História
Antes de ser cidade, Oliveira foi passagem. O território ficava sobre a Picada de Goiás, atalho aberto no século XVIII que ligava, em longos trechos e muitas encruzilhadas, quatro capitanias — Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás — e por onde subiam escravizados, alimentos e ferramentas para abastecer a mineração de Tamanduá, hoje Itapecerica, e de Paracatu. Por essa posição, o lugar era conhecido como Campo Grande da Picada de Goiás. O nome carrega um episódio duro: a chamada Conquista do Campo Grande, conflito que se arrastou por anos em meados do século XVIII contra os quilombos da região ocidental da capitania, e que o governo de Minas resolveu retalhando o território em sesmarias distribuídas a quem abrisse caminho e ocupasse a terra — por volta de 1752. Antes disso a área fora dos Carijós, depois dos Cataguases, expulsos por volta de 1670 pela bandeira de Lourenço Castanho Tanques. A devoção veio depois e ficou: erguida a igreja de Nossa Senhora da Oliveira por volta de 1785, o povoado virou distrito em 1832, subordinado a São José del Rei; vila em 1839, desmembrada de lá e instalada em 9 de junho de 1840; e cidade, com o nome enxugado para Oliveira, pela Lei Provincial nº 1.102, de 19 de setembro de 1861. O município chegou a ter cinco distritos em 1911 e foi perdendo território ao longo do século XX — Carmo da Mata, Santana do Jacaré e São Francisco de Paula saíram, este último para voltar décadas depois na condição de município integrante da mesma comarca.