História
A história de Divinolândia de Minas é a história de um arraial de devoção que mudou de município antes de virar município. Pelo verbete do IBGE, a região era mata virgem quando chegaram os primeiros moradores — as famílias Silva e Figueiredo e um Manoel José, das quais descende, segundo o verbete, grande parte da população de hoje. Plantaram café, milho e cana, viram a fertilidade da terra e foram ficando. Trouxeram também uma imagem do Divino Espírito Santo e ergueram para ela uma capela de pau a pique no alto de uma colina, aonde subiam todas as tardes. Em volta da capela nasceu o arraial do Divino. A formação administrativa tem duas datas. O povoado, conhecido como Divino de Guanhães, pertencia ao município de Guanhães até a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, que o elevou a distrito, desmembrou-o de Guanhães e o incorporou ao município de Virginópolis, com o nome de Divino de Virginópolis. Quase quarenta anos depois, a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, elevou o distrito a município e lhe deu o nome definitivo de Divinolândia de Minas. A lei de 1923 é a razão pela qual o morador daqui é julgado em Virginópolis, e não em Guanhães: o distrito passou à comarca da cidade a que foi anexado, e a emancipação deu prefeitura, não fórum. A capela virou igreja. A página de patrimônio cultural da Prefeitura registra que a Igreja do Divino Espírito Santo — a Igreja Velha — tem a fundação datada de 1878 por anotação do Livro 01 da antiga Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, hoje Paróquia de Nossa Senhora da Glória, que registra o primeiro batizado na capela que deu origem ao templo. É bem tombado e protegido desde 2003, segundo a mesma página.