História
A cidade começou como povoado de beira de rio com nome de paisagem. Por volta de 1908, conta o verbete do IBGE, despontava às margens do Jequitinhonha, no município de Araçuaí, a povoação de Boa Vista, fundada pelo deputado estadual Coronel Inácio Carlos Moreira Murta. Antes disso, a região fora dos trocoiós e dos botocudos, e o mesmo registro atribui à penetração de Julião Fernandes e de outros colonizadores o desaparecimento progressivo desses povos. Em 7 de setembro de 1923, a lei estadual nº 843 elevou Boa Vista a distrito com o nome indígena de Itaporé, ainda dentro de Araçuaí. Em 1948, pela lei estadual nº 336, Itaporé deixou Araçuaí para integrar o recém-criado município de Virgem da Lapa. E em 12 de dezembro de 1953 a lei estadual nº 1.039 — o quadro da divisão territorial, administrativa e judiciária de Minas para o quinquênio 1954-1958 — fez de Itaporé um município, com o nome do fundador. A mesma lei traçou os limites do novo município com quatro vizinhos — Virgem da Lapa, Salinas, Itinga e Araçuaí —, usando o Jequitinhonha e o Rio Salinas como linha de divisa com Virgem da Lapa, e o colocou, desde o primeiro dia, como termo da Comarca de Araçuaí, ao lado de Caraí, Itinga e Virgem da Lapa. O nome de Boa Vista ficou no bairro do cartório; o de Itaporé, no bairro da Secretaria de Saúde; e o do fundador, na cidade inteira e numa rua de Araçuaí, a Coronel Inácio Murta, onde hoje funciona o tabelionato de protesto da comarca.