História
A história de Cláudio começa em duas barracas. Segundo o verbete do IBGE, duas famílias portuguesas chegaram por ali em 1758, provavelmente atrás de ouro, e se instalaram às margens de um córrego que ficou conhecido como Lavapés; o povoado que cresceu depois se chamou Ouro Fala. O nome definitivo veio de outro lado: um homem escravizado de uma dessas famílias, chamado Cláudio, descobriu um ribeirão, e o "ribeirão do Cláudio" batizou a região e depois o município — é dos poucos topônimos mineiros que guardam um escravizado no lugar de um santo ou de um coronel. A formação administrativa está toda na ALMG: distrito de Aparecida do Cláudio, subordinado a Oliveira, pela Lei Provincial nº 913, de 8 de junho de 1858; vila com o mesmo nome pela Lei Estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, desmembrada de Oliveira e instalada em 21 de junho de 1912; cidade em 10 de setembro de 1925, pela Lei Estadual nº 893. Em 7 de setembro de 1923 a Lei Estadual nº 843 fez duas coisas de uma vez: encurtou o nome para Cláudio e criou, no território do município, o distrito de Itamembé, com sede no povoado de Cachoeira de Santo Antônio. Pelos Decretos-leis nº 148, de 1938, e nº 1.058, de 1943, o município tomou de Itapecerica parte do distrito sede e parte do distrito de Marilândia. E em 27 de dezembro de 1948 — seis semanas depois de o TJMG instalar aqui a comarca — a Lei Estadual nº 336 trocou Itamembé por Monsenhor João Alexandre.