Cidade de MG

Divinolândia de Minas

Divinolândia de Minas tem 6.516 habitantes (Censo 2022) em 133,1 km² no Vale do Rio Doce, e não é sede de comarca: o Guia Judiciário do TJMG responde que o município "pertence à Comarca de Virginópolis". Todo processo da Justiça estadual de quem mora aqui — família, cível, crime, infância e Tribunal do Júri — corre na Vara Única de Virginópolis, no Fórum Doutor José Rabello Campos, Rua Padre Félix, 362, telefone (33) 3416-2800, a 11 km. O homicídio ocorrido em Divinolândia de Minas é julgado pelo Júri dessa comarca, e o inquérito dele não passa pelo juiz das garantias. As outras medidas da investigação são decididas pela 1ª Vara de Peçanha, pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. Não há presídio no município: a execução de quem está preso corre na comarca da unidade (Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha são as mais próximas), e a de quem está solto fica em Virginópolis, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. A Polícia Civil não tem delegacia no município; a da sede da comarca fica em Virginópolis. A Justiça Federal é a Subseção de Governador Valadares, mas a comarca conserva a competência delegada, e o INSS se discute em Virginópolis; a Justiça do Trabalho é a Vara de Guanhães; a subseção da OAB é a de Virginópolis.

UF
MG
Porte
micro
População
6.516 hab.

Para questões judiciais em Divinolândia de Minas (MG), o juízo competente é da Comarca de Virginópolis — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Divinolândia de Minas/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Divinolândia de Minas/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Virginópolis: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Divinolândia de Minas é a história de um arraial de devoção que mudou de município antes de virar município. Pelo verbete do IBGE, a região era mata virgem quando chegaram os primeiros moradores — as famílias Silva e Figueiredo e um Manoel José, das quais descende, segundo o verbete, grande parte da população de hoje. Plantaram café, milho e cana, viram a fertilidade da terra e foram ficando. Trouxeram também uma imagem do Divino Espírito Santo e ergueram para ela uma capela de pau a pique no alto de uma colina, aonde subiam todas as tardes. Em volta da capela nasceu o arraial do Divino. A formação administrativa tem duas datas. O povoado, conhecido como Divino de Guanhães, pertencia ao município de Guanhães até a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, que o elevou a distrito, desmembrou-o de Guanhães e o incorporou ao município de Virginópolis, com o nome de Divino de Virginópolis. Quase quarenta anos depois, a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, elevou o distrito a município e lhe deu o nome definitivo de Divinolândia de Minas. A lei de 1923 é a razão pela qual o morador daqui é julgado em Virginópolis, e não em Guanhães: o distrito passou à comarca da cidade a que foi anexado, e a emancipação deu prefeitura, não fórum. A capela virou igreja. A página de patrimônio cultural da Prefeitura registra que a Igreja do Divino Espírito Santo — a Igreja Velha — tem a fundação datada de 1878 por anotação do Livro 01 da antiga Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, hoje Paróquia de Nossa Senhora da Glória, que registra o primeiro batizado na capela que deu origem ao templo. É bem tombado e protegido desde 2003, segundo a mesma página.

Economia

O retrato econômico de Divinolândia de Minas é o de um município que vive do serviço público e do comércio. Pelo IBGE, em 2021 — o último ano com composição do PIB por setor publicada para o município —, a administração, a educação e a saúde públicas fizeram R$ 37,7 milhões de valor adicionado, 47,9% de tudo o que se produziu; os demais serviços fizeram R$ 26,6 milhões, a agropecuária R$ 12,8 milhões e a indústria R$ 1,7 milhão, pouco mais de 2%. O PIB foi de R$ 82,3 milhões em 2021, R$ 82,9 milhões em 2022 e R$ 91,6 milhões em 2023. Dividido pela população, o PIB per capita foi de R$ 12.729,74 em 2022 e R$ 14.059,92 em 2023, contra R$ 4.292,46 em 2010 — uma curva de crescimento contínuo, sem os saltos típicos de município com indústria concentrada. No campo, a vocação é o leite e o café. A Pesquisa da Pecuária Municipal registra para Divinolândia de Minas, em 2024, 3,48 milhões de litros de leite, com valor de produção de R$ 8,2 milhões, e um rebanho de 4.469 bovinos, 114 búfalos, 222 equinos e 299 suínos; o município produziu ainda 32,5 toneladas de mel de abelha, no valor de R$ 293 mil, e 28 mil dúzias de ovos. A lavoura inteira vale bem menos: R$ 2,9 milhões na Produção Agrícola Municipal de 2025, com o café arábica à frente (57 toneladas, R$ 1,8 milhão), seguido de cana-de-açúcar, alface, mandioca, banana, feijão, milho e abóbora. É o mesmo café, a mesma cana e o mesmo milho que o verbete do IBGE diz terem fixado os primeiros moradores. Traduzido para o fórum: economia de serviço público e de pequena propriedade rural produz causa de servidor municipal, contrato de fornecimento de leite, financiamento rural, inventário de terra pequena, usucapião e, sobretudo, a aposentadoria rural de quem trabalhou a vida inteira em regime de economia familiar. Esta última é a causa que mais se beneficia da competência federal delegada da Comarca de Virginópolis: o pedido contra o INSS se faz a 11 km, e não em Governador Valadares.

Panorama jurídico

Onze quilômetros separam Divinolândia de Minas do prédio onde se decide quase toda a vida judicial do município, e nenhum outro município da Comarca de Virginópolis fica tão perto do fórum. Gonzaga, Santa Efigênia de Minas e Sardoá aparecem no Guia Judiciário a 31, 37 e 49 quilômetros; o divinolandense é o vizinho imediato da Rua Padre Félix. Mas a proximidade engana quem pensa que tudo se resolve ali. Um processo daqui pode passar por até cinco cidades, e saber qual delas cuida de cada etapa é metade do trabalho de quem defende. Comece pelo que é civil, que é o que mais gente procura. Separação do casal, guarda dos filhos, alimentos, partilha de herança, dívida cobrada, posse transformada em propriedade, causa de pouco valor: a porta é uma só, a Vara Única de Virginópolis, que acumula todas as matérias. Antes da sentença existe o CEJUSC, instalado no próprio prédio, onde se tenta o acordo. E desde 2019 os autos cíveis correm pelo PJe, o que dispensa a viagem a cada andamento. Quem precisa de benefício do INSS também não vai longe: embora a Justiça Federal do município seja a Subseção de Governador Valadares, a comarca manteve a competência delegada, e a causa previdenciária pode ser proposta em Virginópolis mesmo. Já o empregado com reclamação contra o patrão toma outra estrada, a da Vara do Trabalho de Guanhães. Para quem não pode pagar advogado, a notícia é menos boa: a Defensoria Pública não tem unidade na comarca e manda procurar o fórum. No crime, o caminho se bifurca. A investigação comum, isto é, qualquer delito que não atente dolosamente contra a vida, ganha desde 25 de agosto de 2025 um segundo magistrado, vindo da cidade vizinha de divisa: o titular da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Peçanha. É ele quem aprecia o pedido de preventiva, o mandado de busca, a escuta telefônica, o acordo de não persecução e a custódia do preso, porque a Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 amarrou Peçanha, Virginópolis e Guanhães numa roda de três comarcas. Os autos, porém, não saem da secretaria de Virginópolis, e a atuação desse juiz termina com o oferecimento da denúncia. Ficam de fora da roda a violência doméstica e os delitos de menor potencial ofensivo. O homicídio segue trilha própria do começo ao fim. Crime doloso contra a vida está excluído do juiz das garantias, de modo que o inquérito já nasce no juízo de Virginópolis e ali permanece até o plenário. Quem julga é o Tribunal do Júri da comarca, reunido no Fórum Doutor José Rabello Campos sob a presidência do mesmo juiz da Vara Única, com cidadãos da comarca sorteados para o conselho de sentença; não existe vara exclusiva para o Júri. A LC 59/2001, no artigo 74, prevê reunião ordinária bimestral, mas a sessão só é convocada se houver processo pronto para ir a julgamento.

Patrimônio

O patrimônio de Divinolândia de Minas está no alto das colinas, como a primeira capela. A página de patrimônio cultural da Prefeitura registra dois bens. O primeiro é a Igreja do Divino Espírito Santo, a Igreja Velha, bem tombado e protegido desde 2003, com fundação datada de 1878 e altares entalhados no último quartel do século XIX pelos mestres João Pinto, Mariano, Sabino de Antoninha, José da Silva e João Sacerdote, sob o comando do primeiro pároco da cidade, o Monsenhor Domingos Sant'Ana; a igreja ainda recebe missa aos sábados e visitas de alunos e turistas. O segundo é o Cruzeiro, no alto de uma colina, visível de toda a cidade, com mirante e iluminação noturna — é a primeira imagem de Divinolândia para quem chega ao anoitecer. O centro cívico cabe em poucas ruas: a Prefeitura na Rua Monsenhor Ayala, 37; a saúde na Rua São José; o cartório de registro civil na Rua Escrivã Conceição Carvalhais. A página de turismo da Prefeitura remete ao circuito Trilhas do Rio Doce e ao portal de turismo do estado.

Curiosidades

O município nasceu de uma imagem de santo. O verbete do IBGE conta que os primeiros moradores trouxeram a imagem do Divino Espírito Santo e subiam todas as tardes até a capelinha de pau a pique que construíram para ela no alto de uma colina — e dali saíram, em sequência, o arraial do Divino, o distrito de Divino de Guanhães, o de Divino de Virginópolis e, por fim, Divinolândia de Minas: a "terra do Divino". A segunda curiosidade é de endereço. Divinolândia de Minas foi de Guanhães até 1923 e passou a Virginópolis por lei; um século depois, a vida judicial do morador ainda se divide entre as duas: o processo e o Júri em Virginópolis, a reclamação trabalhista e o presídio mais provável em Guanhães. E a terceira é de vizinhança: Peçanha, que faz divisa com o município e é outra comarca, é quem manda o juiz das garantias.

Educação e cidadania

Roteiro prático para o morador de Divinolândia de Minas, do que se resolve na cidade ao que exige viagem. Na cidade: certidão de nascimento, casamento e óbito, escritura e procuração no Registro Civil com Atribuição Notarial, Rua Escrivã Conceição Carvalhais, 189, (33) 3414-1328; Prefeitura na Rua Monsenhor Ayala, 37, (33) 3414-1639; Secretaria de Saúde e PSF na Rua São José, 326; CAPS na Rua São José, 480; Farmácia de Minas na Rua Maria Ilídia, 22. Em Virginópolis, a 11 km: todo processo da Justiça estadual, inclusive o Júri, a medida protetiva, a execução penal de quem está solto e a ação previdenciária contra o INSS, na Vara Única do Fórum Doutor José Rabello Campos, Rua Padre Félix, 362, (33) 3416-2800, vgp1secretaria@tjmg.jus.br; conciliação no CEJUSC do mesmo prédio; sala da OAB no fórum, virginopolis@oabmg.org.br; delegacia de Polícia Civil na Rua Tenente João Coelho, 82, (33) 3416-2410; registro de imóveis e protesto na Rua Félix Gomes, 358; hospital geral na Rua Padre Félix, 46. Fora da comarca: juiz das garantias em Peçanha; reclamação trabalhista na Vara do Trabalho de Guanhães; Defensoria Pública mais próxima em Guanhães, Rua Barão do Rio Branco, 78, (33) 3421-1329, que não lista o município entre os atendidos; Justiça Federal não delegada em Governador Valadares; execução de quem está preso na comarca da unidade prisional. Contatos mudam: o Guia Judiciário, o portal da Polícia Civil e o portal da Prefeitura são as fontes a reconferir antes de sair de casa.

Segurança e fronteira

A pergunta que a família de um preso de Divinolândia de Minas faz primeiro é onde ele está, e a segunda é onde está o processo. Em Minas as duas respostas andam juntas, pela Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG: a execução da pena de quem está recolhido corre no juízo da comarca onde fica a unidade prisional. Divinolândia de Minas não tem presídio, e Virginópolis também não. O preso daqui vai para a unidade que tiver vaga — as mais próximas pela relação do Depen-MG são os presídios de Guanhães, de São João Evangelista e de Peçanha —, e o processo de execução vai com ele. A cada transferência o juízo declina e remete os autos, e o pedido de progressão que parecia parado muitas vezes está apenas em outro fórum. A outra metade da mesma portaria é a que atende mais gente numa cidade deste tamanho: quem cumpre pena solto — regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis, livramento condicional — responde no juízo da comarca da residência, que para o morador de Divinolândia de Minas é a Vara Única de Virginópolis. O comparecimento, a prestação de serviços e a fiscalização das condições são tratados ali, pelo SEEU. No policiamento do dia a dia, a cidade não conta com delegacia da Polícia Civil: a própria PCMG responde que o município não tem unidade. A delegacia da sede da comarca fica na Rua Tenente João Coelho, 82, em Virginópolis, e o plantão de 24 horas mais próximo na consulta oficial é o de Guanhães, na Rua Capitão Bernardo, 200. O flagrante segue para a audiência de custódia perante o juiz das garantias de Peçanha, salvo nas matérias excluídas do rodízio.

Dados do município

Gentílico
divinolandense
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Guanhães
Região intermediária (IBGE)
Governador Valadares
Área (km²)
133.12
População (Censo 2022)
6.516
Densidade demográfica (hab/km²)
48.95
PIB per capita
R$ 12.729,74

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Divinolândia de Minas como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Divinolândia de Minas/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Virginópolis
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância (da Comarca de Virginópolis, que é a que julga Divinolândia de Minas)
Instalação
Divinolândia de Minas não é sede de comarca. A prova é do próprio Tribunal: consultado com o código da localidade, o Guia Judiciário do TJMG recusa a consulta com a mensagem "A Localidade Divinolândia de Minas não é uma Comarca. Somente Comarcas podem realizar esta consulta." e completa, no mesmo texto, "A Localidade Divinolândia de Minas pertence à Comarca de Virginópolis". A contraprova vem da consulta de municípios e distritos integrantes da Comarca de Virginópolis (código 0718), que lista cinco municípios — Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas, Sardoá e "Virginópolis(Comarca)" — e um distrito, Conceição da Brejaúba. A lei diz o mesmo: o item 320 do Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, no texto atualizado da Assembleia, compõe a Comarca de Virginópolis com Virginópolis, Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas e Sardoá. A comarca está instalada e funcionando, com 12 de setembro de 1947 como data de instalação no Guia. O vínculo é mais velho que o município: quando a Lei nº 2.764/1962 emancipou o antigo distrito de Divino de Virginópolis, ele já pertencia a Virginópolis havia quase quarenta anos.
Classificação
A Comarca de Virginópolis é de primeira entrância, dado lido no cabeçalho do Guia Judiciário ("Entrancia: Primeira"). É o que o artigo 8º da LC 59/2001 reserva às comarcas com uma só vara instalada, e aqui lei e fato coincidem: o Anexo I da mesma lei traz um único cargo de juiz para a comarca (item 171, JPE-171), e o Guia lista um único órgão julgador, a Vara Única. Para quem mora em Divinolândia de Minas o efeito é simples: não há dúvida sobre qual vara recebe o processo. Tudo cai na mesma.
Estrutura
Uma vara só, a Vara Única da Comarca de Virginópolis, com o e-mail vgp1secretaria@tjmg.jus.br, no Fórum Doutor José Rabello Campos, Rua Padre Félix, 362, Centro, Virginópolis, CEP 39730-000, telefones (33) 3416-2800 e (33) 3416-2801. No mesmo prédio o Guia lista a Administração do Fórum (vgpadm@tjmg.jus.br), com a Direção do Foro e a Sala da Administração; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC, que publica o mesmo e-mail da secretaria da vara; e a Contadoria/Tesouraria (vgpcontadoria@tjmg.jus.br), que abriga a Distribuição de Feitos. O nome oficial do único órgão julgador é "Vara Única", e a segunda página da consulta de órgãos não traz outro. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a família, a infância e a juventude, a violência doméstica, o Tribunal do Júri e a execução penal de quem responde solto. O Guia não lista neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral; a ausência na lista não prova ausência do serviço.
Endereço
Fórum Doutor José Rabello Campos — Rua Padre Félix, 362, Centro, Virginópolis - MG, CEP 39730-000
Telefone
Email vara única
Email administração
Email contadoria
Jurisdição
A Comarca de Virginópolis tem cinco municípios e um distrito judiciário: Virginópolis, a sede; Divinolândia de Minas, a 11 km; Gonzaga, a 31 km, com o distrito de Conceição da Brejaúba, a 33 km; Santa Efigênia de Minas, a 37 km; e Sardoá, a 49 km — distâncias da coluna "Distância Comarca" do Guia. O morador de Divinolândia de Minas é investigado, processado e julgado no fórum de Virginópolis em tudo o que é da Justiça estadual: divórcio, guarda, pensão, inventário, cobrança, usucapião, crime, Júri, ato infracional, medida protetiva. É, de longe, o município mais perto do fórum entre os quatro que não são sede. E a vizinha de divisa não serve de atalho: Peçanha, que faz divisa com Divinolândia de Minas, é comarca própria, e o processo de quem mora aqui não corre lá — só o juiz das garantias vem de Peçanha, e só na investigação.
Distância
11 km entre Divinolândia de Minas e a sede da comarca, pela coluna "Distância Comarca" do Guia Judiciário. A mesma tabela dá 291 km de Divinolândia de Minas à capital e 280 km de Virginópolis; em Minas essa coluna do Guia já foi medida errando em vários casos, e o número serve só como ordem de grandeza. A rodovia e o tempo de viagem entre as duas cidades não foram lidos em fonte oficial.
Conciliação
O CEJUSC da Comarca de Virginópolis funciona dentro do fórum, com o telefone geral (33) 3416-2800 e, pelo Guia, o mesmo e-mail da secretaria da Vara Única, vgp1secretaria@tjmg.jus.br. É a porta para acordo de pensão, guarda, divórcio consensual e dívida, antes ou durante o processo, e atende a comarca inteira, inclusive o morador de Divinolândia de Minas, que está a 11 km do prédio.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca no Guia Judiciário informa o Grupo Jurisdicional JESP de Itabira, e a consulta de órgãos não lista Juizado Especial autônomo no fórum de Virginópolis. A causa de pequeno valor de quem mora em Divinolândia de Minas é distribuída ao próprio fórum de Virginópolis; o recurso segue o sistema dos Juizados do grupo informado no cabeçalho.
Tribunal juri
O homicídio, a tentativa de homicídio, o feminicídio, o infanticídio, o aborto provocado e a instigação ao suicídio ocorridos em Divinolândia de Minas são julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Virginópolis, presidido pelo juiz da Vara Única, no Fórum Doutor José Rabello Campos, na Rua Padre Félix, 362, com jurados sorteados na comarca. A regra é da LC 59/2001: o artigo 9º, § 3º, põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, impede que o Júri desça a distrito judiciário. Não há vara privativa do Júri: a comarca tem uma vara, e ela acumula o Júri com todo o resto. O ritmo também está na lei: o artigo 74 manda o Júri funcionar na sede da comarca e se reunir ordinariamente a cada dois meses nas comarcas do interior; pelo artigo 76, § 2º, não havendo processo a julgar, o Júri não é convocado, e o sorteio dos jurados se faz de quinze a trinta dias antes da reunião (§ 1º). As datas de julgamento da comarca não são publicadas pelas fontes consultadas.
Execução penal
Não há unidade prisional em Divinolândia de Minas nem em Virginópolis, e a execução penal do morador se parte em duas respostas, as duas da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG. Primeira metade, artigo 1º: a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramita no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Quem é preso e fica no Presídio de Guanhães tem a progressão, a remição, o livramento condicional e as faltas disciplinares decididos pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Guanhães; em São João Evangelista ou em Peçanha, pelas varas dessas comarcas — e não pela Vara Única de Virginópolis. Segunda metade, parágrafo único do mesmo artigo: estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Divinolândia de Minas correm na Vara Única de Virginópolis. A cada transferência de unidade o juízo declina da competência e remete os autos (artigo 3º), e a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). O processo de execução tramita no SEEU, o sistema eletrônico de execução do CNJ.
Juiz das garantias
Desde 25 de agosto de 2025, a fase de investigação criminal do morador de Divinolândia de Minas é decidida por outro juiz: o da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Peçanha. No interior de Minas o juiz das garantias é um rodízio entre comarcas, instituído pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026, e quem faz o par é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. Lido pela grade do PDF oficial, o anexo põe na 6ª Região uma cadeia de três comarcas, sem volta: a 1ª Vara de Peçanha é juiz das garantias da Vara Única de Virginópolis; a Vara Única de Virginópolis é juiz das garantias da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Guanhães; e a 1ª Vara de Guanhães é juiz das garantias da 1ª Vara de Peçanha. Quem inverte o sentido manda o pedido para o lado errado da roda. Na prática, prisão preventiva ou temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo, interceptação, produção antecipada de prova, arquivamento, acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é investigado ou preso em Divinolândia de Minas passam pelo juiz de Peçanha. O cartório não muda — o procedimento continua na secretaria da vara em que foi distribuído (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025) — e o juiz das garantias sai de cena quando a denúncia ou a queixa é oferecida.
Juiz das garantias exclusoes
O rodízio não alcança o que mais importa para quem procura advogado de Júri: o artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui os crimes dolosos contra a vida. O inquérito de homicídio ocorrido em Divinolândia de Minas não vai a Peçanha em fase nenhuma; fica com o juízo do Júri da própria Comarca de Virginópolis, do inquérito ao plenário. Também estão fora a violência doméstica e familiar, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes de competência originária de tribunal, os crimes militares e os feitos das varas colegiadas da Lei nº 12.694/2012. A medida protetiva de urgência de quem mora em Divinolândia de Minas é pedida e decidida no fórum de Virginópolis. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada pelo regime.
Processo eletronico
O processo da Vara Única de Virginópolis é eletrônico em datas diferentes conforme a matéria, pela página de implantações do PJe do TJMG: 11 de fevereiro de 2019 para todas as classes cíveis da Justiça comum e do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis, com as Turmas Recursais (Aviso Conjunto nº 4/CGJ/2018), e 15 de maio de 2020 para as classes cíveis regidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020). O criminal não consta dessa página; a execução penal tem sistema próprio, o SEEU. Para o morador de Divinolândia de Minas, o efeito prático é que o advogado acompanha o processo cível sem ir a Virginópolis.
Feriados forenses
Os prazos do processo de quem mora em Divinolândia de Minas correm no calendário da comarca, e não no do município: o Guia Judiciário publica para a Comarca de Virginópolis, em 2026, os feriados municipais de 9 de março, 31 de maio, 4 de junho e 5 de junho. Em dúvida sobre um dia de prazo, confira o calendário da comarca.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a ordem oficial de substituição começa por Guanhães (38 km) e segue por São João Evangelista (54 km), Peçanha (58 km) e Conceição do Mato Dentro (122 km), pela tabela de substituição de comarcas vagas do Guia Judiciário. É uma lista de outro ato, independente da cadeia do juiz das garantias: Guanhães encabeça a substituição, mas quem faz as garantias de Virginópolis é Peçanha. As duas listas não se deduzem uma da outra.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Virginópolis
E-mail
Estrutura
Divinolândia de Minas é atendida pela advocacia organizada na sede da própria comarca: a OAB/MG tem uma Subseção de Virginópolis, que elegeu diretoria própria na eleição de 17 de novembro de 2024, segundo a apuração oficial assinada digitalmente, com 22 votantes. A relação oficial de salas da OAB/MG registra a sala da subseção no Fórum de Virginópolis, na Rua Padre Félix, 362, Centro — o mesmo endereço do Fórum Doutor José Rabello Campos —, com atendimento das 12h às 18h e o e-mail virginopolis@oabmg.org.br. Não há sala nem parlatório da OAB em Divinolândia de Minas na relação.
Contexto
A vizinha Subseção de Guanhães mantém, pela mesma relação, sala no Fórum de Guanhães, na Avenida Milton Campos, 2639; sala na Justiça do Trabalho, na Praça JK, 82; parlatório na Rua Belo Horizonte, 65, em Guanhães, conforme agendamento; e sala na Comarca de São João Evangelista. É a estrutura que o advogado encontra quando o processo de um morador de Divinolândia de Minas vai à Vara do Trabalho de Guanhães ou quando o cliente está preso no presídio daquela cidade.
Ressalva
A relação de salas é de 18 de fevereiro de 2021 e não traz telefone para a sala de Virginópolis; a existência da subseção está confirmada pela apuração das eleições de 2024. Qual subseção tem Divinolândia de Minas na sua área não é publicado município a município; a sala que funciona no fórum da comarca é a de Virginópolis.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6); a Comarca de Virginópolis conserva a competência federal delegada (Portaria Presi nº 170/2026, Anexo III), e a ação previdenciária pode ser ajuizada na Vara Única de Virginópolis.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Guanhães (TRT-3, código 090), com jurisdição sobre 31 municípios, Divinolândia de Minas entre eles.
INSS
Atendimento pelo telefone 135 e pelo Meu INSS. A agência do INSS que atende Divinolândia de Minas não foi lida em fonte oficial.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Divinolândia de Minas. A relação de unidades do Depen-MG/Sejusp, lida em cópia arquivada de 22 de janeiro de 2026, não traz nenhuma unidade com endereço no município — o nome Divinolândia não aparece no texto — nem em Virginópolis, a sede da comarca. A relação de salas da OAB/MG, fonte independente, também não registra parlatório em nenhuma das duas cidades.
Unidades que recebem
As unidades mais próximas, lidas pelo endereço na mesma relação, ficam na 8ª Região Integrada de Segurança Pública e em outras comarcas: o Presídio de Guanhães (PRGNH), na Rua Belo Horizonte, sem número, bairro Novo Cruzeiro, Guanhães, telefones (33) 3421-5935 e 3421-5594; o Presídio de São João Evangelista (PRSJE), na Rua Dom Pedro II, sem número, Centro, telefones (33) 3412-1961 e (33) 3412-1009; e o Presídio de Peçanha (PRPÇN), na Rua Nossa Senhora de Fátima, sem número, bairro Bomba, telefone (33) 3411-2231. Para qual delas vai o preso de Divinolândia de Minas depende da vaga e da decisão administrativa da Sejusp, não da distância, e a execução acompanha a unidade: se o preso está em Guanhães, é o juízo de Guanhães que decide a progressão.
Visitas
A relação do Depen-MG não publica dia nem regra de visita, e os e-mails das unidades vêm protegidos por script. A visita em Minas depende de cadastro prévio do visitante na unidade, e as regras mudam por ato da direção de cada presídio: telefone antes de viajar. A OAB/MG mantém parlatório em Guanhães, na Rua Belo Horizonte, 65, mediante agendamento.

Ministério Público Estadual

Ressalva
O Ministério Público de Minas Gerais atua na Comarca de Virginópolis por meio da promotoria da comarca, que é a que oficia nos processos de moradores de Divinolândia de Minas, inclusive no Júri, como acusação. O endereço e o telefone da promotoria não foram lidos em fonte oficial: o Guia Judiciário não registra Sala do Ministério Público no fórum de Virginópolis, e a página de telefones e endereços do MPMG carrega o resultado por script.

Defensoria Pública Estadual

Estrutura
Não há unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais em Divinolândia de Minas nem em Virginópolis. A página oficial de unidades da DPMG declara 129 municípios com unidade instalada, "que também atendem a pessoas residentes em outras cidades da região abrangida pela comarca de cada unidade", e nenhuma das 129 é da Comarca de Virginópolis; as páginas das unidades, lidas uma a uma no campo de municípios contemplados, não citam Divinolândia de Minas nem Virginópolis. A unidade mais próxima é a de Guanhães, na Rua Barão do Rio Branco, 78, sala 01, Centro, telefone (33) 3421-1329, que contempla Dores de Guanhães, Guanhães e Senhora do Porto. A instrução da própria Defensoria para o município sem unidade é "procurar o fórum de sua localidade para obter orientações" — no caso, a Direção do Foro de Virginópolis.
Ressalva
Abrangência de órgão não é jurisdição de comarca. A Defensoria define a sua própria área de atendimento, e a lista dela não muda o fórum competente: o processo de quem mora em Divinolândia de Minas continua sendo da Comarca de Virginópolis, mesmo que uma unidade de outra cidade venha a atendê-lo.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6)
Tribunal
Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6)
Jurisdição
Divinolândia de Minas está na área da Subseção Judiciária de Governador Valadares, da Seção Judiciária de Minas Gerais, no TRF da 6ª Região. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6, que alterou os Anexos II e III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 03/2026, põe Divinolândia de Minas na linha de Governador Valadares do Anexo II, ao lado de Virginópolis, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas, Sardoá e Peçanha, e a tabela de jurisdições publicada pela SJMG traz a mesma lista. A ação contra a União, contra autarquia federal fora do previdenciário e o crime federal de quem mora aqui vão à Justiça Federal de Governador Valadares. Guanhães, a cidade da região imediata, está em outra subseção, a de Ipatinga — o vizinho regional não serve de guia para a Justiça Federal.
Competência delegada
A Comarca de Virginópolis conserva a competência federal delegada, e essa é a informação de maior valor prático deste bloco. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 03/2026, publicado na Portaria Presi nº 170/2026, põe na linha da Subseção de Governador Valadares, entre as comarcas que CONSERVAM a competência delegada, "Aimorés, Conselheiro Pena, Mantena, Resplendor, Rio Vermelho, São João Evangelista, Tarumirim e Virginópolis" — enquanto a própria Governador Valadares, Galileia, Itanhomi, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí estão na coluna das que deixaram de tê-la. O fundamento é o artigo 15, III, e § 2º, da Lei nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019. Como Divinolândia de Minas integra a Comarca de Virginópolis, a ação previdenciária de quem mora aqui — aposentadoria rural ou por idade, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade, pensão por morte — pode ser ajuizada na Vara Única de Virginópolis, a 11 km, sem ida a Governador Valadares. A lista muda por portaria; confira a redação vigente do Anexo III antes de ajuizar.
Contexto
As duas tabelas do TRF6 respondem perguntas diferentes. Estar na Subseção de Governador Valadares diz onde fica a Justiça Federal para o que não é delegado. Estar numa comarca que conserva a delegação diz que o juiz estadual de Virginópolis julga, em nome da Justiça Federal, a causa previdenciária. E a comarca vizinha de divisa mostra que não se deduz uma coisa da outra: Peçanha, na mesma subseção, perdeu a delegada. Para quem tem ação antiga, o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 mantém no juízo estadual as ações ajuizadas antes de 1º de janeiro de 2020.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Guanhães (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
Abrangência
A reclamação trabalhista de quem mora ou trabalha em Divinolândia de Minas vai à Vara do Trabalho de Guanhães. A página oficial de jurisdição do TRT-3 dá à unidade de Guanhães, criada pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992, com jurisdição fixada pela RA nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, trinta e um municípios, entre eles Divinolândia de Minas, Virginópolis, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas e Peçanha; a planilha oficial de códigos das varas registra a unidade sob o código 090, "Vara do Trabalho — Guanhães". A comarca de Virginópolis não vai inteira ao mesmo foro trabalhista: Sardoá está na lista do Foro de Governador Valadares.
Contexto
A relação de salas da OAB/MG registra uma sala da advocacia na Justiça do Trabalho de Guanhães, na Praça JK, 82, 1º andar, Centro, telefone (33) 3421-3640, com atendimento das 9h às 12h e das 13h às 18h. Para quem quer reclamar sem advogado, a atermação é o caminho oferecido pelo TRT-3; o e-mail e o telefone próprios da secretaria da vara não foram lidos em fonte oficial.

Segurança Pública

Panorama
Divinolândia de Minas tem 6.516 habitantes, nenhuma delegacia da Polícia Civil, nenhuma unidade prisional, nenhum fórum e nenhuma unidade da Defensoria Pública. Tudo o que é Justiça fica fora: o processo, a 11 km, em Virginópolis; a decisão de prisão na investigação, em Peçanha; a execução de quem é preso, na comarca do presídio, que pode ser Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha.
Atendimento mulher
Violência doméstica e familiar está fora do juiz das garantias, pela Resolução nº 1.109/2025: a medida protetiva de urgência de quem mora em Divinolândia de Minas é pedida e decidida na Vara Única de Virginópolis. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher mais próxima na consulta da PCMG é a de Guanhães, na Rua Capitão Bernardo, 200, (33) 3421-7719. A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas.
Infância e juventude
O ato infracional, a guarda, a tutela e a destituição do poder familiar de quem mora em Divinolândia de Minas são decididos pela Vara Única de Virginópolis, que acumula a infância e a juventude, com processo eletrônico no PJe para as classes cíveis do Estatuto da Criança e do Adolescente desde 15 de maio de 2020.

Polícia Civil

Estrutura
A Polícia Civil de Minas Gerais não tem delegacia em Divinolândia de Minas, e isso não é dedução: a consulta oficial de unidades do portal da PCMG, feita pelo município, devolve a mensagem "Esta cidade não possui delegacias da PCMG". A delegacia da sede da comarca é a Delegacia de Polícia Civil de Virginópolis, na Rua Tenente João Coelho, 82, Centro, Virginópolis, CEP 39730-000, telefone (33) 3416-2410. Em Guanhães, a mesma consulta lista, na Rua Capitão Bernardo, 200, a 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil, telefone (33) 3421-7700, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h; a Delegacia de Polícia Civil de Guanhães, (33) 3421-7701; a Delegacia de Plantão, que funciona todos os dias, 24 horas, no mesmo telefone; e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, (33) 3421-7719, deam.guanhaes@policiacivil.mg.gov.br.
Ressalva
A consulta da PCMG não diz qual delegacia tem Divinolândia de Minas como área de atendimento nem a que Delegacia Regional a de Virginópolis se subordina; a de Virginópolis é a delegacia da sede da comarca, e a de Guanhães é a sede regional mais próxima com plantão 24 horas. O registro de ocorrência não urgente pode ser feito pela Delegacia Virtual do estado, e a emergência é o 190.

Prefeitura Municipal

Estrutura
A Prefeitura Municipal de Divinolândia de Minas funciona na Rua Monsenhor Ayala, 37, Centro, CEP 39735-000, telefone (33) 3414-1639, CNPJ 18.307.405/0001-32, segundo o rodapé do portal oficial em divinolandia.mg.gov.br. O portal mantém as páginas de secretarias, órgãos municipais, estrutura administrativa e perguntas frequentes, mas elas estavam sem conteúdo na data da consulta; a Secretaria de Educação publica as suas informações num site próprio ligado ao portal. Para endereço de CRAS, Conselho Tutelar e demais órgãos, o telefone geral da Prefeitura é a porta.

Cartórios

Estrutura
Uma serventia só funciona em Divinolândia de Minas, e ela acumula as atribuições: o Registro Civil com Atribuição Notarial de Divinolândia de Minas, na Rua Escrivã Conceição Carvalhais, 189, Centro, CEP 39735-000, telefone (33) 3414-1328. É ali que se registram nascimento, casamento e óbito e que se lavram escrituras, procurações e reconhecimentos de firma. As demais serventias da comarca estão em Virginópolis, pelo Guia Judiciário: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, na Rua Félix Gomes, 358 (lojas 03 e 08), telefone (33) 98827-3047 — a matrícula do imóvel de Divinolândia de Minas é feita lá —; o Registro Civil das Pessoas Naturais e Tabelionato de Protesto de Títulos, na Rua Félix Gomes, 358, (33) 98836-4409; o 1º Tabelionato de Notas, na Praça da Matriz, 14, sala 01, (33) 3416-2172 e (33) 3416-1329; e o 2º Tabelionato de Notas, na Rua Félix Gomes, 380, (33) 3416-1329. A acumulação de atribuições numa serventia de município pequeno é autorizada pelo artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001.
Contexto
Cada um dos outros municípios da comarca tem a sua serventia de registro civil com atribuição notarial, pelo mesmo Guia — Gonzaga, Santa Efigênia de Minas, Sardoá e o distrito de Conceição da Brejaúba. O protesto de título de quem mora em Divinolândia de Minas é lavrado em Virginópolis, onde fica o único tabelionato de protesto da comarca.

Saúde Pública

Estrutura
Divinolândia de Minas não tem hospital no cadastro federal. O que a cidade tem é uma rede de atenção básica e um serviço de saúde mental: o cadastro nacional de estabelecimentos de saúde registra, na Rua São José, 326, Centro, o PSF Divinolândia de Minas, telefone (33) 3414-1184, e no mesmo endereço a Secretaria Municipal de Saúde, (33) 3414-1322; na Rua São José, 480, o Centro de Atenção Psicossocial Marta Coelho, o CAPS do município. Há ainda a UBS Divinolândia de Minas, na Rua Maria Ilídia, sem número, e a Farmácia de Minas, na Rua Maria Ilídia, 22.
Rede basica
A atenção básica tem quatro equipes de saúde da família no cadastro federal: o PSF Divinolândia de Minas, no Centro; o PSF Joana Karlla, na Rua Maria Ilídia, 22, telefone (33) 3414-1843; o PSF José Anício de Souza, na Rua João Gualberto de Figueiredo, no bairro Figueiredos; e o PSF José Ventura de Almeida, na Rua Benjamin Alves de Oliveira, em Santana do Barro. A Academia da Saúde fica na Rua Antônio Serafim de Figueiredo, e o Centro de Convivência Vó Chica, na Rua José de Souza Madeira, 167. O consultório odontológico municipal está na Rua Duzinha Soalheiro.
Referência
O hospital geral mais próximo, dentro da própria comarca, é o Hospital São José, em Virginópolis, na Rua Padre Félix, 46 — a poucos metros do fórum —, telefone (33) 3416-1244, registrado no cadastro federal como hospital geral. Em Guanhães, sede da região imediata, o cadastro registra o Hospital Regional Imaculada Conceição, na Rua Capitão Bernardo, 257, Centro, telefone (33) 3421-1747. Casos de maior complexidade seguem para centros maiores da região, como Governador Valadares; a microrregião de saúde a que o município pertence não foi lida em fonte oficial. Não há Instituto Médico-Legal registrado no município.
Ressalva
O cadastro federal aceita código de município inexistente e devolve outro município sem erro; as consultas foram feitas com os códigos 312220 (Divinolândia de Minas), 317180 (Virginópolis) e 312800 (Guanhães), conferidos na API de localidades do IBGE, e o município conferido no retorno.

Educação Pública

Estrutura
A rede de ensino de Divinolândia de Minas tinha, em 2025, 364 matrículas na educação infantil, 937 no ensino fundamental e 270 no ensino médio, pelos dados do Censo Escolar que o IBGE reproduz no panorama do município. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica dos anos iniciais do fundamental na rede pública foi de 6,3 em 2023 e 6,2 em 2025 — contra 4,5 em 2005 —, e o dos anos finais, de 5,2 em 2025. A Secretaria Municipal de Educação publica editais e informativos num site próprio, ligado ao portal da Prefeitura. Para o morador, a declaração escolar é o documento que instrui pedido de benefício, de guarda e de pensão alimentícia no fórum de Virginópolis.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Direitos humanos
100

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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