História
A história do nome é boa e é oficial: antes de ser Carmópolis, o lugar era Japão. O verbete do IBGE recolhe a tradição de que bandeirantes rumo ao sertão goiano deixaram gente plantando trigo por ali e, ao voltarem anos depois, foram recebidos com pão feito em casa; a exclamação "já há pão" encurtou até virar topônimo. A freguesia de Japão nasceu pela Lei provincial nº 1.144, de 24 de setembro de 1862, com quatro léguas no sentido leste-oeste e cinco no norte-sul, abrangendo as fazendas de Catucá e Água Preta, subordinada ao município de Oliveira; a igreja-matriz já vinha de antes, com obra iniciada em 1807. A Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito, que nas divisões territoriais de 1933, 1936 e 1937 continuava dentro de Oliveira. A emancipação veio tarde, com a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que ao mesmo tempo desmembrou o município de Oliveira, trocou o nome de Japão por Carmópolis de Minas e deixou o novo município constituído apenas do distrito-sede — configuração que nunca mudou. A instalação do município é de 1º de janeiro de 1949. A comarca, essa, levou mais sessenta anos: consta do Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 2001, desde o texto original, e só foi instalada em 25 de julho de 2008, segundo o Guia Judiciário. Por sete anos, portanto, a comarca existiu na lei e não existiu no mapa — e é por isso que o ato que a instalou vale ser procurado por quem for atrás de processo antigo: antes de 2008, o feito de Carmópolis de Minas tramitou em outro fórum.