História
A história oficial de Dionísio começa com índios e termina em lei. O verbete do IBGE lembra que a região, como outras próximas do rio Doce, era habitada pelos Botocudos, e conta a tradição do fundador: o soldado Dionísio, guarda da cadeia de Vila Rica, que libertou um preso em troca da mão da filha, matou-o na fuga, matou ainda o soldado Nicolau no caminho, perdeu a moça na viagem e acabou por se fixar à margem do córrego Mumbaça, onde construiu a cabana que marca o lugar da sede. A formação administrativa vem depois, e é religiosa antes de ser civil: pela Provisão de 13 de agosto de 1892 foi criado o curato de Dionísio, pertencente à freguesia de Alfié; por lei estadual de 20 de setembro do mesmo ano, foi elevado a paróquia, com instalação canônica em 20 de maio de 1897. O município nasceu na grande lei de divisão administrativa e judiciária do estado para o quinquênio 1949-1953, a Lei Estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que o pôs no grupo dos "distritos emancipados", desmembrado de São Domingos do Prata e composto só do distrito-sede; a instalação foi em 1º de janeiro de 1949. A mesma lei traçou os limites do novo município com São Domingos do Prata, Bom Jesus do Galho e Raul Soares, todos pelo rio Doce ou chegando a ele, passando entre as lagoas Dom Helvécio e da Barra. Depois vieram os distritos: Conceição de Minas e, pela Lei Municipal nº 301, de 4 de abril de 2002, Baixa Verde. O vínculo judiciário nunca mudou de direção: Dionísio saiu do município de São Domingos do Prata e continua na comarca dele.