg.org.br. O endereço fecha com o do Fórum Dr. José Vasconcelos no Guia Judiciário, o que é a condição para publicar a linha, e o e-mail é institucional.
Contexto
A ausência é informativa. Em comarca com unidade prisional, a relação da OAB/MG costuma trazer, além da sala do fórum, um parlatório com endereço próprio — normalmente a rua do presídio —, e esse parlatório funciona como segunda fonte oficial do endereço da unidade. Em Carmópolis de Minas não há parlatório na relação, e não há unidade prisional no município: duas fontes independentes entre si dizem a mesma coisa.
Ressalva
O documento grafa o rótulo da subseção como "CARMOPÓLIS DE MINAS", com o acento na sílaba errada, embora escreva "CARMÓPOLIS DE MINAS/MG" corretamente no campo de endereço da mesma linha. É erro de digitação da fonte, não outra localidade. O documento é de 18 de fevereiro de 2021 e não traz coluna de número ordinal de subseção.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Divinópolis (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Carmópolis de Minas; a ação previdenciária contra o INSS, porém, pode ser ajuizada na Vara Única da comarca, que conserva a competência federal delegada.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Itaúna (TRT-3) — vt.itauna@trt3.jus.br, (37) 98411-1749, WhatsApp +55 37 98406-5811.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo aplicativo e site Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Carmópolis de Minas. A verificação não foi feita por índice: foi feita por busca no texto integral da relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp, organizada por Região Integrada de Segurança Pública, e os únicos resultados para a raiz "Carm" no estado são o Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, cujo endereço é em Carmo do Paranaíba, e o Presídio de Monte Carmelo, em Monte Carmelo — nenhum deles no Oeste de Minas nem nesta comarca. A cautela é necessária porque em Minas há presídio com nome de outra cidade e bairro com nome de outro município: o que vale é o endereço, não o nome da unidade.
Consequência
O efeito jurídico está no bloco da comarca: sem unidade no município, o preso carmopolitano cumpre pena fora, e a execução dele acompanha o corpo, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. À Vara Única sobram, na execução penal, o condenado solto que reside na comarca — regime aberto, penas restritivas de direitos, suspensão condicional da pena e livramento condicional — e a fiscalização que o § 3º do artigo 10 da LC 59/2001 atribui ao Juiz Corregedor Permanente. A prisão em flagrante feita aqui, essa sim, tem custódia decidida pelo juiz das garantias de Passa Tempo.

Defensoria Pública Estadual

Situação
Não há unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais instalada em Carmópolis de Minas. A página oficial de unidades informa que a instituição está em 129 municípios, que cada unidade atende também quem mora em outras cidades da região abrangida pela comarca, e dá a orientação expressa para o caso desta cidade: "Para municípios ainda sem Defensoria, recomendamos procurar o fórum de sua localidade para obter orientações". A lista de unidades não traz Carmópolis de Minas, e a ficha não elege por conta própria a unidade vizinha que atenderia.
Contexto
Para o réu preso sem advogado isso tem consequência prática: a defesa é exercida por advogado nomeado pelo juízo da Vara Única, e o primeiro endereço a procurar é o próprio fórum da Praça do Carmo, como a Defensoria orienta. Sendo a comarca de um município só, a orientação não tem ambiguidade nenhuma sobre qual fórum é o da localidade.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Divinópolis — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe Carmópolis de Minas na Subseção de Divinópolis, ao lado de Arcos, Bambuí, Bom Despacho, Camacho, Carmo da Mata, Carmo do Cajuru, Cláudio, Conceição do Pará, Córrego Danta, Córrego Fundo, Dores do Indaiá, Estrela do Indaiá, Formiga, Iguatama, Itaguara, Itapecerica, Itatiaiuçu, Itaúna, Japaraíba, Lagoa da Prata, Leandro Ferreira, Luz, Medeiros, Moema, Nova Serrana, Oliveira, Pains, Passa Tempo, Pedra do Indaiá, Perdigão, Pimenta, Pitangui, Pompéu, Quartel Geral, Santo Antônio do Monte, São Francisco de Paula, São Sebastião do Oeste, Serra da Saudade e Tapiraí, mais os municípios marcados como novos na revisão de 2026 (Abaeté, Cedro do Abaeté, Martinho Campos, Paineiras, Pompéu, Papagaio, Maravilha e Piracema). Crime federal, tributo da União e FGTS do carmopolitano correm em Divinópolis.
Competência delegada
Carmópolis de Minas CONSERVA a competência federal delegada: a ação previdenciária contra o INSS pode ser ajuizada na Vara Única de Carmópolis de Minas, e não em Divinópolis. Isso não se lê na tabela de subseções — lê-se no Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026. Na linha da Subseção de Divinópolis, a coluna das comarcas que mantêm a delegada traz seis nomes: Bom Despacho, Carmópolis de Minas, Itaguara, Luz, Oliveira e Passa Tempo. E a coluna das que deixaram de ter, na mesma linha, traz quinze: Divinópolis, Abaeté, Arcos, Bambuí, Cláudio, Carmo do Cajuru, Carmo da Mata, Dores do Indaiá, Formiga, Iguatama, Itaúna, Itapecerica, Lagoa da Prata, Martinho Campos e Pompéu. O contraste é o dado mais útil desta página: comarcas vizinhas e do mesmo tamanho respondem o oposto. Cláudio, que é a primeira da ordem de substituição de Carmópolis de Minas, perdeu. Carmo do Cajuru e Carmo da Mata, do mesmo ciclo de garantias da 4ª Região, perderam. Passa Tempo, o par recíproco de garantias, conservou, e Oliveira e Itaguara, também da Microrregião LV, conservaram. Não se deduz pela vizinha: lê-se a linha.
Competência delegada criterio
O critério que o próprio Anexo III invoca é distância, não estrutura: o cabeçalho da tabela diz "Critérios de Aferição de Distância para Definição do Exercício da Competência da Justiça Federal delegada: Conforme o Art. 15, inciso III, e § 2º da Lei nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876, de 20/09/2019; regulamentada pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27/04/2021". É a régua dos 70 km medidos de centro urbano a centro urbano, com deslocamento real. A ficha não afirma que a perda alheia decorreu da instalação de Unidade de Apoio Avançado do TRF6: nenhuma UAA da Subseção de Divinópolis foi localizada nesta leitura, e o cabeçalho não a menciona.
Acervo formado
Em dois degraus, como a fonte permite. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 ficam onde estão. Já a regra de destino do acervo nas comarcas que agora deixaram a delegada é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não está publicado — e por isso a ficha não a enuncia. Para Carmópolis de Minas a questão é, de todo modo, secundária: a comarca conserva a delegada, e o acervo continua tramitando aqui.
Oficial de justica
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção. Carmópolis de Minas não tem asterisco — têm, entre os vizinhos, Carmo da Mata, Carmo do Cajuru, Cláudio, Itapecerica, Itatiaiuçu e Itaúna. Onde o Oficial não vai, a citação e a intimação federais seguem pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória ao juízo estadual, isto é, ao Fórum Dr. José Vasconcelos.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021, e hoje é jurisdição exclusiva dele.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Itaúna
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Whatsapp
Lei de criação
Lei federal nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989
Abrangência
Carmópolis de Minas, Itaguara, Itatiaiuçu, Itaúna, Passa Tempo e Piracema
Contexto
A Justiça do Trabalho não segue a comarca, e Carmópolis de Minas é um exemplo limpo disso: a comarca é de um município só, e a Vara do Trabalho que a atende fica em Itaúna, sede de outra comarca, num agrupamento de seis municípios que nada tem a ver com a divisão do TJMG. Repare que Itaúna perdeu a competência federal delegada e Carmópolis de Minas a conservou, e que Passa Tempo, par de garantias na Justiça Estadual, está nesta mesma vara do trabalho: cada camada da Justiça recorta o oeste mineiro de um jeito diferente. A reclamação trabalhista do empregado da lavoura de tomate, do laticínio ou do comércio de Carmópolis de Minas é ajuizada em Itaúna, e a atermação virtual — o pedido feito sem advogado, pelo próprio trabalhador — é atendida pelo mesmo endereço eletrônico e telefone.

Segurança Pública

Panorama
Município de 400 km² e 18.003 habitantes, sem distrito, a 129 km da capital, sem unidade prisional e com uma vara só. O perfil de demanda criminal é o de cidade pequena de agropecuária intensiva: crimes patrimoniais e entorpecentes na sede, conflitos de vizinhança e de posse na zona rural, acidentes de trânsito na malha que liga o município a Oliveira, Passa Tempo e Cláudio. A particularidade processual é o desenho das garantias: o flagrante lavrado em Carmópolis de Minas tem a audiência de custódia presidida pelo juiz de Passa Tempo, a 23 km, e não pelo juiz que depois julgará o processo.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas e recebe denúncia de qualquer município. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e ficam expressamente fora do juiz das garantias, por força do artigo 3º, III, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025: aqui, portanto, medida protetiva de urgência é decidida pelo juiz de Carmópolis de Minas, não pelo de Passa Tempo — e essa é a diferença que a vítima precisa conhecer, porque o flagrante comum e o flagrante de violência doméstica seguem para juízes diferentes.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Carmópolis de Minas
Site
www.carmopolisdeminas.mg.gov.br
Contexto
O domínio oficial redireciona para uma plataforma de portal do cidadão cuja página inicial é montada por JavaScript: o único conteúdo legível na resposta do servidor é o título, "Portal do Cidadão - PREFEITURA MUNICIPAL DE CARMOPOLIS DE MINAS/MG". Endereço, telefone e CNPJ não são publicados em HTML e não foram lidos.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Carmópolis de Minas
Site
www.carmopolisdeminas.mg.leg.br
Ressalva
O portal responde HTTP 200 e está no ar, mas o rodapé institucional segue com o texto de exemplo do modelo de portal legislativo: "Endereço da Casa Legislativa, nº do prédio", "Município, UF", CEP 12345-678, CNPJ 00.000.000/0001-00, telefone +55 12 3456-7890 e e-mail atendimento@dominio.leg.br. São dados de gabarito, não da Câmara, e por isso nada disso é reproduzido nesta ficha. É o modo de falha mais perigoso de portal municipal, porque não parece defeito: o site abre, tem menu, tem notícia, e publica endereço falso sob o nome verdadeiro.

Cartórios

Estrutura
Três serviços notariais e de registro na cidade, todos com endereço publicado pelo Guia Judiciário. O Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Carmópolis de Minas funciona na Rua Agnaldo Aparecido de Oliveira, 03 (Loja 1), bairro Santa Helena, CEP 35534-000, telefones (37) 3333-1593 e 9954-2052. O 1º Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Carmópolis de Minas fica na Praça Nossa Senhora do Carmo, 115, Centro, CEP 35535-000, telefone (37) 3333-1992 — é ali que se lavra escritura, se tira certidão de nascimento, casamento e óbito e se protesta título. O 2º Tabelionato de Notas de Carmópolis de Minas está na Avenida Américo Paolinelli, 69, Centro, CEP 35534-000, telefone (37) 3333-2401.
Contexto
A distribuição de atribuições importa para quem precisa de documento em processo criminal ou de execução: a certidão de nascimento, de casamento e de óbito sai do 1º Tabelionato, que acumula o Registro Civil das Pessoas Naturais; a matrícula de imóvel, que aparece em ação de perdimento e em medida assecuratória, sai do Registro de Imóveis da Rua Agnaldo Aparecido de Oliveira.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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