História
A história de Divino é a de uma bandeira fincada e de uma tutela que demorou a acabar. A região era dos índios Purís, descendentes dos Goytacazes, até 1831, quando um grupo chefiado pelo tenente-coronel José Batista da Cunha e Castro desbravou o vale; em 1833 as terras foram vendidas ao major José Luiz da Silva Viana e, em 1834, adquiridas por Antônio Ferreira de Souza Barros, dentro de cujos limites se formou a povoação. O nome primeiro era Terras Adjacentes ao Indaiá; o definitivo veio do padroeiro. A escada institucional está datada no verbete do IBGE: curato independente pela Lei provincial nº 1.847, de 12 de outubro de 1871; incorporação ao recém-criado município de Carangola pela Lei nº 2.500, de 12 de novembro de 1878; freguesia pela Lei nº 2.905, de 23 de setembro de 1889; e município pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o mesmo diploma que naquele ano emancipou vários distritos carangolenses de uma só vez. No plano judiciário a tutela durou mais meio século. O Anexo nº 1 do Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, que fixou a divisão territorial administrativa e judicial do quinquênio 1944-1948, traz a comarca nº 34, Carangola, com os termos de Carangola e de Tombos; Divino aparece ali como município nº 69, com os distritos de Divino e de Orizânia (então chamado Arrozal) — isto é, sujeito à comarca vizinha. A Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, repete o desenho, listando no item 221 o município de Divino com os distritos de Divino, Bom Jesus do Divino e Orizânia. Só em 18 de abril de 1992, pela data que o Guia Judiciário publica, a comarca de Divino foi instalada. Três anos depois o município perdeu o maior de seus distritos e não perdeu jurisdição sobre ele: a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, criou o município de Orizânia — instalado em 1º de janeiro de 1997 — e, no mesmo item, escreveu a comarca a que ele ficaria vinculado. Divino. O que era distrito virou município e continuou no mesmo fórum.