História
Paracatu nasceu do ouro. Na primeira metade do século XVIII, bandeirantes e faiscadores encontraram metal nas encostas da Serra dos Cristais e do Morro do Ouro, e o arraial de Paracatu do Príncipe cresceu depressa como um dos polos da mineração no sertão do noroeste mineiro. Em 20 de outubro de 1798, a rainha Dona Maria I de Portugal elevou o povoado à condição de Vila do Paracatu do Príncipe — data celebrada até hoje como aniversário da cidade. Esgotado o ouro de aluvião, a vila reinventou-se na pecuária e na agricultura do cerrado, mantendo, no casario e nas igrejas, a memória do período colonial. Da escravização que sustentou a lavra restou uma herança que se tornou marca de Paracatu: comunidades quilombolas centenárias, como a do Amaro, que preservam tradições afro-brasileiras no território até os dias de hoje.